Senado aprova PEC que engessa o Orçamento federal e pauta agora volta para a Câmara
Projeto do Orçamento Impositivo restringe ainda mais a possibilidade do governo de mexer nas contas públicas

O plenário do Senado concluiu nesta quarta-feira, 3, a votação da proposta de emenda à Constituição do Orçamento Impositivo, que engessa ainda mais as contas do governo. Agora, a matéria segue para uma nova análise da Câmara dos Deputados, que aprovou na semana passada outra versão da matéria. Há acordo para que os deputados mantenham o texto do Senado.
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça nesta manhã e, por um acordo fechado entre todos os líderes partidários, os prazos necessários para votação em dois turnos no plenário foram suprimidos para que ambas pudessem ser realizadas ainda nesta noite. Foram 58 votos a favor e 6 contrários na primeira votação, e 59 a 5 na segunda.
A PEC foi apresentada em 2015, mas ressurgiu de afogadilho na semana passada na Câmara. Em uma votação relâmpago, os deputados também aprovaram a matéria em dois turnos.
A PEC engessa uma parcela maior do Orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas hoje passíveis de adiamento, como emendas de bancadas estaduais e investimentos em obras.
O relatório do senador Esperidião Amin (PP-SC) alterou o texto que foi analisado pela Câmara e apresentou um aumento gradual em dois anos do porcentual obrigatório a ser pago para as emendas coletivas e a determinação de que as emendas destinadas a ações plurianuais sejam reapresentadas nos anos seguintes até a conclusão da obra ou empreendimento.
Leia Também
Inicialmente, o governo defendia que o escalonamento para o aumento do porcentual da receita corrente líquida (RCL) que o governo terá de pagar obrigatoriamente em emendas de bancada fosse feito em quatro anos, até se chegar a 1% da RCL. Mas o acordo fechado entre o Legislativo e o Palácio do Planalto terminou com o escalonamento em dois anos.
O porcentual obrigatório dessas emendas está hoje fixado em 0,6% da RCL e será aumentado para 0,8% em 2020 e 1% em 2021. O porcentual dos anos seguintes será corrigido pela inflação. A PEC foi aprovada pela Câmara na semana passada com a determinação de pagamento de 1% da RCL já no ano que vem. A área econômica demonstrou preocupação porque avaliou que o impacto seria de cerca de R$ 4 bilhões por ano e o porcentual poderia elevar para 97% o grau de engessamento das contas do governo federal.
Outra mudança feita por Amin no texto aprovado pela Câmara foi a inclusão da determinação de que as emendas destinadas a ações plurianuais ou cuja execução já tenha sido iniciada sejam reapresentadas pela bancada estadual nos anos seguintes até a conclusão da obra ou empreendimento.
De acordo com Amin, as programações oriundas de emendas coletivas abarcam, em sua maioria, investimentos de grande porte, com longas durações e, por isso, é necessário garantir a continuidade para evitar "a propagação das obras inacabadas somadas à desorganização fiscal que diversas iniciativas concorrentes causariam se não contassem com o devido financiamento".
ATENÇÃO ESTUDANTES
Pé-de-Meia tem sexta parcela paga hoje; confira valor e quem tem direito em setembro de 2026
21 de setembro de 2026 - 5:50TOUROS E URSOS #288
Isenção de LCIs e LCAs é ‘uma balela’, diz Felipe Salto, que defende a revisão do benefício no ajuste fiscal previsto para 2027
20 de setembro de 2026 - 15:01ANOTE NA AGENDA
Ata do Copom e diplomacia entre EUA e China comandam as atenções do mercado na semana — mas não é só isso
20 de setembro de 2026 - 11:59BOMBOU NO SD
Lotofácil da Independência paga R$ 300 milhões, Europa oferece moradia de graça para quem ama gatos e Nubank perde brilho: os destaques da semana
19 de setembro de 2026 - 14:19Conteúdo BTG Pactual
‘Crise do petróleo’ em 2027? Estoques globais acendem sinal de alerta, e podem pressionar sua carteira de investimentos; entenda
19 de setembro de 2026 - 14:00NOBEL POLÊMICO
Fritz Haber: o Nobel de Química que inventou o fertilizante moderno e inaugurou a era da guerra química
19 de setembro de 2026 - 10:39TOUROS E URSOS #288
A ‘Faria Lima’ está errada? O que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal, segundo Felipe Salto
18 de setembro de 2026 - 15:29O FIM DO FUTEBOL?
O futebol não vive sem bet? Por que os clubes se juntaram para publicar manifesto contra MP que proibiria apostas online
18 de setembro de 2026 - 14:15DÍVIDA VELHA NA MIRA
Governo prepara nova rodada de renegociação de dívidas antigas, diz jornal. Alívio para os bancos pode virar dor de cabeça?
18 de setembro de 2026 - 12:44PARA TODOS OS GOSTOS
Bolão fatura mais de R$ 100 milhões na Mega-Sena e ofusca prêmios milionários na Lotofácil e na Quina
18 de setembro de 2026 - 6:43POR DENTRO DA CARTEIRA
Brasileiros querem mais que renda fixa: interesse em LCA cresce 119%, mas outro investimento rouba a cena
17 de setembro de 2026 - 20:20VIDEOGAMES
Rockstar anuncia Grand Theft Auto VI: The Album, tracklist oficial do GTA 6 que conta com Travis Scott, Keith Richards, Pinkpantheress e mais
17 de setembro de 2026 - 15:27O QUE A FARIA LIMA NÃO VÊ
Você tem medo de investir? Emoções e bets travam as finanças — mas também podem ser combustível
17 de setembro de 2026 - 14:03APOSTAS ONLINE
O rombo das bets: apostas online podem ter engolido metade do crescimento do PIB em 2025
17 de setembro de 2026 - 13:28PODCAST TOUROS E URSOS
A Faria Lima está errada? ‘Risco de o Brasil quebrar é zero’, diz Felipe Salto, da Warren; o que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal
17 de setembro de 2026 - 12:01PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA