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Mais um corte no horizonte?

Consolidação do cenário deve permitr novo ajuste na Selic, diz presidente do BC

Avaliação consta de apresentação, publicada no site do BC, que Campos Neto fez na manhã desta segunda-feira em evento do Bank of America Merrill Lynch, em São Paulo

o presidente do BC, Roberto Campos Neto
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. - Imagem: Alan Santos/PR

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a defender nesta segunda-feira, 2, a ideia de que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional da Selic (a taxa básica de juros) "de igual magnitude ao realizado na reunião de outubro". Em outubro, o BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,50% para 5,00% ao ano.

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Esta avaliação consta de apresentação, publicada no site do BC, que Campos Neto fez na manhã desta segunda-feira em evento do Bank of America Merrill Lynch, em São Paulo.

O evento é fechado à imprensa.

Campos Neto também repetiu a ideia de que a conjuntura econômica atual prescreve "política monetária estimulativa", ou seja, com taxas de juros abaixo da estrutural". O juro estrutural é aquele em que, em tese, há crescimento econômico sem gerar inflação.

"Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", acrescentou Campos Neto.

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PIB

O presidente do Banco Central voltou a afirmar na manhã de hoje que o crescimento econômico de 2019 no Brasil foi afetado por diversos choques. Na apresentação durante o evento do Bank of America Merrill Lynch, ele indicou que o choque trazido pela economia argentina retirou 0,18 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano.

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Já o choque da economia global foi responsável pela perda de 0,29 ponto porcentual do PIB. O choque trazido pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), por sua vez, retirou 0,20 ponto porcentual do PIB.

Um gráfico que consta na apresentação de Campos Neto mostra que a expectativa de crescimento do PIB de 2019 sem os choques era de 1,66%. Em função deles, essa projeção caiu para 0,99% conforme o Relatório de Mercado Focus de 22 de novembro.

Em seu discurso, Campos Neto também repetiu a ideia de que as expectativas para PIB brasileiro continuam favoráveis.

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