🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Entrevista

‘Não podemos ignorar tamanho do desafio fiscal’, diz Guardia

Ministro da Fazenda fez um alerta de que não adianta repassar mais dinheiro para os Estados sem ter a contrapartida do ajuste fiscal

Estadão Conteúdo
17 de novembro de 2018
12:36 - atualizado às 13:47
Ex-ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. - Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, demonstrou preocupação com a ideia anunciada esta semana de dividir com os Estados o dinheiro a ser arrecadado com o megaleilão de áreas de petróleo previsto para o ano que vem. A proposta foi transmitida aos governadores eleitos na quarta-feira, 14, pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Ele que disse que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, havia se comprometido a estudar a ideia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Guardia, no entanto, não se pode esquecer que a União passa por um problema fiscal gravíssimo, e os recursos do leilão - previstos em cerca de R$ 100 bilhões - já fazem parte da contabilidade da equipe econômica para ajudar a melhorar esse quadro em 2019. "Vamos lembrar que em 2019 temos um desequilíbrio da chamada 'regra de ouro' (que proíbe a União de se endividar para pagar despesas correntes, como salários) projetado de R$ 258 bilhões. E parte da solução para reduzir esse buraco passa pela receita do leilão", disse o ministro.

Ele defendeu que, em vez de dividir o dinheiro com os Estados, sejam repassados aos governadores os recursos destinados ao Fundo Social - que foi criado para receber verba do pré-sal destinada a investimentos em áreas como saúde e educação. A gestão do fundo é de responsabilidade da União. Mas Guardia propõe que o dinheiro do leilão que vai para o Fundo seja repassado depois para os Estados aplicarem diretamente nos seus programas. A proposta de Guardia desvincula, na prática, os recursos do Fundo Social e evita que a União tenha de abdicar de uma fatia do bolo do leilão para os Estados e municípios, o que prejudicaria o seu ajuste fiscal.

Para ele, seria uma forma de descentralizar os recursos - uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro -, mas preservando a situação fiscal da União. Guardia apresentou a ideia a Guedes e ao próprio Eunício em um jantar nesta semana, costurado por ele após o mal-estar criado pelo futuro ministro da Economia ao dizer que era necessário dar uma "prensa" no Congresso para aprovar a reforma da Previdência.

Guardia fez ainda um alerta de que não adianta repassar mais dinheiro para os Estados sem ter a contrapartida do ajuste fiscal, que passa pela questão dos salários dos servidores e das previdências estaduais. "Não adianta jogar mais dinheiro lá para dar reajuste de salários e para continuar aposentando servidor público aos 53 anos", afirmou. Ele lembra que, em 2016, a União foi obrigada, por determinação do Supremo, a renegociar a dívida dos Estados. "Demos suspensão do pagamento. E o que aconteceu? Aumentaram a despesa de pessoal."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Guardia capitaneou o jantar realizado esta semana para aproximar o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). A relação havia ficado tensa após a declaração de Guedes de que era necessário uma "prensa" no Congresso para aprovar a reforma da Previdência.

Leia Também

Para Guardia, essa aproximação era importante por conta da pauta no Congresso até o fim do ano, que inclui o projeto de lei da cessão onerosa e a medida provisória que destrava o leilão da Amazonas Energia. Guardia deu a seguinte entrevista ao Estadão/Broadcast:

O sr. ajudou a costurar a aproximação do presidente do Senado, Eunício Oliveira, com o futuro ministro Paulo Guedes. A tensão (provocada pelo declaração de Guedes de que era necessário uma "prensa" no Congresso para votar a Previdência) diminuiu?

Eu achei que foi importante fazer isso para tentar restabelecer o bom diálogo, porque senão não conseguiríamos fazer mais nada este ano. Havia uma preocupação porque iríamos mandar as MPs para o setor elétrico, como fizemos. É uma tentativa de viabilizar a privatização da Amazonas Distribuidora. Sem a privatização da Amazonas e da Ceal (de Alagoas), a Eletrobrás não vai mais operar as empresas. Precisávamos ter uma saída para assegurar a continuidade operacional em paralelo ao processo de liquidação da empresa. Era muito importante um canal do Guedes com Eunício sobre a pauta daqui para o final do ano.

O presidente Eunício vai mesmo acelerar a votação do projeto de lei da cessão onerosa (que destrava o leilão de áreas do pré-sal no ano que vem)?

Ele entende a importância. O Guedes enfatizou a importância disso. O ponto que foi discutido é que o Eunício colocou a necessidade de dividir os recursos arrecadados com o leilão com Estados e municípios. O Guedes está aberto a essa discussão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E como seria essa partilha?

Esse é um ponto importante. Falei o seguinte: o Guedes está manifestando aqui uma direção no sentido da maior descentralização dos recursos em favor dos Estados e municípios. Ok. Mas, por outro lado, temos uma problema fiscal gravíssimo na União que não pode deixar se ser levado em conta. Vamos lembrar que, em 2019, temos um desequilíbrio da chamada "regra de ouro" (que proíbe a União de se endividar para pagar despesas correntes, como salários) projetado de R$ 258 bilhões. E parte da solução para reduzir esse buraco passa pela receita do leilão.

O que fazer, então?

Se querem descentralizar recursos, tem de ser preservando a situação fiscal da União. Em vez de dar um porcentual a mais do resultado do leilão aos Estados e municípios, podemos transferir para eles os recursos do leilão que vão para o Fundo Social (um fundo criado para receber parte dos recursos do pré-sal para serem aplicados em áreas como educação e saúde). Esse gasto, que seria feito por meio da União, se transfere para Estados e municípios, para aplicarem diretamente nas ações semelhantes às do fundo social.

Como seria a divisão?

Pela regra, parte do dinheiro do leilão tem de ser transferida para royalties e uma parcela para o fundo social. O resto é da União. A ideia é pegar a parcela dos recursos que iria para o fundo social, e que seria gasto através do governo federal, e transferir esse dinheiro para Estados e municípios. O Guedes está falando em descentralizar. Vamos descentralizar, mas sem piorar a situação fiscal da União. Descentralizar não é aumentar gasto para ninguém.

O que o sr. está querendo evitar com essa proposta?

Que não se gaste além do que já está programado na regra de hoje. É esse o meu ponto. Descentraliza o gasto, mas, do ponto de vista do governo federal, não se gasta a mais. Temos um problema fiscal monumental. E se caminha para a descentralização, que é o que o Guedes quer. Seria neutro do ponto de vista fiscal. Não podemos ignorar o tamanho do problema do desafio fiscal em 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas os Estados não estão numa situação ruim, também?

Divulgamos um relatório esta semana que mostra que o problema dos Estados está no crescimento do gasto de pessoal e de não aprovação da reforma da Previdência. Não adianta jogar mais dinheiro lá para dar reajuste de salários e para continuar aposentando servidor público aos 53 anos. Em 2016, fomos obrigados a renegociar a dívida dos Estados, por uma determinação do Supremo. Demos suspensão do pagamento. E o que aconteceu? Aumentaram a despesa de pessoal. É preciso enfrentar o problema na raiz, que é crescimento de gasto de pessoal ativo e inativo. Não adianta jogar dinheiro sem ter a contrapartida do ajuste.

Qual a solução para o problema dos Estados?

Passar por um controle de pessoal e por uma revisão relevante dos benefícios tributários que continuam sendo dados (pelos Estados para empresas que querem se instalar lá). A perda de arrecadação por conta desses benefícios é muito grande. A guerra fiscal não acabou e tem de ser enfrentada.

Os Estados colocam a aposta do ajuste na securitização de dívida (a transformação das dívidas em títulos públicos para serem vendidas no mercado).

Quem conseguir securitizar e conseguir comprador para o crédito já pode fazer isso hoje. Não precisa mudar nada. Mas não acho que será muito relevante para resolver o problema.

Os Estados querem mudar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O que o sr. acha disso?

Tenho uma enorme preocupação com mudança na LRF. Qualquer mudança tem de ser feita com cuidado, para que não se flexibilizem regras importante de gestão fiscal que temos hoje. Se sabe como começa a discussão, mas não se sabe como termina. Se for para fazer mudanças, há vários ajustes técnicos a serem feitos. O problema é fazer uma proposta para ajuste técnico e acabar saindo com flexibilização da regra de controle fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo Temer vai enviar a reforma do PIS e Cofins ao Congresso?

Para o Congresso, não. O que vamos é apresentar o projeto para o Guedes.

O que o sr. pretende fazer quando deixar a Fazenda?

Vou sair da atividade pública e voltar para o setor privado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CALENDÁRIO BPC

BPC/LOAS começa a ser pago amanhã (2): confira o calendário do benefício de um salário-mínimo

1 de março de 2026 - 11:11

Benefício assistencial começa na segunda-feira (2), seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC

ALÉM DAS PISTAS

De ‘filho do dono’ a ativo milionário: Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja valores e os salários de seus adversários na temporada

1 de março de 2026 - 8:16

Saiba quanto ganham os principais pilotos da F1 em meio a salários, bônus e patrocínios

PAGAMENTOS 2026

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para março de 2026

28 de fevereiro de 2026 - 14:06

Confira datas oficiais de pagamento dos benefícios sociais em março de 2026

BALANÇO DO MÊS

Rali do Ibovespa continua em fevereiro, mas Tesouro Direto acelera e coloca a renda fixa no páreo — na outra ponta, Bitcoin derrete quase 20%

27 de fevereiro de 2026 - 19:01

Bolsa brasileira diminui o ritmo em fevereiro, enquanto a renda fixa se valoriza diante da perspectiva de queda dos juros, e o Bitcoin segue em queda livre

MENOS DENTES, MAIS DINHEIRO

A inflação da fada do dente: uma moedinha já não é mais suficiente

27 de fevereiro de 2026 - 15:30

Crianças norte-americanas estão ‘cobrando’ dos pais uma média de US$ 5,84 por dente de leite, alta de 17% em relação ao ano passado

OLHOS NA SALA

Aspirador de pó espião? Homem assume controle acidental de milhares de equipamentos e expõe risco à privacidade

27 de fevereiro de 2026 - 15:17

Falha em sistema permitiu acesso remoto a mais de 7 mil aparelhos conectados dentro de residências

TRANSIÇÃO CONCLUÍDA

Gás do Povo: Governo prepara-se para implementar fase final do programa sucessor do Auxílio Gás

27 de fevereiro de 2026 - 14:28

Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Calendário do Pé-de-Meia março 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio

27 de fevereiro de 2026 - 10:20

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano

CAÇADORES DE PECHINCHAS

Receita Federal realiza leilão com iPhones baratos e carros a partir de R$ 6 mil; veja como participar

27 de fevereiro de 2026 - 10:18

O certame, marcado para 13 de março, reúne 223 lotes de produtos que vão de eletrônicos a joias, com preços abaixo do mercado

ARRUMANDO A CASA

Vale (VALE3) reforça capital e enxuga estrutura. O que está por trás do movimento de R$ 500 milhões?

27 de fevereiro de 2026 - 9:34

Mineradora capitaliza reservas e incorpora duas empresass em meio a questionamentos do mercado sobre o fôlego das ações VALE3

BRILHOU SOZINHA MAIS UMA VEZ

Lotofácil 3622 paga prêmio milionário em capital; Mega-Sena acumula pelo oitavo sorteio seguido e valor em jogo vai a R$ 145 milhões

27 de fevereiro de 2026 - 6:57

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

‘NO PRECINHO’

Considerada a capital Nacional do Doce, essa cidade já foi uma das mais ricas do Brasil e hoje é a mais barata para se comprar um imóvel

26 de fevereiro de 2026 - 15:36

Uma cidade do interior do Rio Grande do Sul foi considerada uma das cidades mais baratas para se comprar imóveis residenciais

ALÉM DA ORLA

Longe da praia, este é o bairro com o aluguel mais caro do país — e fica ao lado de um dos parques mais visitados da América Latina

26 de fevereiro de 2026 - 15:08

Levantamento aponta mudança no mapa das regiões mais valorizadas do Brasil e revela disparada de preços em área nobre de São Paulo

TOUROS E URSOS #260

Dólar abaixo de R$ 5, juros em queda e Ibovespa caro: esta é a visão da Legacy para 2026

26 de fevereiro de 2026 - 12:45

Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital é o convidado desta semana no podcast Touros e Ursos

SOB PRESSÃO

O rombo de R$ 50 bilhões que abalou o FGC: “É algo novo”, diz ex-presidente do fundo sobre caso Banco Master

26 de fevereiro de 2026 - 10:58

Impacto é mais que o dobro do maior caso da história do fundo, mas Jairo Saddi diz que não há risco sistêmico e defende ajustes sem pressa

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3621 deixa 2 vencedores mais próximos do primeiro milhão de reais; Mega-Sena promete R$ 130 milhões hoje

26 de fevereiro de 2026 - 7:58

Os ganhadores do concurso 3621 da Lotofácil vão embolsar mais de R$ 750 mil, mas as bolas na trave na +Milionária, na Dupla Sena e na Lotomania também chamaram a atenção.

BTG SUMMIT 2026

‘Gosto de ativos em reais. No final das contas vai remunerar melhor do que o dólar’, diz André Esteves ao falar de investimentos em evento do BTG

25 de fevereiro de 2026 - 19:59

Em evento do BTG Pactual, o chairman e sócio sênior do banco indicou quais os melhores ativos para investir neste ano; confira

BTG SUMMIT 2026

Nem bolha, nem catástrofe para os empregos: gestor da Kinea explica o que o mercado ainda não entendeu sobre a inteligência artificial

25 de fevereiro de 2026 - 19:01

Durante evento do BTG Pactual, Marco Freire afirmou que a inteligência artificial deve transformar empregos e investimentos no longo prazo, mas descarta ruptura imediata

PAI DE CRIAÇÃO

Paternidade socioafetiva: entenda a estratégia de homem que reivindica herança em um dos maiores casos do gênero no Brasil

25 de fevereiro de 2026 - 15:40

Após DNA negativo, defesa recorre à tese em disputa bilionária pela herança de João Carlos Di Genio; veja os detalhes

MENOS R$ 1.467 NA CONTA

Lei da CNH fixa multa salgada a motorista que ignorar exame obrigatório

25 de fevereiro de 2026 - 15:02

Penalidade é aplicada automaticamente e pode chegar ao valor de R$ 1.467,35

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar