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tá difícil

Economia opera abaixo da capacidade em todas as regiões do País, diz BC

Avaliação consta no Boletim Regional divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira, 16. Confira os detalhes por região

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16 de agosto de 2019
13:30 - atualizado às 13:36
Bandeira do Brasil em meio a tempestade
Brasil - Imagem: Shutterstock

A economia está operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção - como máquinas e mão de obra - em todas as regiões do país. Essa é a avaliação do Banco Central (BC), que consta no Boletim Regional divulgado nesta sexta-feira, 16.

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Mas o BC diz que a evolução dos indicadores de atividade sugere crescimento econômico do País. A estimativa foi dada pelo o chefe do Departamento Econômico, Tulio Maciel, que trouxe dados e indicadores econômicos de diferentes regiões brasileiras.

"Em relação ao comércio, nos últimos 12 meses tivemos crescimento de 0,8% no Nordeste e 4,8% no Sul. A Região Sul também vem despontando com crescimento acentuado de máquinas, equipamentos e veículos", pontuou o representante do BC.

Maciel reforçou que desde 2018, as regiões Norte, Sudeste e Sul vêm registrando os maiores crescimentos. No Norte, os números são puxados pelo setor de minério de ferro e no Sul-Sudeste, pela atividade industrial.

De acordo com o Banco Central, com relação ao crédito, nos últimos 12 meses o Brasil também registrou um crescimento de 5,4%.

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Norte

Segundo a publicação, o nível da atividade econômica no Norte recuou no trimestre encerrado em maio, interrompendo o crescimento observado nos dois trimestres anteriores. O que é reflexo do fraco desempenho da indústria extrativa no Pará.

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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Região Norte (IBCR-N) caiu 0,3% no período, em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (1%), de acordo com dados dessazonalizados.

Nordeste

No Nordeste, diz o BC, a atividade econômica continua a evidenciar acomodação do ritmo de crescimento. De acordo com o BC, o cenário recente é resultado da combinação de elevação no volume de serviços prestados e, principalmente, nas vendas do comércio, com a retração da produção fabril.

“O desempenho mais fraco da economia repercutiu sobre o mercado de trabalho, sendo a única região a apresentar eliminação de postos de trabalhos formais”, diz o boletim. O IBCR-NE variou -0,1% no trimestre encerrado em maio, considerados dados com ajuste sazonal.

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Centro-oeste

Segundo o BC, a atividade econômica no Centro-Oeste registrou recuo no trimestre encerrado em maio, após cinco trimestres consecutivos de elevação, impactada, em especial, pela contração nos setores industriais. O destaque fica com segmentos da transformação e de energia e saneamento.

“A perspectiva de desempenho positivo nas safras de inverno tende a favorecer a retomada do crescimento na região, principalmente pelos desdobramentos na indústria de alimentos e no setor de transportes”, diz o boletim.

Adicionalmente, acrescenta o BC, o mercado de trabalho mostrou sinais positivos bem como o crédito às famílias, o que favorece o crescimento da economia. O IBCR-CO decresceu 0,5% no trimestre até maio, em comparação ao finalizado em fevereiro, na série isenta de sazonalidade.

Sudeste

A economia da região Sudeste manteve trajetória de recuperação gradual, evidenciada por aumentos consecutivos do índice de atividade econômica do Banco Central, desde dezembro, na avaliação trimestral.

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Nos últimos meses, entretanto, alguns dos principais parâmetros de atividade sugerem arrefecimento do ritmo de recuperação, notadamente a produção industrial – impactada principalmente pela atividade extrativa –, e o volume de serviços.

O IBCR-SE variou 0,1% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, quando crescera 0,7% na mesma base de comparação, considerados dados dessazonalizados.

Sul

De acordo com o BC, a evolução dos principais indicadores econômicos da região Sul reforça o processo de acomodação da atividade no primeiro semestre do ano, em linha com a trajetória observada no país.

“No entanto, em horizonte mais longo, a região apresenta crescimento mais intenso do que a média nacional. A indústria desempenha papel fundamental nesse processo, com maior disseminação da recuperação entre as atividades, embora permaneça a elevada ociosidade da capacidade instalada”.

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No mercado de trabalho, por um lado, acrescenta o BC, o emprego com carteira assinada dá sinais de arrefecimento no ritmo de expansão.

Por outro, o recuo da taxa de desocupação e a expansão da massa de rendimentos sugerem a ampliação da demanda nos próximos trimestres, que deverá ser ampliada pela liberação de recursos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O IBCR-S variou 0,2% no trimestre encerrado em maio, na comparação com o finalizado em fevereiro.

*Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo 

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