🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Juro maior é carta fora do baralho…

Os bancos têm aplicados no curto prazo mais de 1,3 trilhão de reais, e as empresas, mais de 200 bilhões de reais, mostram os dados do Banco Central. Essa montanha de dinheiro manda algumas mensagens.

18 de abril de 2019
10:49 - atualizado às 10:51
Caixa eletrônico
Caixa eletrônico - Imagem: Shutterstock

“Quem gosta de banco é banqueiro!” Ouvi essa afirmação de um ex-presidente do Citibank no Brasil quando fui entrevistá-lo anos atrás. Fui surpreendida com tamanha franqueza, confesso. Jornalista especializada em sistema bancário naquela época, até tentei convencê-lo de que não era bem assim... Não consegui. Nos muitos anos que viriam após aquele encontro vi que ele tinha razão. Mortais, como eu e você, olham torto para os bancos. Vamos às agências como quem se dirige à guilhotina. Esperamos o golpe a ser desferido por taxas e tarifas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É verdade que os bancos digitais já chegaram ao Brasil e dispensam o mesmo tratamento aos grandes e aos pequenos correntistas. Mas manter relacionamento com um gerente virtual ainda é novidade para a maioria dos brasileiros. Eu já falei de “relacionamento virtual” no almoço de domingo com a minha família e TO-DOS acreditaram que eu estava falando do Tinder!

Os brasileiros conhecem bem, apenas por ora (tenho convicção!), os bancos de agência, ainda que se mostrem cada vez mais digitais. Eu pensava nos bancos e no banqueiro do Citi, na segunda-feira (15), quando cheguei à reunião dos editores da Empiricus.

Ao contrário das reuniões anteriores, desta vez meus colegas comentaram, logo de cara e com entusiasmo, que a atividade econômica piorou, o consumo de alimentos caiu, a inflação subiu e as empresas estão pisando no freio com dinheiro em caixa. No meu canto, pensei que dinheiro parado faz falta em algum lugar. Não fosse a economia em marcha lentíssima no Brasil — por ruídos políticos e baixa convicção do próprio governo no sucesso da reforma da Previdência —, um bom dinheiro poderia estar sendo investido na produção.

Considero normal um “pit stop” do meu e do seu dinheiro nos bancos, enquanto decidimos por uma aplicação financeira. Penso que até algum dinheiro das empresas pode dar uma paradinha em troca de juro pouco acima da inflação. Mas não me parece nada “normal” a manutenção de bilhões de reais por empresas e bancos em aplicações de curtíssimo prazo por meses e até anos a fio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Recado dos bancos

Os bancos têm aplicados no curto prazo mais de 1,3 trilhão de reais, e as empresas, mais de 200 bilhões de reais, mostram os dados do Banco Central. Essa montanha de dinheiro manda algumas mensagens: nossa economia segue em desequilíbrio e não se recuperou da forte retração em 2015 e 2016; o governo brasileiro é voraz e precisa bancar despesas tomando dinheiro de investidores; um aumento da taxa de juro é carta fora do baralho. Não é à toa que a taxa Selic está em 6,50 por cento há mais de um ano, um recorde de baixa. E quando se mover cairá!

Leia Também

Os bancos aplicam, em “operações compromissadas” do Banco Central mais de 1 trilhão de reais desde meados de 2016. Essas operações correspondem à venda de títulos pelo Banco Central que os recompra em datas futuras, em troca de juro abaixo da Selic ou do CDI.

As empresas contratam operações semelhantes. Não diretamente com o Banco Central, mas com instituições financeiras.

O dinheiro dos bancos está aplicado basicamente em títulos públicos, indica o monitoramento que o Banco Central divulga há mais de uma década. Já o monitoramento dessas operações de curtíssimo prazo realizadas por empresas é mais recente e segmentado. O saldo das aplicações das empresas não financeiras é registrado em títulos públicos e títulos privados, como as debêntures.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em fevereiro, último dado oficial, publicado pelo Banco Central, as “operações compromissadas” contratadas por empresas somavam 213 bilhões de reais, sendo cerca de 150 bilhões de reais com garantia em papéis do Tesouro, e 63,4 bilhões de reais em títulos privados.

Joesley Day

O montante dessas aplicações é um reflexo do vai e vem da atividade econômica e também de eventos econômicos e políticos que trazem incerteza quanto ao futuro do país.

No início da década de 2000, reais começaram a ser empilhados porque o Banco Central comprava dólares em mercado e emitia dinheiro para fazer o pagamento.

Em maio de 2017, quando a divulgação da conversa entre o empresário Joesley Batista e Michel Temer arrastou o então presidente para o centro da Operação Lava Jato, as empresas chegaram a manter no curto prazo mais de 350 bilhões de reais. Nos meses seguintes, ocorreu um desmonte dessas aplicações, que encerraram aquele ano com saldo em torno de 230 bilhões de reais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando a campanha eleitoral começou para valer, em agosto de 2018, as aplicações das empresas estavam em 244 bilhões de reais. Quatro meses depois, passada a eleição e confirmada a vitória de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, esse montante já havia caído a 201 bilhões de reais.

Uma reversão dessa queda está em curso. Em dois meses de governo Bolsonaro, em fevereiro deste ano, as aplicações das empresas no curtíssimo prazo estavam em 213 bilhões de reais e com tendência ascendente que poderá ser interrompida. Isso se a reforma da Previdência for aprovada, se o governo insistir no programa de privatização e o presidente desistir (de fato) de interferir na política de preços da Petrobras.

Ao considerarmos o adiamento da votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para a semana que vem, a escalada do dólar e o tombo do Ibovespa ontem, é improvável que empresas e bancos tirem seu dinheiro do curtíssimo prazo.

Em momentos de grande incerteza ou de incerteza crescente, a liquidez de uma aplicação financeira fala mais alto que a perspectiva de remuneração. Essa reflexão me faz lembrar mais uma vez do ex-presidente do Citi, para quem banqueiro é quem gosta de banco. E se tem algo que aprendi nesta minha profissão é que banqueiro não perde. Banqueiro sabe ganhar dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta quinta-feira, véspera de feriado da Sexta-feira Santa, o mercado financeiro deve operar com cautela e com duas informações adicionais: a Petrobras anunciou ontem o reajuste de 10 centavos por litro no preço do óleo diesel, um aumento que varia de 4,518 por cento a 5,147 por cento; será de 106 bilhões de reais o bônus de assinatura que será pago pelas empresas vencedoras do leilão de petróleo pré-sal a ser realizado em 28 de outubro.

O Ibovespa Futuro opera em alta na abertura dos negócios e o dólar em leve queda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SINAL VERDE?

Marcopolo (POMO4) surpreende no balanço e ações aceleram na bolsa. Vale comprar ou ficar de fora? Analistas respondem

26 de fevereiro de 2026 - 16:31

Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo

R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

RAIO-X DO BALANÇO

Lucro da C&A (CEAB3) cresce no 4T25, mas vendas perdem força. O que fazer com a ação agora?

25 de fevereiro de 2026 - 13:15

Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente

REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

VAI TER ROE DE BANCÃO?

Depois do IPO, vale investir? BB Investimentos inicia cobertura de PicPay com recomendação de compra e potencial de alta de 32%

25 de fevereiro de 2026 - 11:58

Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos

DEPOIS DO AVAL DA JUSTIÇA

Oi (OIBR3) põe R$ 140 milhões ‘na mesa’ em 2º leilão para pagar credores de fora da RJ, mas exige desconto de até 70%

25 de fevereiro de 2026 - 10:37

Com aval da Justiça, a Oi (OIBR3) busca quitar dívidas fora do plano da RJ, reservando R$ 140 milhões aos credores que aceitarem dar descontos de até 70% para receber antes

VEJA OS NÚMEROS DO BALANÇO

Pão de Açúcar (PCAR3): há “incerteza relevante” sobre capacidade da empresa de seguir de pé, diz auditoria; veja detalhes

25 de fevereiro de 2026 - 8:47

Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A empresa escondida que quer fazer IPO na Nasdaq, os resultados corporativos e o que mais você precisa saber hoje

25 de fevereiro de 2026 - 8:37

Transire tem 75% do mercado de fabricação de maquininhas de pagamento e grandes sonhos para os próximos anos: conheça a história da empresa e suas aspirações de abertura de capital

'IMPÉRIO' DISCRETO

Transire: a empresa brasileira que ninguém vê, mas todo mundo usa — e que agora quer IPO na Nasdaq para bancar expansão global

25 de fevereiro de 2026 - 6:01

Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras

DE MUDANÇA

Santander (SANB11) anuncia nova sede corporativa sustentável em São Paulo; projeto é desenvolvido pela GTIS Partners

24 de fevereiro de 2026 - 19:48

Campus JK reunirá três torres corporativas interligadas e seguirá padrões internacionais de eficiência energética

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar