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BNDES elege dois conselheiros e informa que poderá devolver até R$ 200 bilhões ao Tesouro até 2022

Marcelo Serfaty e Marcelo Sampaio foram eleitos para o Conselho de Administração do banco de fomento em Assembleia Geral Extraordinária

20 de novembro de 2019
17:10
BNDES
Imagem: Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que Marcelo Serfaty e Marcelo Sampaio foram eleitos, nesta quarta-feira, dia 20, para o Conselho de Administração do banco de fomento em Assembleia Geral Extraordinária. A ida de Serfaty ocorre após sua saída do Conselho de Administração do Banco do Brasil. Serfaty teria como missão no banco de fomento ajudar e acelerar no processo de venda de ativos.

Serfaty entregou a renúncia do conselho do BB na última segunda-feira. Ele é sócio-fundador do fundo de private equity G5 Partners, em atividade desde 2007. Quando Serfaty foi indicado ao Conselho do BB, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) entrou com uma representação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), alegando que seu nome representava conflito de interesse.

Anteriormente ao Conselho de Administração do BB, foi fundador e CEO da Fiducia Asset Management e sócio e membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Banco Pactual. No início de sua carreira profissional, coordenou as áreas de planejamento estratégico e pesquisa macroeconômica do Banco Bozano Simonsen. Sua formação acadêmica inclui bacharelado em Administração de Empresas, mestrado e doutorado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas. Também é bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Marcelo Sampaio é Secretário Executivo do Ministério da Infraestrutura e desempenha funções de coordenador da Conaportos e Conaero. Em janeiro de 2019, assumiu a presidência do Conselho de Administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). Antes disso, foi Subchefe Adjunto de Gestão Pública da Presidência da República e Assessor de Infraestrutura de Transportes no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Ele se formou em Engenharia Civil e é Mestre em Planejamento de Transportes pela Universidade de Brasília.

Devolução ao Tesouro

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou nesta quarta que é possível pagar R$ 200 bilhões ao Tesouro até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro, que termina em 2022. Só em 2019 serão devolvidos R$ 126 bilhões, disse Montezano, que participa do Bradesco CEO Forum, em Nova York.

Segundo a assessoria de imprensa do banco, a instituição já pagou R$ 4,9 bilhões de dividendos ao governo até setembro. Na terça, foram pagos mais R$ 4,6 bilhões.

O presidente do BNDES afirmou também, no evento, que o saneamento é uma área "muito importante" para o banco. Disse ainda que a venda de portfólio de ações da instituição vai fortalecer o mercado de capitais.

Venda de participações

Montezano também apontou que "se houver oportunidade, pode acontecer neste ano ou não" a venda de participações do banco oficial em empresas. A instituição oficial anunciou na terça-feira alienação de ações da JBS através do BNDESPar, negócio que pode chegar a R$ 8 bilhões, segundo fontes de mercado.

"Temos quatro formas de vender participações: na mesa, vender um pouco ao mercado; pode vender em bloco; pode fazer uma oferta e uma operação privada, que é mais demorada", destacou Montezano. "Operação privada demora muito tempo, as outras três podem ser feitas de forma mais rápida. Se houver janela, pode acontecer neste ano ou não."

Questionado se a eleição de Marcelo Serfaty para o Conselho de Administração do BNDES tinha como foco acelerar as vendas de participações da instituição oficial em companhias, Montezano respondeu que ele é um executivo de alto renome, com muita experiência no mercado de capitais e banco de investimento e vai ajudar no projeto do banco oficial como um todo.

"Naturalmente, a venda de participação é ponto relevante. Ele tem uma vasta experiência nisso e fez também no Banco do Brasil. Ele já está se familiarizando ao BNDES e temos certeza que vai agregar muito à estratégia."

*Com Estadão Conteúdo.

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