Filhos de Marx com Coca-Cola
Datafolha confirmou as boas novas que o Ibope reservara na véspera para os seguidores de Jair Bolsonaro.

Em pesquisa de intenção de votos divulgada ontem à noite, o Datafolha confirmou as boas novas que o Ibope reservara na véspera para os seguidores de Jair Bolsonaro. Não só confirmou como melhorou um pouco a posição do deputado.
Nas estimativas para o primeiro turno, Bolsonaro ganhou mais um ponto. Um pontinho só, mas ganhou. Agora, vence Haddad por 32 a 21, contra os 31 a 21 do Ibope.
Uma coisa ficou clara: a candidatura Geraldo Alckmin jamais decolou de verdade. Nitidamente os marqueteiros do ex-governador de São Paulo tomaram a decisão errada: optaram por bater em Bolsonaro, que estava muito mais à frente, ao invés de concentrar suas baterias em Fernando Haddad (Lula, vale dizer), cujos números eram mais próximos.
Alckmin pagou enorme vexame ao se juntar com o Centrão em busca de tempo na TV e dinheiro do fundo eleitoral. A aliança não lhe serviu de nada.
Outra ótima notícia para Jair Bolsonaro foi ver a rejeição de seu (único) adversário ir subindo: 21, 22, 26, 29, 32, 41. A diferença entre os dois é agora de apenas 4 pontos: 45 a 41, ainda em desfavor de Bolsonaro. Só que essa distância, seis pesquisas atrás, era de 18 pontos.
A explicação para isso é simples: à medida que Fernando Haddad foi sendo identificado como Lula, assumiu também os pecados do condenado de Curitiba. Pecados esses que não são poucos, com enorme destaque para o Mensalão e o Petrolão.
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Como se isso não bastasse, veio a público parte da delação premiada de Antonio Palocci, mostrando que a eleição e a reeleição de Dilma Rousseff custaram três vezes mais do que o valor declarado à Justiça Eleitoral.
Quando se pergunta a um eleitor menos esclarecido qual é o nome do candidato de Lula, rola de tudo: Adraike, Radarke, Alade e por aí vai.
Pois bem, Adraike, Radarke ou Alade… Tanto faz, acabaram assumindo os votos e a rejeição de Lula.
Virada no 2º turno
De acordo com o Datafolha, no segundo turno Bolsonaro já vence Haddad por 44 a 42. Assim como vence os demais candidatos, com exceção de Ciro Gomes, que simplesmente não vai estar lá. Antes, o capitão perdia de todos. Lembra?
Um dos erros da campanha de Fernando Haddad foi pôr na linha de frente dos manifestos e protestos do último fim de semana os “artistas intelectuais”. Refiro-me a gente como Chico Buarque, Fernando Morais, Letícia Sabatella, Marieta Severo, Preta Gil, etc.
Não são essas pessoas que elegeram e reelegeram Lula e Dilma. Eles se mantiveram no poder graças aos programas sociais Fome Zero, Minha Casa Minha Vida, PAC e, principalmente, Bolsa Família. A gatunagem não estava no script.
Na definição imortal de Roberto Campos: “é divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe – bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês. São filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola”.
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