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Durante transmissão em suas redes sociais, presidenciável voltou a dizer que não vai privatizar bancos públicos e hidrelétrica

O candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, voltou a tocar na ferida que causou 'dores' ao mercado no início desta semana. Em uma transmissão ao vivo no seu Facebook, o presidenciável disse defender a não privatização de empresas estatais "estratégicas". Ele citou Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas como algumas delas das quais não abriria mão.
"Temos 150 estatais. No primeiro ano, umas 50 que foram criadas pelo PT vamos mandar para o espaço. Para outras 50, vai ter que ter critério, um modelo com responsabilidade, talvez uma golden share,", disse Bolsonaro. "O que for estratégico não pode privatizar", repetiu, citando os bancos públicos e a hidrelétrica.
No início desta semana, o mercado financeiro reagiu mal a comentários de Bolsonaro sobre as "estratégicas", cuja manutenção vai na direção oposta da cartilha liberal de seu guru econômico, Paulo Guedes. Entre as mais afetadas pelas declarações, estiveram Eletrobras e a Petrobras, cujos papéis perderam, respectivamente, 9,1% e 3,7% de seu valor na última segunda-feira.
Apesar das discordâncias, o presidenciável negou problemas com Guedes ou com a cúpula do partido. "Não estou batendo de frente com Paulo Guedes de jeito nenhum. Concordo com 90% do que ele diz e ele concorda 90% do nosso lado. Está bem encaminhado esse casamento."
Bolsonaro fez a "live" acompanhado de Luiz Philippe de Orleans e Bragança, eleito deputado federal por São Paulo pelo PSL. Na transmissão, ele não comentou a tentativa do ex-prefeito e candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria, de encontrá-lo esta tarde. Doria viajou ao Rio para ir a casa do empresário Paulo Marinho, onde iria gravar nesta sexta-feira. O presidenciável, no entanto, cancelou a gravação alegando indisposição.
*Com Estadão Conteúdo
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