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Órgão de defesa da concorrência abre processo para investigar conduta anticompetitiva de Gol e Latam. A suspeita é que companhias tenham entrado na disputa de forma a tirar a Azul da jogada

A superintendência geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu processo para investigar se houve conduta anticompetitiva para a compra dos ativos da Avianca Brasil, que serão leiloados no próximo dia 7.
Segundo o "Broadcast", serviço de notícias em tempo real do "Estadão", o órgão de defesa da concorrência suspeita de que Gol e Latam tenham entrado na disputa apenas para tirar a Azul da jogada e impedir o crescimento da concorrência.
As duas gigantes aéreas não chegam a ser rés, mas serão investigadas e podem ser multadas. O Cade pode também adotar uma medida cautelar, caso fique claro que as companhias atuaram de má-fé.
Em nota técnica enviada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) , a superintendência do Cade alerta sobre o dano do repasse dos slots da Avianca (horários de pousos e decolagens em aeroportos) para os atuais concorrentes.
"Considerando a já alta concentração do mercado de aviação civil, essa superintendência alerta sobre os efeitos extremamente deletérios ao ambiente concorrencial que a distribuição de slots da Avianca às empresas incumbentes pode acarretar ao mercado de aviação civil", afirma o texto.
No início do mês, o departamento econômico do Cade (DEE) divulgou estudo concluindo que existem riscos à concorrência se os ativos da companhia em recuperação judicial forem comprados por uma empresa que já atue no Brasil, principalmente Gol e Latam.
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Ao "Broadcast", o presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou que considera pouco provável que a Azul participe do leilão pelos ativos da Avianca, ou mesmo que o leilão ocorra, em função da retomada das aeronaves da companhia.
*Com Estadão Conteúdo
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