A nova maneira que os milionários encontraram para gastar as suas fortunas
O padrão de consumo dos magnatas deixaram o conceito de riqueza em uma caixinha bem distante do luxo

O significado de ser milionário esbarra na boa e velha ideia de ostentação e de consumo de artigos de luxo - como um relógio Rolex ou aquela bolsa exclusiva da Chanel -, certo? Errado!
Novidades no padrão de consumo da parcela mais endinheirada da população colocaram o conceito de riqueza em uma caixinha (bem) distante do luxo. Uma reportagem do site Business Insider mostra que as pessoas milionárias dos Estados Unidos estão gastando mais em itens como educação, saúde, aposentadoria, segurança e privacidade do que nas tradicionais Ferraris e nos iates modernos.
Trata-se de um verdadeiro abandono dos bens materiais na busca pelo exclusivo no campo imaterial. A escritora Elizabeth Currid-Halkett, que lançou o livro "The Sum of Small Things: A Theory of an Aspirational Class." (A Soma das Pequenas Coisas: Uma Teoria de uma Classe Aspiracional), defende a ideia de que mostrar riqueza não é mais o caminho para significar riqueza.
O luxo agora é para todos
Um dos principais fatores que levou a essa mudança de postura foi a expansão do mercado de luxo para as classes menos ricas. A ideia de que um indivíduo hoje pode comprar o mesmo Rolls-Royce que o magnata tornou esse tipo de comércio menos atrativo.
Em resumo, abriu-se uma janela enorme de buscas por itens que trouxesse de volta o padrão exclusivo desses milionários. A solução então foi encontrar artigos que custassem muitas vezes mais do que qualquer bolsa ou relógio que um consumidor de renda média possa comprar. Onde estariam esses artigos? No mundo imaterial.
Currid-Halkett chamou esse processo de atalho para a elite valorizar seu "capital cultural", reproduzindo privilégios de uma maneira que o luxo ostentando não poderia. Segundo a escritora, exibições de conhecimento expressam muito bem esse capital cultural.
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A boa e velha educação
Com essa ideia de expandir o capital cultural, restou aos milionários saídas tradicionais, como a educação. O investimento em um ensino de primeira linha é uma das maneiras pelas quais os ricos agora estão mostrando sua riqueza. Nesta conta entram desde viagens enriquecedoras a Galápagos até a escolha de pré-escolas de alto nível para as crianças. Para se ter uma ideia, em 2014, os 1% mais ricos dos EUA gastaram 860% mais do que a média nacional em educação.
E vale uma nota de que os filhos não são os únicos beneficiados por essa filosofia. Os próprios milionários investem em seus conhecimentos pessoais - tudo isso regado a bons (e caros) cursos especializantes.
Todos para a academia!
Ter (e exibir) o corpo em forma também foi um dos itens que ganharam status de riqueza. Frequentar as melhores academias da cidade entrou na lista de desejos do 1% mais rico da população e, segundo a Business Insider, alguns nova-iorquinos ricos chegam a pagar até US$ 900 por mês por uma academia em Manhattan. E para turbinar o status exclusivo, um rigoroso processo de inscrição, com entrada privada e estúdio de conteúdo para influenciadores de mídia social.
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