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Arábia Saudita e Rússia descartaram aumento na produção de petróleo para contenção de preços a pedido dos EUA
Em meio à difícil relação entre a Organização dos Países Exportadores do Petróleo (OPEP) e os Estados Unidos, os preços do barril do petróleo nesta segunda-feira, 24, chegaram ao maior valor em quatro anos.
O Brent para novembro, negociado em Londres, fechou o dia em alta de 3,05%, a US$ 81,20 o barril, maior cotação desde novembro de 2014. Já o WTI, negociado em Nova York, encerrou o pregão em alta de 1,83%, negociado a US$ 72,08 o barril.
Na última quinta-feira, 20, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que a Opep baixasse os preços. Em seu Twitter, Trump acusou a organização de praticar monopólio.
"Nós protegemos os países do Oriente Médio, eles não estariam seguros por muito tempo sem nós e, ainda assim, eles continuam incentivando preços cada vez mais altos para o petróleo", disse.
A Arábia Saudita e a Rússia descartaram ontem a possibilidade de aumento na produção de petróleo bruto, rejeitando os pedidos de Washington.
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Após o fim da reunião do grupo, em Argel, o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, afirmou que os países que integram o acordo da Opep decidiram dar prosseguimento às diretrizes firmadas em junho, quando definiram que tentariam alcançar 100% das metas estabelecidas no pacto de redução na oferta de petróleo.
Mas Novak admitiu que a tensão comercial entre EUA e China e as sanções norte-americanas impostas ao Irã são desafios para o mercado de petróleo.
*Com Estadão Conteúdo
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