Um alerta do ministro da Fazenda para Bolsonaro: sem corte de gastos, aumento de imposto é inevitável
Eduardo Guardia defendeu reforma da Previdência como tema mais urgente para o novo governo e também falou sobre cessão onerosa, Eletrobras e privatizações

A mensagem transmitida pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, é clara: ou se faz o ajuste nos gastos públicos ou será inevitável uma elevação da carga tributária.
“Ou enfrentamos o gasto, que cresceu excessivamente, ou aumentamos impostos indefinidamente. Tem que entender esse ponto”, disse Guardia, em café da manhã com jornalistas.
Na terça-feira, o Ministério da Fazenda apresentou mais um estudo especial, entregue para o governo de transição, com medidas para ajustar as contas públicas via redução de gastos, aumento de impostos e redução de benefícios tributários.
O ponto que mais chamou atenção no relatório foram as simulações de aumento de impostos, como criação de um faixa adicional no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 35% para rendimento superior a R$ 300 mil. Também entre as medidas está a tributação de lucros e dividendos e o fim da isenção tributária da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).
Tributação de dividendos teria compensação com redução do imposto pago pelas empresas. Ainda assim, a medida exigiria alguma compensação, pois a redução da carga sobre as empresas não seria plenamente compensada pela tributação de dividendos.
Já a cobrança de 15% de Imposto de Renda sobre LCI e LCA pode ser encarada como uma correção de distorções tributárias. Esse e outros incentivos foram propostos em momentos de juro mais elevado na economia e se pretendia dar estímulo a determinados setores. Agora essas benesses não fariam mais sentido, além de representar um benefício para parcela muito reduzida da população.
Leia Também
Vale lembrar que a discussão desses pontos não indica que eles serão necessariamente adotados pelo próximo governo. De fato, ainda não se tem o desenho claro de como a próxima equipe econômica vai lidar com o problema fiscal e com uma eventual reforma tributária.
Guardia também disse que encaminhou para o novo governo os projetos sobre a reforma de PIS e Cofins e a revisão da tributação das pessoas jurídicas.
Petrobras e Eletrobras
Questionado sobre a cessão onerosa da Petrobras, Guardia disse que concluiu as negociações sobre o acerto de contas de 2010 entre a empresa e a União. Para o Ministério da Fazenda, disse o ministro, seria necessária a aprovação de lei para dar amparo legal a essa revisão de contrato.
Perguntado sobre a discussão desse mesmo tema no Tribunal de Contas da União (TCU), Guardia explicou que “se tem um caminho alternativo, sem necessidade de lei, não cabe a mim avaliar”. O projeto de lei está no Congresso, mas não foi votado e deve ficar para 2019.
Ainda de acordo com Guardia, feito o projeto de lei e assinado o acerto de contas com a Petrobras, “podemos começar a falar em novo modelo de explicação do pré-sal e trabalhar edital de licitação para os leilões”.
Na avaliação do ministro, a cessão onerosa é mais do que uma questão fiscal, é uma oportunidade de aumentar o investimento no país.
Por ter assinado um acordo de confidencialidade, Guardia disse que não releva valores ou se a Petrobras é credora ou devedora na revisão da cessão onerosa.
Privatizações
Sobre a tentativa de privatizar a Eletrobras, Guardia também lembrou que foi enviado um projeto ao Congresso, mas que também não foi adiante. “Mas conseguimos a privatização das distribuidoras, que foi um avanço importante”, ponderou, lembrando que esta é uma “questão política” e que neste ano “não teve clima no Congresso”.
“Privatização nunca é fácil. É sempre um tema polêmico, que traz divergências e tem de ser debatido”, explicou.
Prioridades e reforma da Previdência
Questionado sobre o plano de privatização do governo eleito, Guardia disse que o importante é priorizar os temas de acordo com a relação à urgência que eles têm para o país.
“Se eu puder sugerir, a reforma da Previdência é o tema mais urgente que temos de focar. A questão fiscal é mais importante e não se resolve com privatização, se resolve enfrentando a questão do gasto”, disse.
Ainda de acordo com Guardia, sem reforma da Previdência não é possível manter o teto de gasto e o desenho de um ajuste gradual não será possível.
“Tem que ter o fiscal em ordem para preservar os ganhos de inflação baixa e juro baixo. Sem fiscal arrumado não terá crescimento sustentável”, disse.
Investidores externos
Para Guardia, os investidores estrangeiros, bem como as agências de classificação de risco e demais organismos internacionais têm consciência da mudança de rumo da política econômica promovida pelo governo nos últimos dois anos. Mas esses agentes também sabem da necessidade da continuidade do processo de reformas e ajustes microeconômicos.
“A percepção é muito positiva e tenho certeza que todos acompanharão os desdobramentos do ano que vem, pois há expectativa de continuidade dessa agenda de reformas. Vamos colher os frutos disso”, afirmou.
SEGURANÇA E ESTABILIDADE
Casa própria vale mais para a qualidade de vida do que viagens e lazer, mas exige cuidado para não virar pesadelo
15 de setembro de 2026 - 11:59MADAME SATÃ É FICHINHA
Oligarca ligado a Putin pagou parte da festa de casamento de filho de Trump nas Bahamas
15 de setembro de 2026 - 11:13SEM DAR PITI
Quem causar confusão em voos poderá pagar multa de até R$ 17 mil e ser proibido de voar; confira as novas regras da Anac
15 de setembro de 2026 - 10:41BENEFÍCIO OU PESADELO?
Divisão de 25% do lucro e escala 5×2: como uma rede de supermercados usa benefícios para atacar o maior desafio do setor
15 de setembro de 2026 - 10:20OLHO NO RELÓGIO
Caixa adia sorteio da Lotofácil da Independência, mas ele ainda ocorre hoje; prazo para apostas também muda
15 de setembro de 2026 - 6:57LCIs e LCAs
A crítica de André Esteves aos títulos isentos: ‘sou detentor, emito esses títulos, mas está simplesmente errado’
14 de setembro de 2026 - 19:15ALERTA DE PROMOÇÃO!
Leilão da Casas Bahia promete eletrodomésticos com até 75% de desconto; veja como participar
14 de setembro de 2026 - 14:55MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Oceano Atlântico bate recorde negativo em temporada de furacões — e a culpa é do El Niño
14 de setembro de 2026 - 14:06QUASE LÁ!
Prazo para disputar os R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência se aproxima do fim; veja até que horas é possível apostar e quando será o sorteio
14 de setembro de 2026 - 9:09Conteúdo Market Makers
Pesquisa mostra Flávio Bolsonaro e Augusto Cury numericamente à frente de Lula no segundo turno; como investir neste cenário?
14 de setembro de 2026 - 9:00DESALECERAÇÃO DA IA
Dona do ChatGPT descarta IPO neste ano e executivos fazem alerta sobre IA: haverá um freio na tecnologia?
13 de setembro de 2026 - 18:03DEIXOU DE SER EXCLUSIVO
Venda de apartamentos de luxo despenca 53% em São Paulo. Quais os planos das incorporadoras para os super-ricos?
13 de setembro de 2026 - 14:35MAIS LIDAS DO SD
Palpites da IA para a Lotofácil da Independência, risco de calote no Tesouro Direto e loja de luxo da JHSF: o que bombou nesta semana
13 de setembro de 2026 - 11:32É BOM SABER
Todos os números da Lotofácil da Independência: veja os resultados e as dezenas que mais saíram na história
13 de setembro de 2026 - 10:29PERÍODO ÚMIDO
Chuva derruba preço da energia, mas El Niño acende alerta para dezembro; veja o que esperar até 2027
12 de setembro de 2026 - 10:30REGRA DE OURO
O que acontece com o prêmio de R$ 300 milhões se ninguém acertar os números da Lotofácil da Independência
12 de setembro de 2026 - 7:04TOUROS E URSOS #287
Até onde a taxa Selic pode cair? Economista do BV vê juros perto de 10% ao ano no longo prazo
11 de setembro de 2026 - 17:32MATEMÁTICA
Plano perfeito para ganhar na Lotofácil da Independência existe, mas tem uma pegadinha arriscada
11 de setembro de 2026 - 9:45Conteúdo Empiricus