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Esquenta dos mercados

Semana cheia para os mercados tem início da transição de governo

Amanhã, o presidente eleito viaja para Brasília, onde deve se encontrar com Temer na quarta-feira; semana ainda tem balanços, como o da Petrobras

Horários das bolsas locais e americanas mudam nesta segunda por conta do horário de verãoImagem: Seu Dinheiro

Bom dia, investidor! Semana de agenda cheia para os mercados, com a primeira viagem de Bolsonaro a Brasília e seu encontro com Temer, possível aprovação da cessão onerosa, balanço da Petrobras, IPCA de outubro, ata do Copom e decisão do Fed sobre juros, nos EUA.

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O otimismo deve continuar pairando sobre os mercados locais nesta semana, principalmente se surgirem novidades positivas sobre a Reforma da Previdência.

Amanhã, o presidente eleito viaja para Brasília, onde já tem encontro marcado com Temer na quarta-feira. Uma eventual negociação para votar parte da reforma da Previdência ainda neste ano poderia impulsionar fortemente os mercados.

Com o horário de verão começando no Brasil e terminando nos EUA, os horários de funcionamento das bolsas mudam.

Aqui, o mercado à vista funciona ininterruptamente das 10h às 17h55, sem after market. O Call de fechamento acontece das 17h55 às 18h, e o de opções das 17h55 às 18h15.

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As bolsas americanas funcionam das 12h30 às 19h, horário de Brasília.

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Ações

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Feriado agitado

No último pregão, antes do feriado, a bolsa brasileira bateu recordes de máximas intraday (89.017 pontos) e de fechamento (88.419 pontos), com o dólar novamente fechando em baixa, a R$ 3,6979.

Na sexta os mercados não abriram, mas lá fora os ativos brasileiros se saíram bem, mesmo com Nova York fechando em queda.

O EWZ, principal fundo de índice de ações brasileiras negociado no exterior, fechou o pregão de sexta com alta de 1,36%.

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A maior parte dos ADRs (recibos de ações brasileiras negociadas no exterior) também se saiu bem: Itaú e Bradesco subiram mais de 1%, Santander avançou 1,94%, BB teve alta de 1,58%, Eletrobrás subiu 2,85% e Gerdau disparou 4,83%.

Petrobras teve leve queda de 0,12% em razão do recuo no preço do petróleo, e Vale caiu 0,45%.

As bolsas americanas fecharam em queda após a divulgação do Payroll, relatório de emprego dos EUA. Os números robustos reforçaram o temor de aperto monetário maior que o previsto, ainda que os mercados esperem manutenção do juro na reunião desta semana.

O mercado de trabalho americano criou 250 mil vagas em outubro, bem acima da previsão de 188 mil, mantendo a taxa de desemprego em 3,7%, menor patamar em 49 anos.

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O salário médio por hora avançou 3,1% na comparação anual, o que elevou o temor de pressão inflacionária.

A declaração de Trump de que estaria perto de um acordo comercial com a China diminuiu as perdas nas bolsas, mas mesmo assim, o Dow Jones caiu 0,43%, o S&P500 recuou 0,63% e a Nasdaq cedeu 1,04%. Os índices tiveram desempenho positivo na semana, porém, com altas superiores a 2%.

As ações da Apple despencaram 6,63% após divulgação de balanço decepcionante, que mostrou vendas de iPhones abaixo do esperado. A companhia perdeu a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado no último pregão.

O que tem pra hoje

No Brasil, tem IPC-Fipe de outubro às 8h, com previsão de 0,51%, segundo a mediana do "Broadcast", contra 0,39% em setembro.

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Também estão previstos resultados de AES Tietê, Banco Pan, BB Seguridade, BR Distribuidora, BTG Pactual,
Duratex, Magazine Luiza, Marcopolo, Marfrig, Porto Seguro e Vulcabras. Todos depois do fechamento.

Nos EUA, ocorre a retomada de sanções contra o Irã. Também ocorre a divulgação do PMI (Purchasing Managers' Index) de serviços medido pelo Instituto Markit (12h45) e pelo ISM (13h) para o mês de outubro.

E o que tem pra semana?

Amanhã, a Petrobras divulga seus resultados trimestrais, cujas perspectivas são positivas. Também será feita nova tentativa de votar a urgência do projeto de cessão onerosa no Senado, benéfica para a estatal.

Ainda nesta terça sai a ata do Copom, que deve repetir a leitura de alívio que o mercado fez do comunicado do Banco Central, de que o balanço de riscos diminuiu e a agenda de reformas econômicas tem mais chance de ser emplacada.

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O texto do comunicado deixou claro, porém, que "a política monetária estimulativa poderá ser gradualmente removida caso o balanço de riscos apresente piora", citando frustrações com as reformas e os desafios do cenário externo.

As incertezas sobre a normalização das taxas de juro das economias avançadas, em especial nos EUA, seriam o risco mais imediato para os países emergentes, que poderiam sofrer com o influxo de capital.

No exterior, a terça-feira reserva eleições legislativas nos EUA. Para analistas, os democratas devem ganhar de volta apenas o controle da Câmara, mas uma maioria também no Senado poderia significar mais investigações sobre Trump, o que seria negativo para os mercados.

Se os republicanos mantiverem o comando de ambas as casas, as bolsas podem subir, na expectativa de mais cortes de impostos.

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A quarta-feira nos reserva o IPCA de outubro, que não deve alterar as apostas de manutenção da Selic em 6,5% ao ano até o fim de 2018, além do IGP-DI.

Na quinta, ocorre a decisão do Fed sobre juros, e o consenso é de manutenção da taxa. Porém, o mercado espera que o comunicado do banco central americano aponte para um aperto monetário mais acelerado no ano que vem, depois dos dados fortes do Payroll.

O Barclays prevê quatro elevações de juros em 2019, levando a taxa à faixa entre 3,25% e 3,50%. Já as apostas do CME Group indicam um intervalo de 2,75% a 3,00%.

Ainda na quinta, a China divulga sua inflação ao consumidor (CPI) e a balança comercial.

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*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

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