Menu
2018-10-03T06:57:46-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Rumo incerto

O que pensam Haddad e Bolsonaro sobre o futuro da Embraer

Palácio do Planalto deve dar veredito final sobre o negócio entre Embraer e Boeing nos dias seguintes ao segundo turno

3 de outubro de 2018
6:57
Avião
Imagem: Shutterstock

Os líderes na disputa eleitoral têm visões opostas sobre o futuro da Embraer. A equipe de Jair Bolsonaro (PSL) indica nos bastidores que, em caso de vitória, avaliará as condições do acordo com a norte-americana Boeing, mas já trabalha com estudo técnico que defende que a união das duas é “imprescindível” para a sobrevivência da fabricante brasileira. Se eleito, Fernando Haddad (PT), por sua vez, promete questionar o acordo e “tomar todas as medidas jurídicas” para preservar o interesse da Embraer.

A expectativa é de que o Palácio do Planalto dê a palavra final sobre o negócio entre Embraer e Boeing nos dias seguintes ao segundo turno. Detentor de uma ação especial na empresa brasileira - a chamada golden share -, o governo precisa dar aval para que as duas companhias prossigam nas negociações para criar uma terceira empresa controlada pelos norte-americanos dedicada à aviação comercial e também para uma parceira dedicada à comercialização do novo cargueiro brasileiro KC-390.

Sinal verde

Em caso de vitória, Bolsonaro indica que dará sinal verde para que o governo Michel Temer dê aval ao negócio, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, do Estadão. Apesar de o tema encontrar resistência em alguns setores militares, a equipe do candidato do PSL defende essa decisão com base em um estudo técnico preparado por especialistas, entre eles o ex-presidente da Embraer Ozires Silva, um dos grandes entusiastas do negócio.

Ozires classifica o acordo como “imprescindível” para o futuro da Embraer diante da concorrência após a união da maior concorrente da Boeing, a europeia Airbus, com a grande competidora da Embraer, a canadense Bombardier. Com esse fortalecimento dos concorrentes e a entrada da China no mercado de aviação regional, o estudo entregue a Bolsonaro defende que é “inevitável” que a brasileira se associe a uma empresa maior para ganhar musculatura.

Sobre a preocupação de setores das Forças Armadas, prevalece a percepção de que este seria um negócio “de mercado” e que questões estratégicas seriam preservadas com a separação do negócio de defesa da Embraer, que continuaria com os brasileiros e com poder de veto do governo.

Sinal vermelho

Eventual governo Haddad, ao contrário, tentaria barrar ou até reverter o negócio. A campanha do ex-prefeito informou que “irá tomar todas as medidas jurídicas para preservar os interesses nacionais” na Embraer. A equipe de Haddad avalia como “ilegítima” eventual decisão do governo Temer com o negócio - decisão classificada como uma “entrega da Embraer para a Boeing”.

O tom contra o negócio é um pouco mais duro que o observado no fim de setembro, quando o candidato petista visitou o berço da Embraer, no interior paulista. “O chamado ato jurídico perfeito vamos respeitar, como sempre respeitamos. Se houver possibilidade jurídica de reversão, com certeza faremos”, disse em entrevista coletiva à imprensa em São José dos Campos (SP), em 20 de setembro, ao ser questionado sobre como encararia a união das duas companhias.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

balanços 3º tri

Hypera Pharma atinge maior receita da história e lucro cresce 29,4% no terceiro trimestre

Além da evolução de dois dígitos no segmento de ‘sell-out’ (vendas em farmácias), o período também fechou a conclusão de dois grandes negócios para a Hypera Pharma

Mudanças no time

BB Seguridade anuncia Marcio Hamilton Ferreira como novo diretor-presidente

Ferreira é graduado em Administração de empresas e desde janeiro ocupava o cargo de Diretor-Presidente da Brasilprev, empresa investida da BB Seguridade.

Multa de US$ 40 milhões

Justiça dos EUA aprova acordo para encerramento de ação coletiva, diz BRF

A empresa pagou a quantia de US$ 40 milhões para encerrar todas as demandas pendentes e que possam vir a ser propostas por pessoas ou entidades

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Um grande passo para a Arezzo

A Arezzo, rede de lojas de calçados femininos presente em boa parte dos shoppings brasileiros, abriu o capital na bolsa em 2011. Se você buscar no Google, provavelmente vai encontrar a matéria que eu escrevi na época sobre o IPO da empresa. Eu inclusive estive na sede da antiga BM&FBovespa (atual B3) na manhã do […]

fechando a conta no azul

Perdeu, mas ganhou: Ibovespa tem correção e cai, mas termina semana em alta; juros disparam com inflação

Índice não conseguiu manter toada positiva vista em outros dias e recuou com quedas de bancos e Petrobras; dólar sobe com inflação maior à vista

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies