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Dinheiro não traz felicidade mas (pelo sim pelo não) é melhor ter algum por perto. Volume de recursos aplicados pelos bancos no curtíssimo prazo já passa de R$ 1,4 trilhão e deve aumentar mais até o fim do ano
Dinheiro não compra felicidade, mas ajuda muito. As mulheres, apaixonadas em sua maioria por sapatos, repetem essa frase com frequência. Governos e investidores dizem a mesma coisa quando crises financeiras, econômicas ou políticas despontam no horizonte.
Em momentos críticos, ter dinheiro à mão é uma necessidade. Quem nunca passou por um aperto, não é mesmo? Estar prevenido para enfrentar qualquer contratempo é uma das razões de o Brasil ter hoje mais de R$ 1,4 trilhão investidos no curto prazo. Curto mesmo! Prazos que variam de 1 dia a 6 meses, sendo que mais de R$ 1 trilhão – desses R$ 1,4 trilhão – estão aplicados em títulos do governo que vencem ao final de 45 dias.
Se você pensa que bancos e investidores querem dinheiro por perto por razões muito diferentes, sinto dizer que você está enganado. E, acredite, ao menos em um quesito bancos e investidores são idênticos. Todos querem receber taxa de juro pelo dinheiro que fica parado. O fato de a Selic estar em 6,5% - sua mínima histórica há mais de um ano e vinda de 14,25% onde permaneceu também por mais de um ano até outubro de 2016 - não inibiu o apetite pelo curto prazo.
As motivações para manter tanto dinheiro em títulos públicos de altíssima liquidez são várias. Entre elas, os bancos querem (quase sempre) ter dinheiro disponível para atender à demanda por crédito rápido, para zerar diferenças de contas no caixa e evitar comprometer recursos por prazos mais longos, ante à incerteza dos cenários político e econômico.
Os investidores, direta ou indiretamente por meio de fundos, querem ter dinheiro disponível para enfrentar toda sorte de problema. Entre eles, liquidar prestações atrasadas e compor o orçamento doméstico que pode ser comprometido por eventos inesperados como desemprego... Há um bom tempo, no Brasil, o desemprego é um evento até esperado, mas o transtorno que provoca – esse sim – é inesperado.
Essas aplicações financeiras de altíssima liquidez, que podem ser resgatadas até de um dia para o outro, têm peculiaridades. Elas são contratadas pelos bancos diretamente no Banco Central (BC), que vende títulos do Tesouro disponíveis em sua carteira, assumindo o compromisso de recomprá-los em datas pré-determinadas.
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Mas porque razão interessa ao BC promover essas operações? Porque ele tem a obrigação de evitar trancos na taxa de juros e, para isso, deve manter a disponibilidade de moeda no sistema financeiro em equilíbrio. Dinheiro sobrando tende a deprimir a taxa de juro; enquanto sua escassez pressiona a taxa.
É com o juro de curtíssimo prazo muito próximo à taxa Selic definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) que o BC procura manter a inflação alinhada à meta estabelecida anualmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta de inflação do Brasil neste ano é de 4,25%, em 2020 será de 4% e, em 2021, de 3,75%. Esses valores podem oscilar 1,5 ponto para cima ou para baixo.
O volume inédito na história do mercado financeiro no Brasil, de R$ 1,4 trilhão de “compromissadas” foi alcançado no mês passado, graças ao vencimento de um lote superior a R$ 80 bilhões de NTNs-B – título do Tesouro Nacional que paga inflação mais taxa de juro – e já há um novo recorde a caminho.
Mais dois resgates de títulos – previstos para julho e outubro – devem elevar as “operações compromissadas” a mais de R$ 1,5 trilhão até dezembro. Esse montante significa muito (mas muito) dinheiro em qualquer lugar do mundo, sendo equivalente a quase US$ 400 bilhões.
Eu sei que não é fácil imaginar o que significa essa dinheirama. Mas vou dar um exemplo.
Você se lembra da crise financeira global de 2008/2009 deflagrada pela quebra do banco norte-americano Lehman Brothers? A crise foi consequência de uma especulação desenfreada com financiamentos de hipotecas nos EUA (chamadas de subprime). Ao fim e ao cabo, ocorreu uma quebradeira geral de bancos nos EUA e em vários países do mundo, e as economias (incluindo as maiores do planeta), caíram em recessão.
Essa é uma versão absolutamente enxuta e simplista de uma sucessão de eventos que, de 2008 para 2009, provocou um estrangulamento na oferta de crédito para bancos e empresas nos EUA, na Europa e em países emergentes que mantinham relações comerciais e financeiras com as maiores economias. O Brasil entre eles.
Mas o Brasil foi um dos países que menos consequências diretas sofreu com a crise global. Na época, o BC, então presidido por Henrique Meirelles, tinha reservas internacionais de cerca de US$ 200 bilhões e decidiu vender parte dessas reservas, assumindo o compromisso de recomprar os dólares mais adiante. Esse mecanismo (usual em operações com títulos públicos transposto para operações cambiais) foi crucial para que o Brasil não perdesse 1 dólar de suas reservas em meio à crise.
As “operações compromissadas” denominadas em reais ganharam escala em 2004. No segundo ano do 1º mandato do ex-presidente Lula, o governo decidiu promover uma política de acumulação de reservas internacionais para evitar que o país enfrentasse dificuldades, caso ocorresse uma crise internacional. Uma sucessão de crises cambiais – Sistema Monetário Europeu (1992), México (1994), Ásia (1997), Rússia (1998) e Brasil (1999) – mostrou a importância das reservas para defender moedas locais em caso de ataques especulativos.
Tomada a decisão, em 2004, o BC começou a comprar dólares disponíveis no mercado. O pagamento desses dólares era feito em reais. Imagine quantos reais essas intervenções produziram durante anos? Também contribuíram para expandir as “operações compromissadas” do BC, resgates sucessivos de títulos públicos realizados ao longo de anos, sem que os vencimentos fossem totalmente substituídos por novos lotes.
O baixo ritmo de crescimento da nossa economia também é um estímulo à manutenção de dinheiro no curto prazo, uma vez que o crescimento exige investimentos físicos e, esses investimentos, tendem a se tornar atraentes para os investidores financeiros.
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