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O que vem depois da alta?

Após maior valor em 17 meses, bitcoin perde quase US$ 2 mil em minutos

Criptomoeda viu seu valor passar de US$ 7,5 mil para US$ 13,88 mil em 17 dias. Hoje, por volta do meio-dia, a moeda estava cotada a US$ 11,9 mil. Apesar da queda, acumulado dos últimos 3 meses é de 183%

27 de junho de 2019
12:27 - atualizado às 14:29
A criptomoeda bitcoin
Bitcoin: criptomoeda fez movimento de correção - Imagem: Shutterstock

Depois de registrar seguidas altas, o bitcoin (BTC) registrou mais um marco na sua recente onda de valorização. Nesta quarta-feira (26), a criptomoeda atingiu a marca de US$ 13,8 mil, maior valor registrado desde janeiro de 2019.

Mas, como lembrete de que se trata de uma moeda de natureza extremamente volátil, o bitcoin registrou uma queda de quase US$ 2 mil dólares em poucos minutos. A moeda, que estava cotada acima dos US$ 13,8 mil passou a US$ 11,9 mil em menos de uma hora, segundo o Refinity data.

A onda de valorização recente viu o ativo passar de US$ 7,5 mil para US$ 13,8 mil nos últimos 17 dias. Hoje, por volta do meio-dia, a moeda estava cotada a US$ 11,9 mil (cerca de R$ 46 mil). Embora ainda esteja no patamar dos US$ 11 mil, a moeda já mostra sinais de recuperação.

Para os analistas, diversos fatores podem ajudar a explicar a queda recente. Segundo o CoinDesk, publicação especializada em criptomoedas, a desvalorização se deve a uma correção técnica um dia após o pico registrado. Para Alistair Milne, chefe do Altana Digital Currency Fund, é impossível que o valor suba tão rapidamente e se sustente por muito tempo.

Outros acreditam que a queda acentuada se deve a uma instabilidade na popular plataforma de criptomoedas Coinbase. Outras moedas digitais, como o Ethereum e Litecoin, também passaram a acumular baixas.

Mesmo com a desvalorização abrupta, o bitcoin ainda acumula uma alta de 183% nos últimos três meses, sendo o melhor resultado trimestral desde o 4º trimestre de 2017.

Libra puxa a alta

O recente entusiamo renovado em torno das criptomoedas pode ter a sua origem no Facebook. O nascimento da libra, a moeda digital própria da gigante de tecnologia, é uma das notícias que mais chama a atenção nas últimas semanas.

Os analistas estão confiantes de que a base de 2,4 bilhões de usuários da rede social pode ajudar a popularização as transações que utilizam criptomoedas como forma de pagamento. Além disso, o projeto também tem apoio de pesos-pesados do setor de pagamentos, como Visa, Mastercard e PayPal.

A moeda do Facebook, no entanto, tem alguns fatores importantes que a diferencia dos nomes já conhecido do mercado. A libra, por exemplo, está atrelada a uma série de reservas reais, como depósitos bancários e papéis do Tesouro, o que deve trazer uma estabilidade maior ao seu valor, um problema enfrentado por moedas como o bitcoin.

Além das novas aventuras do Facebook, o posicionamento mais suave (dovish) dos bancos centrais também ajuda a explicar o entusiasmo dos investidores, que aguardam novos cortes na taxa básica de juros e novas medidas de incentivo monetário para lidar com a desaceleração da economia mundial.

Tensões geopolíticas também influem na demanda pelas moedas digitais. Segundo analistas ouvidos pelo Financial Times, por ser independente de governos e instituições financeiras, a demanda cresce junto com a deterioração da confiança nas instituições.

Quer saber quais criptomoedas têm potencial de valorização a partir de agora? O analista gráfico Fausto Botelho listou 5 altcoins aqui. No vídeo, ele explica o que pode acontecer com as criptomoedas se o S&P cair.

*Com informações de CoinDesk e Financial Times

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