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Cifra representa queda nominal (sem descontar a inflação) de 13% ante igual período de 2018. Em termos reais, o tombo foi de 15,8%
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 38,032 bilhões no período de janeiro a setembro, queda nominal (sem descontar a inflação) de 13% ante igual período de 2018. Em termos reais, o tombo foi de 15,8%, levando o banco de fomento ao tamanho que tinha na década de 1990.
Em valores constantes, os desembolsos acumulados em 2019 até setembro registraram o menor valor desde 1999, quando foram liberados R$ 38,085 bilhões. O freio no BNDES foi visto também nas aprovações de novas operações e nas consultas, primeira etapa do processo de pedido de crédito no banco, indicador normalmente usado como termômetro do apetite das empresas por investimentos.
As aprovações somaram R$ 32,305 bilhões, queda nominal de 35% em relação aos nove primeiros meses de 2018. Em termos reais, a queda foi de 37,6%, levando o total aprovado no acumulado de janeiro a setembro para o menor nível para esse período desde 1995, quando foram aprovados R$ 29,191 bilhões.
Nos dados das consultas, a procura por crédito para investimentos registrou recorde de baixa na série histórica do BNDES, iniciada em 1995.
De janeiro a setembro deste ano, foram R$ 40,211 bilhões em consultas, queda nominal de 49% ante igual período de 2018. Em valores constantes, a queda de 51,2% deixou as consultas R$ 12 bilhões abaixo dos R$ 52,392 bilhões registrados de janeiro a setembro de 1995.
A desagregação dos desembolsos do BNDES até setembro deste ano mostram que o freio no tamanho do banco de fomento passou por uma maior prioridade aos projetos de infraestrutura. Para esse setor, o banco liberou R$ 17,357 bilhões, queda nominal de 1% em relação a igual período de 2018.
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As quedas nominais nos desembolsos foram bem mais elevadas nos projetos industriais (22%, para R$ 6,320 bilhões) e para empresas de comércio e serviços (51%, para R$ 4,157 bilhões). Na contramão, o setor agropecuário recebeu R$ 10,198 bilhões do BNDES, alta nominal de 9% em relação aos nove primeiros meses de 2018.
*Com Estadão Conteúdo
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