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Assim como a internet, que transformou completamente o modo como vivemos, o bitcoin tem potencial para transformar a maneira como realizamos pagamentos
O bitcoin tem sido pouco comentado no ano de 2018. Mas, em 2017, ele foi quase uma febre no Brasil e no mundo.
Diante de muita especulação sobre a sua real utilidade, inúmeras opiniões contrárias surgem e deixam as discussões mais turvas.
Apesar do ano ruim para esse mercado, ainda existe muito potencial para o ativo no futuro. É por causa desse horizonte promissor que o bitcoin é um investimento menos arriscado do que você imagina.
Na verdade, o maior risco é você deixar de investir nele.
Mas, antes de começar a te mostrar por que o bitcoin não é um investimento tão arriscado, preciso lançar alguma luz sobre o que é investir pelas suas perspectivas mais comuns.
Quando usamos a palavra “investir” do modo que o mercado financeiro tradicional está acostumado a enxergar, pensamos em aplicar capital hoje para que ele aumente no futuro.
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Por exemplo, se você investe em um negócio, acredita que os lucros mensais somados que ele pode dar no futuro superarão a quantidade investida previamente.
Já se decidiu investir em uma aplicação financeira tradicional de um banco, por exemplo, espera que, ao final do período combinado, receberá tudo aquilo que colocou no início e mais um pouco, os juros.
Esses dois exemplos são apenas alguns do que significa, na prática, investir. E, nos dois casos, existe uma fé, intrínseca ao ato, de que o futuro será melhor.
Afinal, se quem investe em um negócio não estivesse achando isso, provavelmente, optaria por gastar todo o dinheiro hoje em vez de guardá-lo para amanhã.
O mesmo acontece com quem investe pelo banco; se não acreditasse que dali a alguns anos poderia gastar o dinheiro adicionando coisas a sua vida, optaria por satisfazer desejos mais imediatos.
Esta crença, de que o que o futuro nos reserva é muito melhor se comparado ao que vivemos hoje, é muito do que faz o bitcoin ser o investimento que você não pode deixar de fazer se está pensando anos para a frente.
Isso porque estamos tratando de uma nova tecnologia que veio para mudar a forma como transacionamos valores.
E, para mostrar em que reside o poder disruptivo do bitcoin, é preciso entender como ele funciona. Só assim é possível enxergar o tamanho da inovação trazida por essa invenção. Se você ainda tem dúvidas, dá uma olhada neste post.
Sei que isso pode chocar a maioria das pessoas, principalmente aquelas que nunca investiram em bitcoin e acreditam que ele não passa de uma ilusão, mas ele se torna menos arriscado quando pensamos anos ou décadas à frente, como a maioria dos investimentos.
Mesmo assim, me coloco no lugar dos desconfiados, pois a desconfiança é plausível. Afinal, estamos falando de algo totalmente novo e que a maioria das pessoas não consegue entender com clareza e facilidade.
Mas tudo que é novo passa por esse período de medo. Pense no Tesouro Direto, o programa de investimento na dívida pública, criado em 2002.
Hoje, boa parte das pessoas já o entendem como um meio muito conservador de se investir, mas ele gerou desconfiança em boa parte da população por algum tempo.
Lembro que, quando tentava explicar para os meus pais essa modalidade de investimento, eles sequer acreditavam que isso existia.
Foi difícil, mas hoje eles estão entre o 1,5 milhão de cadastrados no Tesouro Direto.
E estamos falando de algo que nasceu em 2002, foi criado dentro do nosso país e em que o governo incentiva as pessoas a investirem.
No caso do bitcoin, estamos falando de uma criação global, sem governo e que surgiu apenas em 2009.
Não é de se admirar que a maioria das pessoas tenham medo de investir em uma modalidade de ativo tão recente e sem incentivo de nenhuma entidade em particular.
Mas aqui vão mais alguns pontos que mostram o seu grande potencial para o futuro, tanto como tecnologia quanto como investimento.
Esse é um dos primeiros pontos que me fazem perceber o poder disruptivo dessa tecnologia.
Assim como a internet não pode ser desligada por nenhum governo ou país, o bitcoin não possui um interruptor que corra o risco de ser acionado pelo poder central de uma nação.
Além disso, nenhuma decisão que é tomada a respeito da evolução do projeto tem o palpite de qualquer governo.
Quem ajuda a sustentar a rede do bitcoin e a registrar as transações no blockchain é quem tem poder de voto sobre os caminhos que essa tecnologia vai tomar no futuro.
Outro ponto que me faz crer que estamos diante de uma nova classe de ativo revolucionária é a total descorrelação do preço do bitcoin com outros ativos.
Isso quer dizer que o bitcoin tem um comportamento próprio em relação a Bolsa de Valores, ouro, dólar ou qualquer outro ativo do mercado financeiro.
Diferentemente do que vemos no mercado tradicional, em que grande parte dos ativos está correlacionada positiva ou negativamente, o bitcoin não responde à volatilidade de outros ativos.
Isso implica que possui-lo pode ser uma boa oportunidade de ter um ativo que não se afeta pelo que acontece no Brasil e ao redor do mundo no mercado financeiro tradicional.
Diferente de tudo aquilo que já vimos até o momento, o bitcoin é um investimento que, legalmente, nenhum banco ou instituição financeira regulada pode fazer.
Isso porque todo mercado novo e de alto potencial de crescimento foi primeiramente dominado pelo setor financeiro e depois ficou disponível para as pessoas comuns investirem.
Pense na quantidade de empresas de tecnologia que primeiro passaram por grandes rodadas de investimento lideradas por fundos de capital de risco para só posteriormente fazerem seus IPOs para o grande público.
Esse é o primeiro momento na história recente em que as pessoas comuns puderam passar na frente de investidores profissionais e fundos de investimentos.
Quando citei o exemplo da internet, foi apenas para ilustrar, com um dos acontecimentos mais conhecidos e recentes da nossa história, como uma tecnologia disruptiva surge e toma conta de tudo o que fazemos.
Acredito que, da mesma forma, toda a categoria de investimento que veio com o bitcoin chegou para ficar e trazer inúmeras outras disrupções para os mercados em que estiverem inseridas.
Por isso, a visão de que um dia estaremos utilizando tanto criptomoedas como o blockchain para resolver problemas do dia a dia é algo cada vez mais próximo.
É com base nisso que considero que o arriscado para qualquer investidor que conheceu o bitcoin e o entendeu minimamente é ficar de fora desse investimento.
Óbvio que não estou sugerindo que você corra para o seu banco ou corretora, retire todo o seu dinheiro investido em títulos conservadores e os ponha em bitcoin.
Minha ideia é que você tenha pelo menos um pequeno percentual de exposição a esse ativo, e não que tenha 100% do seu patrimônio em criptomoedas.
Uma pequena dose de bitcoin já vai fazer você tirar proveito do futuro promissor que essa tecnologia nos reserva.
Por isso, nunca invista aquilo que não pode perder e não aloque mais do que 5% do seu capital disponível para investimentos.
Com essas regras de ouro, você pode entrar nesse mercado da maneira mais segura possível, focando no seu futuro, sem comprometê-lo de forma alguma.
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