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Grupo vem passando por diversos problemas de gestão desde que a gestora GWI, de Mu Hak You, assumiu o comando

A nova gestão da Gafisa tem plano de gerar valor para a incorporadora no longo prazo, de acordo com a executiva Ana Recart, que assumiu o posto em outubro, por indicação da principal acionista, a gestora GWI, do investidor Mu Hak You.
“Não vamos fechar capital nem liquidar (a Gafisa). Nosso compromisso é no longo prazo”, afirmou.
A GWI, conhecida por comprar brigas ao investir em grandes empresas, como ocorreu na Saraiva, tem 48,7% na incorporadora. Na Gafisa, a estratégia não foi diferente: o grupo destituiu o conselho de administração e a direção executiva, ocupando esses postos com pessoas de confiança de Mu Hak. Recart era presidente da GWI Real Estate, braço destinado ao setor imobiliários.
Em seguida, a GWI deu início a um plano de reestruturação na Gafisa baseado em profundos cortes de custos, o que envolveu demissão de cerca de metade dos funcionários, fechamento do escritório no Rio, postergação de lançamentos, revisão de contratos e suspensão de pagamento a fornecedores. “Com a companhia mais enxuta, também estaremos prontos para crescer”, disse Recart.
Nos dois anos anteriores, a companhia já havia passado por uma reestruturação. Mas, ao contrário de outras incorporadoras que já voltaram a crescer, a Gafisa permaneceu com um estoque de imóveis e endividamento elevados. A sua relação entre dívida líquida e patrimônio chegou a 87,8% no fim do terceiro trimestre, um dos mais altos do setor.
Apesar disso, a nova presidente ressaltou que está otimista. Na sua avaliação, a empresa é viável e tem ativos suficientes para cobrir seus compromissos financeiros, sem necessidade de renegociar dívidas ou passar por nova injeção de recursos.
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Recart diz que a empresa tem R$ 3,4 bilhões em ativos, para uma dívida de R$ 960 milhões. “Para fazer frente a essa dívida e para que a companhia volte a crescer, nossa primeira medida foi um ‘turnaround’ (reestruturação dos negócios).”
A companhia também levou a cabo, mesmo com o caixa baixo, um programa de recompra de ações. A presidente da Gafisa defendeu a medida: “Mostra que confiamos na empresa.” Para pagar a conta, ela disse que a companhia poderá vender cinco terrenos no Rio, cidade onde não pretende mais atuar.
Recentemente, a incorporadora voltou a atrasar pagamentos a fornecedores, suspendendo lançamentos e demitindo centenas de funcionários.
*Com Estadão Conteúdo
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