Economia opera abaixo da capacidade em todas as regiões do País, diz BC
Avaliação consta no Boletim Regional divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira, 16. Confira os detalhes por região

A economia está operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção - como máquinas e mão de obra - em todas as regiões do país. Essa é a avaliação do Banco Central (BC), que consta no Boletim Regional divulgado nesta sexta-feira, 16.
Mas o BC diz que a evolução dos indicadores de atividade sugere crescimento econômico do País. A estimativa foi dada pelo o chefe do Departamento Econômico, Tulio Maciel, que trouxe dados e indicadores econômicos de diferentes regiões brasileiras.
"Em relação ao comércio, nos últimos 12 meses tivemos crescimento de 0,8% no Nordeste e 4,8% no Sul. A Região Sul também vem despontando com crescimento acentuado de máquinas, equipamentos e veículos", pontuou o representante do BC.
Maciel reforçou que desde 2018, as regiões Norte, Sudeste e Sul vêm registrando os maiores crescimentos. No Norte, os números são puxados pelo setor de minério de ferro e no Sul-Sudeste, pela atividade industrial.
De acordo com o Banco Central, com relação ao crédito, nos últimos 12 meses o Brasil também registrou um crescimento de 5,4%.
Norte
Segundo a publicação, o nível da atividade econômica no Norte recuou no trimestre encerrado em maio, interrompendo o crescimento observado nos dois trimestres anteriores. O que é reflexo do fraco desempenho da indústria extrativa no Pará.
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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Região Norte (IBCR-N) caiu 0,3% no período, em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (1%), de acordo com dados dessazonalizados.
Nordeste
No Nordeste, diz o BC, a atividade econômica continua a evidenciar acomodação do ritmo de crescimento. De acordo com o BC, o cenário recente é resultado da combinação de elevação no volume de serviços prestados e, principalmente, nas vendas do comércio, com a retração da produção fabril.
“O desempenho mais fraco da economia repercutiu sobre o mercado de trabalho, sendo a única região a apresentar eliminação de postos de trabalhos formais”, diz o boletim. O IBCR-NE variou -0,1% no trimestre encerrado em maio, considerados dados com ajuste sazonal.
Centro-oeste
Segundo o BC, a atividade econômica no Centro-Oeste registrou recuo no trimestre encerrado em maio, após cinco trimestres consecutivos de elevação, impactada, em especial, pela contração nos setores industriais. O destaque fica com segmentos da transformação e de energia e saneamento.
“A perspectiva de desempenho positivo nas safras de inverno tende a favorecer a retomada do crescimento na região, principalmente pelos desdobramentos na indústria de alimentos e no setor de transportes”, diz o boletim.
Adicionalmente, acrescenta o BC, o mercado de trabalho mostrou sinais positivos bem como o crédito às famílias, o que favorece o crescimento da economia. O IBCR-CO decresceu 0,5% no trimestre até maio, em comparação ao finalizado em fevereiro, na série isenta de sazonalidade.
Sudeste
A economia da região Sudeste manteve trajetória de recuperação gradual, evidenciada por aumentos consecutivos do índice de atividade econômica do Banco Central, desde dezembro, na avaliação trimestral.
Nos últimos meses, entretanto, alguns dos principais parâmetros de atividade sugerem arrefecimento do ritmo de recuperação, notadamente a produção industrial – impactada principalmente pela atividade extrativa –, e o volume de serviços.
O IBCR-SE variou 0,1% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, quando crescera 0,7% na mesma base de comparação, considerados dados dessazonalizados.
Sul
De acordo com o BC, a evolução dos principais indicadores econômicos da região Sul reforça o processo de acomodação da atividade no primeiro semestre do ano, em linha com a trajetória observada no país.
“No entanto, em horizonte mais longo, a região apresenta crescimento mais intenso do que a média nacional. A indústria desempenha papel fundamental nesse processo, com maior disseminação da recuperação entre as atividades, embora permaneça a elevada ociosidade da capacidade instalada”.
No mercado de trabalho, por um lado, acrescenta o BC, o emprego com carteira assinada dá sinais de arrefecimento no ritmo de expansão.
Por outro, o recuo da taxa de desocupação e a expansão da massa de rendimentos sugerem a ampliação da demanda nos próximos trimestres, que deverá ser ampliada pela liberação de recursos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O IBCR-S variou 0,2% no trimestre encerrado em maio, na comparação com o finalizado em fevereiro.
*Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo
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