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Sauditas foram alguns dos poucos países a firmarem compromissos específicos dentro do acordo de redução da produção
A Arábia Saudita planeja reduzir mais sua produção que o comprometido no recente acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e com a presença de aliados, como a Rússia, de acordo com documentos aos quais o Wall Street Journal teve acesso. Os documentos mostram os esforços do cartel para ser mais transparente sobre sua produção.
O acordo prevê um corte conjunto de 1,2 milhão de barris por dia (bpd) na produção, em relação aos níveis de outubro. Os preços, porém, continuaram a cair desde o anúncio, em meio a dúvidas de operadores sobre sua implementação.
"No interesse da abertura e da transparência e para apoiar o sentimento e a confiança do mercado, é vital tornar publicamente disponíveis os ajustes na produção", afirmou em carta o secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo. Segundo ele, isso apoiará a confiança no compromisso do grupo.
Os cortes coletivos seguirão em 1,2 milhão de bdp, mas as reduções de cada país devem ser de 3,0%, não mais de 2,5%. Apenas alguns países mostraram ao público compromissos específicos, como Arábia Saudita e Rússia, e as mudanças de agora nos números refletem as isenções para Irã, Venezuela e Líbia, segundo as fontes.
A Arábia Saudita reduzirá sua produção em cerca de 322 mil bpd ante outubro, não mais em 250 mil como antes anunciado. Isso levaria a produção saudita a 10,311 milhões de barris por ida. Barkindo, porém, diz em um documento que o país estaria comprometido a ajustar sua produção para 10,2 milhões de bpd.
Muitos membros da Opep adotam medidas concretas para reduzir a produção a partir de 1º de janeiro. O Ministério do Petróleo angolano, por exemplo, pediu que as companhias locais dividam os cortes de 47 mil barris por dia.
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