BNDES pode atuar em áreas de gás e demais combustíveis alternativos
Presidente do banco, Joaquim Levy, citou que hoje há um monopólio natural na distribuição do gás brasileiro e defendeu a abertura desse mercado

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou nesta segunda-feira, 15, em debate organizado pelo Lide, que, após leilões bem sucedidos em diversas áreas, o Brasil prepara agora uma nova carteira de ativos, com foco na distribuição de gás natural.
"Hoje o investimento na área de distribuição de gás é uma das prioridades", disse. Ele citou que hoje há um monopólio natural na distribuição do gás. "Se conseguirmos abrir esse mercado há inúmeras oportunidades. A produção do gás no pré-sal só vai crescer mais se você aumentar a demanda. E só vai conseguir fazer isso se a distribuição do gás for mais barata", completou.
Ele destacou que as experiências recentes mostram que há demanda tanto nacional quanto internacional pelos ativos na área de infraestrutura brasileiros.
Citou, por exemplo, os leilões da Ferrovia Norte-Sul, de aeroportos e a venda da TAG. Segundo ele, o banco espera que, nas próximas semanas, seja divulgada uma nova rodada de projetos no âmbito do PPI. Ele ainda citou que o BNDES fará investimentos na área de energia eólica e solar.
Levy afirmou no evento do Lide que o Brasil tem condições hoje de pensar em projetos mais ambiciosos na área de infraestrutura. Ele citou, por exemplo, um projeto ferroviário de alta velocidade para conectar os aeroportos de São Paulo à cidade.
Segundo ele, hoje há capacidade de mobilizar poupança doméstica e externa para tocar esse tipo de projeto. "Quando a gente fala de infraestrutura, na situação que hoje o País está, de conta corrente equilibrada, inflação baixa, dá para pensar em projetos com um pouco mais de ambição. Que em qualquer outro país seriam considerados naturais", disse.
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Levy também aproveitou o debate para fazer a já tradicional defesa à reforma da Previdência. Segundo ele, há "muita chance" de o Brasil retomar o grau de investimento com a aprovação do projeto.
Levy disse acreditar que, com a aprovação da reforma, a tendência é a economia voltar a crescer e voltar a uma faixa de 3%. Com isso, abriria uma trajetória positiva para o País.
"Quando você começa a crescer e o setor industrial começa a girar, as receitas tributárias começam a subir e começamos a ter resultados fiscais melhores. E isso nos põe em trajetória em que fica mais fácil ter grau de investimento", apontou.
A uma plateia de empresários, o presidente do BNDES disse que quanto mais rápido o Brasil conseguir "ter clareza sobre a Previdência", mais fácil será de ter essa retomada. E fez um apelo: "Acho que vocês podem tomar esse passo porque eu tenho absoluta confiança de que a reforma será aprovada", disse.
*Com Estadão Conteúdo.
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