O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Certificado de Operações Estruturadas pode parecer complexo, mas permite, ao investidor pessoa física, investir em mercados e estratégias pouco acessíveis. E o melhor: com 100% do capital protegido
Que tal um investimento atrelado ao S&P500 ou a ações de gigantes de tecnologia como Apple, Netflix, Google e Amazon? E o melhor: com capital 100% protegido? Se você tem conta aberta em corretora ou distribuidora de valores, provavelmente já recebeu alguma oferta desse tipo, te convidando para investir em COE, o título que torna essas estratégias possíveis. Mas vale a pena? Em que condições?
Os COE - Certificados de Operações Estruturadas - são títulos emitidos por bancos que permitem ao investidor apostar na alta ou na queda de ativos e índices. Por exemplo, na valorização de ações, na queda do dólar ou na alta de um fundo estrangeiro.
Em geral, os COE oferecem capital 100% protegido, isto é, se a estratégia não der certo, o investidor recebe de volta o valor investido, com ou sem correção pela inflação.
Isso é possível porque os COE encerram em si uma operação estruturada, que mistura ativos de renda fixa e derivativos para proteger o capital, ao mesmo tempo em que aposta na variação de um ativo ou índice.
Além do capital protegido, outro grande chamariz do COE é a diversificação de ativos e estratégias. As possibilidades são, de fato, inúmeras.
Você pode apostar em mercados ou lançar mão de estratégias normalmente inacessíveis para a pessoa física, seja pela complexidade, seja pelo custo, seja pelo valor de aplicação inicial. Eu explico em detalhes o que é COE nesta outra reportagem.
Leia Também
O COE é um produto com certo grau de sofisticação e complexidade. Cada COE é único: encerra uma estratégia específica, com prazo de duração determinado e, às vezes, com diferentes remunerações para diferentes resultados.
De fato, compreender o funcionamento de um COE não é simples nem rápido. Se você sentiu dificuldade de entender os que te ofereceram, acredite, você não está sozinho. Não é tão claro quanto ouvir “este título paga 100% do CDI em um ano”.
Para ajudar na sua avaliação, eu listei algumas condições que fazem com que investir em COE valha a pena. O ideal é que mais de uma delas esteja presente.
Investir em COE é mais vantajoso em tempos de juros baixos. Nesse contexto, produtos que oferecem retornos maiores que os da renda fixa tradicional ganham força, sobretudo aqueles que não obrigam o investidor a se expor inteiramente ao risco da renda variável.
Como os COE costumam ter 100% do capital protegido, o investidor não perde o principal investido se a aposta der errado. Mas, neste caso, ele terá deixado de ganhar o rendimento de uma aplicação de renda fixa conservadora. É o custo de oportunidade.
Quando a Selic está em baixa, o investidor pode entender que ficar na renda fixa conservadora e não ganhar nada dá na mesma. Assim, faz sentido, para ele, correr o risco de ficar no zero a zero para tentar ganhar muito mais num COE.
Este segundo item é uma espécie de continuação do primeiro. No que diz respeito à rentabilidade, o ideal é que o COE pague um prêmio razoável sobre o CDI, taxa que referencia as aplicações de renda fixa conservadora.
Por dois motivos: primeiro porque, na pior das hipóteses, você terá deixado de receber algo perto do CDI, com baixo risco e liquidez diária; e segundo porque COE geralmente não têm liquidez ou só permitem resgates em momentos específicos - e ainda assim, podendo haver perdas.
Em outras palavras, o prêmio deve compensar o fato de que você vai deixar o dinheiro “preso” por algum tempo, correndo o risco de sair sem nada.
O prazo de um COE costuma variar de seis meses a cinco anos. Quanto mais distante o vencimento, mais o título deve pagar em comparação com a renda fixa conservadora.
Alguns COE oferecem correção pela inflação quando o cenário projetado não se concretiza, o que é, a meu ver, uma grande coisa. Nesse caso, dá para dizer que o investidor realmente não perde dinheiro. Se seguiu a inflação, o poder de compra está mantido. Show de bola.
Mas muitos outros de fato deixam o cara no zero a zero se der ruim. Ou seja, sem perda nominal, mas com perda para a inflação. Aí de fato é preciso pensar se o possível retorno extra do COE compensa.
Para Alexandre Amorim, gestor de investimentos da Par Mais, os COE referenciados em ativos de renda variável e fundos estrangeiros é que podem ter algum diferencial de rentabilidade para o investidor pessoa física. Já naqueles referenciados em renda fixa, “normalmente a conta não é vantajosa”, diz.
Ele dá uma espécie de “regra de bolso” para avaliar o retorno potencial de um COE. “Se eu fico um ano com o dinheiro parado, perco da inflação, que hoje é de mais ou menos 4%. Se eu posso ganhar 12% em um ano num COE, que é cerca de 8% acima da inflação, vale a pena. Eu tenho uma perda máxima de 4% e um ganho real que é o dobro da perda máxima. Eu acho que essa é a relação mínima, dois para um”, explica.
Nesse sentido, um COE que pagasse no máximo 8% em um cenário de 4% de inflação não compensaria, pois o ganho potencial real seria de apenas uma vez a perda máxima. “Mas, em geral, os COE de renda variável pagam bem mais”, diz o gestor.
No caso dos COE referenciados em fundos de investimento, Amorim considera que é até mais fácil avaliar. Em geral, eles apostam em fundos de gestoras consagradas internacionalmente, com longo histórico de retornos. Basta o investidor pegar o histórico do fundo e analisar seu retorno em janelas de tempo similares ao prazo do título.
Por exemplo, no caso de um COE de três anos, você deveria olhar o desempenho do fundo em janelas de três anos. Quais os piores resultados encontrados? E quantas vezes o fundo apresentou o cenário considerado negativo?
“A maioria dos fundos estrangeiros que baseiam COE hoje em dia sobreviveram até mesmo à crise de 2008. Esse é um bom período para se olhar”, observa o gestor da Par Mais.
“No Brasil, em média, o investidor pessoa física tem uma carteira com muita renda fixa tradicional. Investir em COE é uma forma de ter um ativo com características de renda fixa e retornos de renda variável”, diz Eduardo Pais de Barros, responsável pela mesa de produtos da área de gestão de fortunas do BTG Pactual.
Por um lado, a rentabilidade do COE, se tudo der certo, é bastante previsível. Normalmente, eles pagam uma taxa prefixada ou, um percentual da variação do ativo de referência até um determinado limite. Além disso, há a segurança do capital protegido.
Por outro, os retornos estão condicionados à concretização da estratégia, podendo ser bastante superiores aos da renda fixa tradicional.
Investir em COE, portanto, pode ser considerado um primeiro passo na renda variável para quem é muito avesso ao risco. É aquela pontinha do pé que a gente coloca na água para testar se está fria. Numa carteira muito conservadora, o produto pode dar um “up” na rentabilidade.
Por incluir estratégias com derivativos, os COE permitem ao investidor fazer operações que são, normalmente, difíceis ou caras para a pessoa física montar sozinha - ainda mais quem tem poucos recursos para investir. É o caso da alavancagem e do hedge.
A alavancagem é a possibilidade de potencializar os ganhos com a variação do ativo em que você está apostando. Com o COE, é possível alavancar os retornos positivos sem, no entanto, potencializar também as perdas.
Um exemplo: os COE baseados nos fundos da Pimco, gestora renomada e especializada em renda fixa global, costumam oferecer alavancagem de quatro, cinco, seis vezes o retorno do fundo de referência, sem limite de rentabilidade.
Já o hedge é uma proteção. Um investidor que esteja comprado em dólar ou bolsa pode se proteger contra a queda desses ativos comprando um COE que aposte na sua desvalorização com alavancagem e 100% do capital protegido. Se houver alta, o cara recebe o principal de volta e vê sua ponta comprada valorizar.
Por exemplo, tem COE em que o investidor pode ganhar tanto na alta quanto na baixa do Ibovespa, respeitados um teto e um piso. Há uma rentabilidade mínima caso o índice suba ou caia demais, e rentabilidades maiores se a variação ficar dentro dos limites estipulados. Nesses casos, o investidor nunca sai de mãos vazias.
É claro que é possível montar esse tipo de operação na bolsa com derivativos. Mas as estratégias nem sempre são simples para a pessoa física. E, em certos casos, pode ser preciso fazer desembolsos, o chamado ajuste diário. Em um prazo mais longo, o investidor pode não ter fôlego financeiro para manter a estratégia.
Boa parte dos ativos que referenciam COE são ações e fundos negociados no exterior, commodities ou índices de bolsas estrangeiras. É possível, ainda, apostar em uma moeda contra outra.
Ao investir em COE atrelados a ativos fora do Brasil, você consegue diversificar seu portfólio de modo a fugir do risco-país. Tudo isso, sem risco cambial ou a burocracia de mandar o dinheiro para o exterior. Fora que, em alguns casos, seria impossível investir diretamente.
Além dos já citado COE baseados nos fundos da Pimco, que investem no mundo todo, são muito frequentes também aqueles baseados em ações americanas, como Netflix, Facebook e Amazon, ou em índices como o S&P500.
Em geral, eles oferecem uma taxa de juros variável se o ativo (ou carteira de ativos) tiver alta em períodos de leitura pré-determinados. Por exemplo, ocorre uma verificação trimestral até que o cenário desejado se concretize, quando então o investidor é remunerado. Se até o vencimento não houver alta, o investidor recebe o dinheiro de volta.
Também dá para diversificar em mercados muito específicos, do seu interesse pessoal, como um fundo que invista em empresas que desenvolvem equipamentos de saúde - algo que pode atrair, por exemplo, médicos investidores.
Ou ainda em ações de empresas sustentáveis, algo que pode ser interessante para quem quer apoiar a causa ambiental.
As estratégias dos COE são fruto da análise do banco emissor. Para a instituição financeira, é interessante acertar as projeções para fidelizar os clientes e continuar captando recursos.
Emissor e distribuidor são remunerados quando o investidor aplica no COE, mas eles não ganham nada a mais se a estratégia der errado. Pelo contrário, se as análises falharem com frequência, é provável que percam clientes, insatisfeitos por não terem retorno.
Investir em COE, portanto, também é uma maneira de aproveitar a expertise de uma grande instituição financeira, com aplicações a partir de algumas centenas de reais.
“A gente sempre tenta colocar nas emissões alguma inteligência, alinhando o que a casa acha do cenário macroeconômico e do momento de mercado para montar COE com grandes chances de dar um resultado positivo”, observa Eduardo Pais de Barros, do BTG.
Não são só os clientes da área de wealth do banco que podem investir em COE. No BTG Pactual Digital, os valores para aplicar nesses títulos partem de R$ 300. Há, no mercado, COE de aplicação inicial mínima de apenas R$ 1 mil, R$ 3 mil ou R$ 5 mil.
O COE é um produto que divide opiniões. Conversei com um amigo que é agente autônomo e adora COE.
Claro que você poderia dizer que ele tem todo o interesse do mundo em dizer isso, afinal, ele vende o produto a seus clientes. Mas ele gosta de investir em COE seus próprios recursos, e eu sei que ele tem um perfil bastante conservador.
Já Alexandre Amorim, da Par Mais, é bem reticente em relação ao COE. “Fiz poucas vezes, para investidores específicos. Por exemplo, que já tenham patrimônio relevante e investimento no exterior. Às vezes é melhor para ele investir em COE e ganhar três, quatro vezes o rendimento de um grande fundo estrangeiro do que entrar no fundo diretamente. Mas eu coloco tipo 1% do patrimônio do cliente num produto desses”, diz.
Sua maior ressalva em relação ao produto é a baixa liquidez. “O dinheiro pode ficar travado por muito tempo e, nesse período, muita coisa pode acontecer. No caso de um COE referenciado em um fundo, pode haver, por exemplo, mudança de gestor. Esse é o tipo de coisa que poderia me motivar a sair de um fundo, mas em um COE eu não tenho essa mobilidade”, explica.
Para quem pensa em investir em COE, é importante entender não só o custo de oportunidade e o risco de perder para a inflação, como também esse risco de não poder acessar os recursos a qualquer momento. Ter uma boa reserva de emergência em investimentos de alta liquidez é fundamental.
“Os investidores muitas vezes ficam um tempão sem mexer na carteira. Mas quando existe a possibilidade de ficar com o dinheiro ‘preso’, eles ficam incomodados. Além disso, acabam errando as próprias previsões. Dizem que determinada quantia é para o longo prazo, mas dali a seis meses resolvem reformar a casa ou comprar uma lancha e precisam resgatar. Vejo muito isso acontecer”, diz Amorim.
Há processos e investigações envolvendo a Ambipar, Banco de Santa Catarina, Reag Investimentos, Reag Trust e outras empresas conectadas ao caso
Enquanto a Lotofácil tem vencedores praticamente todos os dias, a Mega-Sena pagou o prêmio principal apenas uma vez este ano desde a Mega da Virada.
Cidade do interior de Minas Gerais ficou conhecida por ser o ‘Vale da Eletrônica’ no Brasil
Autores de um novo estudo dizem que as bulas das estatinas deveriam ser alteradas para refletir a conclusão
Expectativa com o lançamento do GTA 6 reacende debate sobre reprecificação no mercado de games; produtora ainda não divulgou o preço oficial.
Confira como os rendimentos variam entre os estados e onde estão as melhores e piores remunerações do país
Lotofácil não foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira, mas foi a que deixou os sortudos mais próximos da marca de R$ 1 milhão.
Ranking avalia desempenho ajustado ao risco em três anos e mostra preferência crescente do investidor por estratégias mais previsíveis
Certame oferece oportunidades para níveis fundamental, médio e superior; provas estão previstas para abril
Crianças da Lapônia, região situada no Círculo Polar Ártico, salvam a língua sámi de Inari da extinção
Bolada da Mega-Sena que será sorteada nesta terça-feira (24) teria potencial de gerar ganhos milionários mesmo em investimentos conservadores
Mpox registrou 1.056 casos confirmados e dois óbitos relacionados à doença no Brasil em 2025
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Lotomania e a Lotofácil são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (23); confira os valores.
Elon Musk, homem mais rico do mundo e dono da SpaceX e Tesla, afirma que quer construir os centros no espaço, com uso de energia solar
A competitividade dos produtos brasileiros vai aumentar, na visão do vice-presidente. “Algumas indústrias, se não exportarem, não sobrevivem”, disse
Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que até 22% dos empregos atuais serão impactados até 2030, com profissões qualificadas também na linha de corte
“Sei que os EUA têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos outra Guerra Fria”, declarou Lula, em viagem à Índia
A sobretaxa comercial será aplicada contra os países que “têm explorado os EUA por décadas”, escreveu Trump
Preços mundiais do cacau despencaram na última semana; veja como ficam os preços dos ovos de Páscoa
O sorteio de hoje (21) paga mais; entenda o adicional de final cinco e como concorrer a essa bolada