O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Otimista, Octavio de Lazari vê aprovação de pelo menos parte da reforma tributária até junho do ano que vem. “Tenho expectativa muito positiva”, diz, sobre a economia brasileira.
A continuidade das reformas, após a aprovação da Previdência, abrirá caminho para que o Brasil tenha condições de voltar a crescer 4% até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro, em 2022. "Tenho uma expectativa muito positiva. Estou sendo realista com as potencialidades que existem no Brasil", disse Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, em Nova York.
Para Lazari, uma parte da reforma tributária deve ser aprovada pelo Congresso no primeiro semestre de 2020, especialmente porque a interlocução entre os Poderes Executivo e Legislativo está muito boa. "Ambas as Casas do Poder Legislativo têm consciência de que temos pressa. E todos sabem que, se ela não for aprovada até junho, o risco de não ser aprovada ano que vem será muito grande devido ao calendário eleitoral."
Com a reativação da economia, ele também vê maior demanda por novos financiamentos. A previsão é que a carteira de crédito para grandes empresas avance mais de 5% em 2020. "Tenho viajado o País inteiro e as empresas estão com projetos excepcionais na gaveta e esperam uma sinalização mais forte do governo para investir."
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.
Este ano o País crescerá 0,9%, talvez com alguma melhora no último trimestre do ano. A perspectiva e os sinais de avanço da economia são importantes. Temos estimativa de expansão do PIB de 2,2% para 2020 e poderíamos atingir 2,5% no ano seguinte. Vai depender da reação do mercado. A reforma da Previdência já passou no Congresso e temos expectativa positiva para as outras, entre elas a administrativa e, sobretudo, a tributária, até pelo trabalho dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
No caso da reforma tributária, se não for possível passar o ótimo, que seja pelo menos o bom, que é a proposta escalonada do governo. Existe mais de uma proposta no Congresso. Precisamos ter a sabedoria para verificar que elas têm sugestões positivas, como a do Bernard Appy (ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda). Também depende do que ocorrerá no mundo, pois há problemas na América Latina, como no Chile, no Peru, na Argentina e na Venezuela.
Leia Também
Isso não atrapalha em nada a interlocução. O governo, sabendo das dificuldades de uma reforma tributária, que é mais complexa do que a da Previdência, está sendo mais parcimonioso e apresentando a proposta em etapas. Maia acredita que dá para conseguir um pouco mais. Se ele entender que cabe uma reforma mais ampla, dará continuidade a ela.
A reforma tributária precisa ser aprovada no primeiro semestre do ano que vem, por causa da agenda eleitoral do segundo semestre. Ambas as Casas do Poder Legislativo têm consciência de que temos pressa. E todos sabem que, se ela não for aprovada até junho, o risco de não ser aprovada no ano que vem será muito grande, devido ao calendário eleitoral.
Isso é o mínimo desejável. Mesmo que não se consiga fazer as outras mudanças agora, que se consiga realizar esta alteração. Nós sabemos que não vamos diminuir impostos agora, mas só reduzir estes custos na gestão das empresas será muito importante.
Teremos uma boa melhoria de ambiente de negócios no Brasil, principalmente de empresas e investidores estrangeiros. Imagine o CEO de uma empresa multinacional quando enfrenta a complexidade de fazer investimentos no País com a cadeia tributária.
O ânimo para investir será outro com uma simplificação tributária. Isso diminuirá o tamanho das equipes dedicadas exclusivamente para lidar com impostos e também o risco de litigância nesses problemas, que muitas vezes levam a discussões intermináveis na Justiça.
A nossa expectativa e a do governo é de que o Brasil terá upgrade (elevação) no próximo ano pelas agências internacionais de rating. Olhando o cenário nacional e do mundo, e o que os investidores estão precificando para o CDS do País, ao redor de 130 pontos, o Brasil já merece uma nota diferente.
Sim, pois a questão tributária é um entrave muito sério para investimentos no País. Se este obstáculo for retirado, mesmo parcialmente, a expectativa de volta de capital estrangeiro para o Brasil é muito grande. E com uma enxurrada de dólares no País, o câmbio deixará de estar pressionado.
Se formos bem em 2020, crescendo a uma faixa entre 2,2% e 2,5%, para 2021 há um sinalizador de crescimento muito mais forte, inclusive se forem resolvidos problemas no mundo, como conflitos da China, o Brexit na Inglaterra, a América do Sul se acalmando. E o Brasil tem um papel fundamental neste trabalho.
O País tem de ser protagonista para ajudar a colocar panos quentes nesta ebulição social que ocorre nos países da região. Temos de reivindicar este protagonismo e o papel de ser agente de crescimento e fiador das diversas discussões no mundo, como a do comércio internacional.
Com certeza. Acho que até 2021 isto pode acontecer. Eu tenho uma expectativa muito positiva, estou sendo realista com as potencialidades que existem no Brasil.
Tenho viajado o País inteiro e as empresas estão com projetos excepcionais na gaveta e esperam uma sinalização mais forte do governo para investir.
Há investimentos no Brasil que têm uma atratividade especial, como os relativos às áreas de infraestrutura, construção civil, energia e saneamento, cujo marco regulatório está praticamente resolvido. Tenho convicção de que o cenário de crédito para grandes empresas será muito melhor em 2020 do que neste ano. O crescimento da carteira de crédito do Bradesco para grandes companhias deve ficar em torno de 3% a 4% neste ano. Para 2020, não temos o guidance ainda, mas deve ser maior que 5%.
No caso do banco de investimento, nenhuma empresa faz mais nenhum lançamento de papel isoladamente, pois atua em um pool de bancos. O que temos visto é que estão vindo vários bancos estrangeiros e nacionais para atuar nesta área. Acho que o Banco do Brasil tem uma equipe fortalecida, a Caixa está montando sua equipe agora e pode vir a atuar também, faz parte do jogo. Nós vamos dividir o mesmo bolo e teremos de aprender a ter um pedaço menor, mas ganhar na escala.
É ter uma equipe muito diferenciada. O Bradesco mostrou isto no seu banco de investimentos e estamos liderando o ranking de emissões neste ano. O Bradesco tem balanço para emprestar dinheiro para estas empresas, o que é muito importante para apoiar seus investimentos.
O Banco Central do Brasil já aprovou a aquisição. No dia 25, teremos uma reunião com as autoridades americanas sobre o BAC para esclarecer algumas dúvidas, o que é normal neste processo e está dentro do timing que esperávamos. Há 99% de chances que durante o primeiro trimestre do próximo ano a operação esteja totalmente aprovada pelas autoridades dos EUA.
Nossa estratégia internacional está montada. Temos escritórios muito bem posicionados em Cayman e Luxemburgo. Há a compra do BAC nos EUA para atender nosso cliente private naquele país e também para poder realizar captação em dólares para atender necessidades de crédito dos clientes corporativos no Brasil. Estamos olhando com muito carinho o mercado de Portugal, não temos lá um escritório.
Não, até porque ao olhar pelo mundo, os bancos europeus, como na Alemanha, estão gerando uma rentabilidade de 6%, 7% ao ano, nos EUA 12% ao ano. Estamos entregando 20% de rentabilidade no Brasil. Qualquer aquisição neste nível, quando ocorre a equivalência contábil, diminui o retorno no Brasil. Não há nenhuma possibilidade no momento de fazer novas aquisições fora. Vamos nos posicionar localmente para atender nossos clientes.
Este mercado está se aquecendo. Tivemos agora recentemente o anúncio da Marfrig e tem a venda da participação do BNDES na JBS. O BNDES tem um calendário muito forte de privatizações, que deve ser acelerado pelo seu presidente. Há uma expectativa de que 2020 será muito bom para este mercado.
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Medida proposta nesta quarta-feira (18) busca segurar preços diante da alta do petróleo e evitar paralisações
A estatal ressaltou ainda que, mesmo após o reajuste, os preços do diesel A acumulam queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022 — uma redução de 29,6%, considerando a inflação do período
Alta de custos, queda na qualidade e mudanças climáticas redesenham a indústria do chocolate e desafiam produtores
Bilhões de imagens capturadas por jogadores do Pokémon Go agora estão sendo usadas para treinar robôs de entrega nos EUA
Enquanto três apostas dividiram o prêmio principal da Mega-Sena, os vencedores da Quina e da Lotofácil ganharam sozinhos. Dia de Sorte e Timemania acumularam. +Milionária pode pagar R$ 31 milhões hoje (18).
Apesar da possível pressão inflacionária, o juro real elevado e a estratégia de “calibração” do BC sustentam a aposta em um primeiro corte hoje
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e inclui adicionais para famílias com crianças, gestantes e adolescentes
A estratégia inicial, segundo a Abrava, é promover uma paralisação voluntária, com caminhoneiros deixando de aceitar cargas
Imprevisibilidade da guerra impõe novos desafios ao Banco Central, que se vê diante de um corte já antecipado ou uma manutenção pelo novo risco inflacionário
Fraudes e golpes em concursos públicos acontecem com certa frequência; veja como se proteger
Anvisa recolhe produtos de beleza devido a presença de substância proibida e irregularidades
Os repasses do Bolsa Família seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600
Intenção cai em relação a 2025, quando 72% das empresas investiram
Anvisa proíbe a venda de azeite da marca San Olivetto devido a irregularidades apontadas nas ações da distribuidora e da fabricante
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (16). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.
Rodolfo Amstalden, CEO da casa de análise, criou um serviço para facilitar o investimento em renda fixa e variável, além de ajudar no acesso à educação financeira
Comunicado oficial alerta candidatos, mas expectativa por novo concurso cresce — mesmo sem previsão confirmada pelo banco
Estudo do Insper indica que bolsa do Pé-de-Meia reduz abandono escolar entre jovens de famílias mais vulneráveis
Após quatro anos sem concorrência, a Starlink, projeto da SpaceX de Elon Musk, ganha um forte concorrente no mercado brasileiro
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com os maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (16); confira os valores em disputa.