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2019-04-12T12:34:01-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Casamento inusitado

Itaú faz aporte de R$ 600 milhões e vira sócio de subsidiária da Energisa

Maior banco privado do país passa a deter 12,3% do capital de empresa que controla as distribuidoras do Grupo Rede e da Energisa Mato Grosso

28 de dezembro de 2018
12:03 - atualizado às 12:34
Caminhões da Energisa, subsidiária
Energisa: subsidiária terá Itaú como sócio - Imagem: Divulgação/Energisa

Um casamento inusitado foi sacramentado no último dia de funcionamento dos mercados. Com um aporte de R$ 600 milhões, o Itaú Unibanco vai virar sócio de uma subsidiária da distribuidora de energia elétrica Energisa.

Com o negócio, o maior banco privado do país passa a deter 12,3% do capital da Energisa Participações. A participação será apenas em ações preferenciais (PN, sem direito a voto). Os outros 87,7% do capital da subsidiária permanecerão com a holding Energisa.

A empresa da qual o Itaú virou sócio detém o controle das distribuidoras do Grupo Rede e da Energisa Mato Grosso. O acordo prevê ainda que a holding de energia terá a opção de recomprar a participação vendida para o banco.

Conversão de dívida?

O comunicado da Energisa não deixa claro, mas tudo indica que o aporte do Itaú foi feito a partir de uma conversão de dívida.

"Os investimentos realizados no contexto da operação contribuirão para a preservação da liquidez financeira do Grupo Energisa e para a sua desalavancagem geral", diz a empresa, no documento encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em setembro, a dívida líquida consolidada da empresa era de R$ 8,656 bilhões, o equivalente a 2,9 vezes a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

O fato de se tratar de uma conversão de dívida, e não um aporte com dinheiro novo, também explicaria o fato de o negócio não ter sido realizado pela Itaúsa, que é a holding de investimentos do Itaú.

Eu procurei o banco e a empresa de energia, mas ambos me informaram, via assessorias de imprensa, que não comentariam o assunto.

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