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Hamilton Mourão tem colhido os louros de uma bem-sucedida agenda de reuniões com executivos
O general Hamilton Mourão caiu no gosto do mercado financeiro. O provável futuro vice-presidente cumpriu uma bem-sucedida agenda de reuniões com executivos, que tem rendido ecos.
"Ele é inteligente e mais centrado do que o Bolsonaro", disse para mim um executivo de um grande banco que preferiu não ser identificado, enfatizando sua capacidade intelectual: "chegar a general exige uma formação sólida". Segundo ele, o consenso entre os sócios do banco depois de um encontro a portas fechadas foi que Mourão surpreende.
Ontem, em um jantar que reuniu o alto escalão do mercado, ouvi até mesmo de um economista bastante preocupado com o futuro político e econômico do país sob Bolsonaro, algo na mesma linha: "nas reuniões com o mercado, o general tem se mostrado melhor do que as pessoas pensam".
Em conversas a portas fechadas, segundo ouvi de uma fonte, Mourão fala que não se pode fugir da reforma da previdência o quanto antes e também defende investimentos em infraestrutura. "Pressionado, em coletivas, ele fala umas besteiras, mas quem não tem um tio mais velho que fala coisas retrógradas? E você não gosta menos dele por causa disso", disse.
Parece que Mourão tem de fato conseguido derrubar uma primeira má impressão. Quando o nome dele foi anunciado como vice de Bolsonaro, nas rodas de mercado o comentário era a decepção quanto à não escolha de Luiz Philippe de Orleans Bragança. Comenta-se que o recém-eleito deputado federal por São Paulo é cotado para o Ministério das Relações Exteriores (você pode ler uma conversa dele com o Seu Dinheiro aqui).
Cumprida a missão, o general tem ficado mais quieto nos últimos dias. Não gosta de falar no assunto publicamente, mas pelo que se conta embarcou em outra lua de mel: com uma tenente-coronel do exército, com a qual empreende seu segundo casamento.
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