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Acordo entre as fabricantes de aeronaves está empacado há meses à espera do aval do governo brasileiro
Se tem uma empresa que espera ansiosamente por sinais do novo governo, essa empresa é a Embraer. Isso porque o acordo de compra da companhia pela Boeing está empacado há meses e depende do aval do governo para seguir em frente. A União detém uma golden share e tem poder de veto nas decisões da fabricante brasileira.
Mas nesta quinta-feira, 1º, o presidente eleito Jair Bolsonaro trouxe um certo alívio para a ansiedade da companhia ao afirmar que vai "avalizar" o acordo entre a Boeing e a Embraer. Durante a campanha eleitoral, ele já tinha sinalizado que pretendia ir adiante com a negociação. Apesar de vago, a nova declaração é um primeiro passo para que o negócio caminhe.
Mal foi eleito e Bolsonaro está criando uma moda de voltar atrás nas suas decisões polêmicas. A bola da vez ficou com a proposta de fusão entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura. Na mesma entrevista coletiva que acenou para a Embraer, o presidente eleito disse que as duas pastas vão permanecer como ministérios distintos após a reforma administrativa que ele propõe.
"Nós tínhamos uma ideia inicial, mas agora, pelo que tudo indica, Meio Ambiente e Agricultura serão ministérios distintos", Jair Bolsonaro.
O capitaõ disse ainda que, se mantiver o ministério do Meio Ambiente, a pasta será comandada por "alguém voltado para a área, sem ser xiita". A expressão é a mesma usada por ele na semana passada, quando em transmissão ao vivo para redes sociais havia dito que poderia desistir da fusão do órgão com a Agricultura.
Para o presidente eleito, o Brasil é o país que "mais protege" o meio ambiente. "O que a gente defende é não criar dificuldade para o nosso progresso", comentou.
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*Com Estadão Conteúdo.
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