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2019-12-30T18:38:50-03:00
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
Jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Foi editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo e do portal IG.
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
MERCADOS

Ibovespa fecha em queda no último pregão do ano, mas acumula alta de 6,85% no mês e 31,58% em 2019

Bolsa abriu em alta, mas virou com cenário negativo em Nova York; dólar fechou sessão em queda de 0,95%, acumulando perda de 5,40% no mês

30 de dezembro de 2019
10:17 - atualizado às 18:38
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa abriu em alta nesta segunda-feira (30) e caminhava para fechar o ano com chave de ouro. Mas após a abertura de Nova York no vermelho, o índice virou por volta de meio-dia, fechando em queda de 0,76%, aos 115.645,34 pontos. Mesmo assim, o índice terminou o mês com ganho de 6,85%, acumulando uma alta de nada menos que 31,58% em 2019.

Inicialmente, o Ibovespa e os índices futuros americanos reagiram positivamente à notícia da imprensa chinesa de que a fase 1 do acordo entre Estados Unidos e China para acabar com a guerra comercial deve ser assinado ainda nesta semana.

Para a Casa Branca, o acordo deve aumentar a compra de alimentos dos EUA pela China para US$ 40 bilhões ao ano, podendo subir para US$ 50 bilhões.

Em contrapartida, o governo Trump decidiu não impor tarifas sobre US$ 156 bilhões de mercadorias e serviços exportados pelo gigante asiático no último dia 15 de dezembro. Também cortou de 15% para 7,5% a tarifa que recaía sobre outros US$ 120 bilhões em exportações chinesas.

Mas com a abertura das bolsas americanas em queda, o cenário virou. Nesta segunda-feira, o Dow Jones recuou 0,64%, o S&P 500 caiu 0,58% e o Nasdaq fechou em queda de 0,64%. Mesmo assim, os índices americanos fecharam o ano com altas de 24,21%, 30,34% e 36,78%, respectivamente.

Dólar e juros

Em dia de volume de negociações reduzido, o dólar à vista também seguiu a pressão externa e fechou em queda de 0,95%, aos R$ 4,0118. Isso representa uma queda de 5,40% em dezembro, e uma alta de 3,63% em 2019. O dólar PTAX fechou com queda de 0,59%, a R$ 4,0307. No mês, o recuo foi de 4,56% e, no ano, a alta foi de 4,02%.

Os juros futuros acompanharam o dólar e fecharam em queda. O DI com vencimento em janeiro de 2021 caiu de 4,581% para 4,56%; o DI para janeiro de 2023 recuou de 5,852% para 5,79%; e o DI para janeiro de 2027 caiu de 6,841% para 6,76%

As units do Santander Brasil (SANB11) tiveram a maior alta do dia, com valorização de 2,10%. O banco anunciou na última sexta-feira o pagamento de dividendos de R$ 6,79 bilhões e de juros sobre o capital próprio de R$ 1,01 bilhão aos seus acionistas.

*Com Estadão Conteúdo

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