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Com os resgates, o Banco Central precisou elevar sua atuação em operações compromissadas, para enxugar o excesso de liquidez
O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou nesta quinta-feira, 28, que, em janeiro, houve resgate da dívida mobiliária pelo Tesouro Nacional. Este resgate fez com que a Dívida Mobiliária do Tesouro Nacional caísse de 48,3% do Produto Interno Bruto (PIB), em dezembro, para 47,0% do PIB, em janeiro.
Com os resgates, o Banco Central precisou elevar sua atuação em operações compromissadas, para enxugar o excesso de liquidez. Com isso, o estoque de operações compromissadas do BC passou de 16,4% do PIB em dezembro para 17,9% do PIB em janeiro.
Estes dois movimentos em sentidos opostos - um de redução, outro de aumento - contribuíram para que a Dívida Bruta do Governo Geral ficasse estável de dezembro para janeiro, em 76,7% do PIB.
Rocha esclareceu ainda que o fato de o setor público ter registrado superávit primário em janeiro, de R$ 46,897 bilhões, tem impacto sobre a dívida ao longo do tempo - e não necessariamente no próprio mês de janeiro.
Rocha chamou ainda atenção, durante coletiva à imprensa, para uma mudança promovida pelo BC nas Estatísticas Fiscais, sem impacto sobre os dados. A partir de agora, os números sobre os títulos de dívida negociados no mercado doméstico, que estão nas mãos de estrangeiros, passam a ser apresentados separadamente nas estatísticas. "Até janeiro, tínhamos uma linha de dívida mobiliária do Tesouro, com toda a dívida, independentemente dos detentores. A partir de agora, separamos essa parte da dívida que está na mão de não residentes", disse.
O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central apresentou a elasticidade da Dívida Líquida do Setor Público (DLDP) ante o PIB em relação às variáveis que interferem em seu resultado. No caso do câmbio, cada 1% de variação tem impacto imediato de 0,15 ponto porcentual (pp) em sentido oposto, o que equivale a R$ 10,2 bilhões.
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No caso da Selic, cada 1 pp de alteração mantida por 12 meses tem reflexo de 0,43 pp na DLSP/PIB no mesmo sentido, o que representa R$ 29,6 bilhões em valores correntes.
Já cada alta ou baixa da inflação (basicamente IPCA) de 1 pp mantido por 12 meses tem impacto de 0,14 pp no mesmo sentido na DLDP/PIB, ou R$ 10,0 bilhões em valores nominais.
Rocha também mostrou a elasticidade da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) ante o PIB em relação às variáveis que interferem em seu resultado. No caso do câmbio, cada 1% de variação tem impacto imediato de 0,08 ponto porcentual (pp) em sentido oposto, o que equivale a R$ 4,1 bilhões.
No caso da Selic, cada 1 pp de alteração mantida por 12 meses tem reflexo de 0,41 pp na dívida bruta no mesmo sentido, o que representa R$ 28,1 bilhões em valores correntes.
Já cada alta ou baixa da inflação (basicamente IPCA) de 1 pp mantido por 12 meses tem impacto de 0,15 pp no mesmo sentido na dívida bruta, ou R$ 10,1 bilhões em valores nominais.
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