O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Seu Dinheiro apresenta série sobre as principais propostas econômicas dos candidatos
Mais um ponto listado dentro da nossa avaliação dos planos de governo dos principais candidatos (Alckmin, Bolsonaro, Ciro, Haddad e Marina) trata das privatizações. O tema tem grande mobilização eleitoral e já rendeu cenas inusitadas, como Geraldo Alckmin e seu casaco com as logomarcas das empresas. Desinformação, má fé, mística e pitadas de burrice sempre permeiam as discussões sobre o tema, ainda mais em período eleitoral.
O que parece certo é que o brasileiro não gosta de privatizações. Pesquisa DataFolha de dezembro de 2017 mostrou 70% da população contra as privatizações. Outros 55% são contra a venda da Petrobras, segundo DataFolha de maio. E sondagem CNT/MDA feita agora em agosto mostrou que a chance de voto cai 38,8% se um candidato for favorável às privatizações. Fico imaginando de quantos anos seria a fila por internet banda larga e em qual campo do Imposto de Renda iria declarar a linha de celular e a conexão 3G ou 4G. Sem esquecer, claro, do mercado paralelo de linhas com cotação em dólar. Ahhh Telebras.
Alckmin - Privatizar empresas estatais, de maneira criteriosa, para liberar recursos para fins socialmente mais úteis e aumentar a eficiência da economia. Candidato também já disse que Petrobras, Banco do Brasil e Caixa ficariam de fora.
Bolsonaro - Linha mestra de nosso processo de privatizações terá como norte o aumento na competição entre empresas. Algumas dificuldades políticas que poderiam surgir durante o processo de privatizações poderão ser contornadas, com bem desenhadas “golden shares”, garantidoras da soberania nacional. BNDES com papel central nas privatizações atuando como “banco de investimentos”. Receita seria utilizada para reduzir endividamento.
Ciro - Plano não fala sobre o tema “privatização”, mas candidato já se disse contrário à privatização da Eletrobras e até mesmo da Embraer, que já é privada, mas o governo tem uma "golden share" que lhe dá poderes especiais. Ele também propõe rever venda de ativos da Petrobras.
Haddad - Suspender a política de privatização de empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional e a venda de terras, água e recursos naturais para estrangeiros. Recuperar o pré-sal para servir ao futuro do povo brasileiro, não aos interesses de empresas internacionais.
Leia Também
Marina - A privatização não será tratada com posições dogmáticas. O Brasil possui 168 estatais que merecem ser analisadas, a partir dos critérios de custo para a sociedade, eficiência do serviço público, questões estratégicas para o Estado e a não fragilização de setores desfavorecidos. Não privatizaremos a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. A privatização da Eletrobrss será analisada no contexto da política energética nacional.

Os debates e opiniões comuns sobre o tema privatização são sempre acompanhados de termos que ninguém sabe dizer prontamente o que é, mas que causam alguma sensação: entreguismo e defesa da soberania nacional são os mais comuns. E depois de colocados em tela não adianta se falar em alocação eficiente de capital, divisão de risco ou direcionamento do Estado para funções que são do Estado. Por isso mesmo da cautela dos candidatos de deixar de fora dos planos de privatização as chamadas joias da Coroa (Petrobras, BB e Caixa).
Também há um contumaz ódio ao estrangeiro que transparece em coisas como “os chineses estão comprando as terras” ou a “CIA quer roubar o pré-sal”. Nenhum chinês vai levar um pedaço do Mato Grosso para Beijing e acho que a CIA deve estar, novamente, mais preocupada com os russos. Mas isso não importa. Esse tipo de frase mexe com o sentimento mais caro da população: o ódio. Como disse Jânio Quadros, o povo ama odiar.
As centenas de estatais federais, estaduais e municipais são herança do nacional desenvolvimentismo abraçado pelos militares nos anos 1960 e reeditado por Dilma Rousseff. Aliás, o segundo PND do Geisel e o governo Dilma são assustadoramente parecidos. São ideologias que deveriam ser apenas alvo de estudo ou exibição em museus, mas que sobrevivem e até se fortalecem por aqui. Seria o clima ou ondas telúricas que emanam de determinada região do interior de São Paulo?
Enfim, sempre que ouvir algum candidato falando em soberania nacional, ou se se colocando contra o capital financeiro internacional segure a carteira. O que ele está defendendo, mesmo, é alguma zona de poder para ele e seus amigos. Petrobras e suas infindáveis subsidiárias já nos mostraram bem essa história.
O petróleo é nosso
Aliás, tem um episódio envolvendo a Petrobras, o entreguismo e a campanha do "petróleo é nosso" narrado pelo ex-ministro Roberto Campos em seu “Lanterna na Popa”, que merece breve rememoração. Campos infelizmente perdeu a batalha para que se a Petrobras não fosse privada, pudesse ao menos fechar contratos de riscos com outras empresas (algo que nos custa até hoje em termos de exploração e produção deficiente).
Com a empresa estatal e o petróleo sendo nosso, no fim dos anos 1950 foi instalada a primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a estatal. Entre os motivos: contribuições disfarçadas para assegurar a eleição de alguns parlamentares e excessivo investimento em petroleiros antes de ter óleo para transportar. E ainda acham que o Brasil é o país do futuro! Até a corrupção é a mesma do passado.
Para encerrar com Campos: “Faz pouco sentido econômico não tendo se não valor mágico emocional dizer-se que o petróleo é nosso”. Ou que a Eletrobras é nossa, ou que a Embraer é nossa ou que qualquer empresa é nossa...
O equívoco nasce de uma leitura imprecisa do artigo 224 do Código Eleitoral. O texto menciona, de fato, a necessidade de novas eleições caso a “nulidade” atinja mais da metade dos votos
Apesar da vantagem numérica do petista no primeiro turno entre os moderados, a disputa se acirra em uma eventual rodada decisiva
Decisão do STF limita verbas indenizatórias, suspende auxílios e tenta conter supersalários, embora preserve margem para penduricalhos na magistratura
A pena estipulada pelo TSE foi de 4 anos, retirando o ex-governador da corrida eleitoral deste ano e de 2030
Atual secretário-executivo da Fazenda tem perfil mais técnico e pode assumir a pasta com o desafio de tocar a agenda econômica em ano eleitoral
Além do efeito da bandeira do governo Lula na renda, levantamento mostra que a violência permanece no topo das preocupações dos entrevistados
Especialistas apontam que a observação detalhada da face e do áudio é o primeiro filtro de segurança, mas não é o único
Investigação da PF encontra mensagens do ministro do STF no WhatsApp do banqueiro que apontam para uma relação de pelo menos dois anos
Ex-governador de São Paulo e nome forte no Estado, Geraldo Alckmin também foi lembrado com elogios por Lula pela nova política da indústria brasileira
Os dados mostram também o filho de Jair Bolsonaro numericamente a frente de Lula no segundo turno, apesar da igualdade técnica entre ambos
Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Lula ainda à frente de Flávio Bolsonaro e Tarcísio no primeiro turno, mas com a menor vantagem da série histórica contra o senador. No segundo turno, cenário indica empate técnico com o filho do ex-presidente e desvantagem contra o governador paulista
O avanço do senador nas intenções de voto para as eleições 2026 ocorre em um momento em que a avaliação do governo Lula segue pressionada
O magistrado é acusado de crime de responsabilidade, suspeição e conflito de interesses na condução do inquérito que apura as fraudes bilionárias
Levantamento mostra Lula à frente em todas as simulações, enquanto a avaliação de seu governo segue em empate técnico, com 49% de desaprovação e 47% de aprovação; confira quem tem mais chances no embate contra o petista
Apesar da rejeição elevada, Lula mantém vantagem sobre Tarcísio, Flávio, Michelle e outros adversários em todos os cenários; levantamento mostra o petista com 40,2% no primeiro turno e vitórias apertadas no segundo
Bolsonaro pede ao STF para entrar em programa de leitura para redução de pena. Veja como funciona o sistema por meio do qual o ex-presidente tenta reduzir tempo de reclusão
Erich Decat, analista político da Warren, faz um balanço da gestão Lula 3 no podcast Touros e Ursos, e comenta os impactos da queda de Nicolas Maduro nas eleições brasileiras
Até o momento, não há notícias de brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques dos EUA ao país vizinho
Em entrevista à agência Reuters, o senador falou em corte de gastos, privatizações e governo “enxuto”
Previdência e seguro‑desemprego têm redução, enquanto emendas somam R$ 61 bilhões em ano eleitoral; texto vai ao plenário e pode ser votado ainda nesta sexta-feira (19)