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Santiago em chamas

Chile enfrenta maior revolta social das últimas décadas

Manifestantes saíram às ruas contra o aumento de preço do metrô de Santiago, que passaria do equivalente a US$ 1,12 para US$ 1,16. Ontem, o governo anunciou a suspensão do reajuste

20 de outubro de 2019
13:30 - atualizado às 10:09
Manifestação na estação de metrô Los Heroes, em Santiago
Manifestação na estação de metrô Los Heroes, em Santiago - Imagem: Shutterstock

A capital do Chile, Santiago, foi marcada por protestos no último fim de semana. Depois de os confrontos terem feito pelo menos sete mortos, o governo chileno declarou estado de emergência nas cidades do norte e sul do país, no domingo (20).

Santiago e outras regiões do país, como Valparaíso e Concepción, estão sob toque de recolher. Na capital, onde começaram os protestos, quase 10 mil membros das Forças Armadas estão nas ruas.

O aumento, entre 800 e 830 pesos (correspondente a 1,04 euros), no preço dos bilhetes do metrô, que transporta diariamente cerca de 3 milhões de passageiros, desencadeou as violentas manifestações contra o elevado custo de vida e as desigualdades sociais no país.

Os confrontos entre autoridades e manifestantes começaram quando, na sexta-feira, a polícia tentou bloquear as manifestações. Em protesto, os habitantes de Santiago saíram às ruas para expressar descontentamento pelo aumento do custo de vida. Durante o fim de semana, os protestos estenderam-se a outras cidades.

No sábado, o presidente chileno Sebastián Piñera decretou estado de emergência na capital por 15 dias e suspendeu o aumento dos preços dos transportes. No entanto, as manifestações e os confrontos prosseguiram.

Piñera disse que compreende que os cidadãos se manifestem, mas que considera "verdadeiros criminosos" os responsáveis pelos incêndios, as barricadas e pilhagens, assim como pelos mortos e feridos.

*Com informações da RTP (televisão pública de Portugal).

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