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Fluxo cambial mostrou firme saída na conta financeira, mas isso não fez preço no mercado
Pela segunda semana consecutiva a saída de dólares superou a entrada no mercado físico de moeda do Brasil. Segundo o Banco Central (BC), o fluxo cambial foi negativo em US$ 2,120 bilhões na semana passada.
Com isso, o resultado do mês cai para magros US$ 151 milhões positivos, mas no ano a sobra é de US$ 18,2 bilhões, contra US$ 8,758 bilhões em igual período do ano passado.
A saída ficou concentrada na conta financeira, que capta investimentos e movimentações de mercado, com retirada de US$ 2 bilhões na semana encerrada dia 19. A conta comercial também foi negativa, mas em apenas US$ 118 milhões.
Evidenciando que fluxo não faz preço na conjuntura atual, a quarta-feira, dia 17, teve saída líquida de US$ 1,320 bilhão, e foi justamente nesse dia que o dólar comercial perdeu a linha de R$ 3,70 e foi testar o patamar de R$ 3,66, antes de fechar a R$ 3,6852, menor cotação desde maio. No acumulado da semana, o dólar perdeu 1,3%.
A formação de preço segue atrelada à questão eleitoral e ao comportamento do mercado externo, sendo pouco relevante a movimentação do fluxo cambial efetivo. Por vezes, a expectativa de fluxo tem algum impacto no preço.
Posso parecer repetitivo, mas sempre vale lembrar que a formação de preço do dólar ocorre no mercado futuro, onde os investidores montam apostas direcionais e protegem suas exposições. Isso acontece em função das limitações para diversos tipos de operação com moeda à vista.
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Não por acaso, na mesma quarta-feira, dia 17, foi registrada uma grande redução de posição comprada, na casa de US$ 1,2 bilhão, por parte do investidor estrangeiro.
No entanto, entre segunda e terça-feira desta semana, os estrangeiros remontaram a posição que tinham desfeito em parte da semana passada, somando mais de US$ 1,2 bilhão em contratos de dólar futuro e cupom cambial (DDI – juro em dólar).
Assim, a posição comprada do gringo, que pode ser vista como uma aposta de alta no dólar, subiu a R$ 38,4 bilhões, uma das maiores do mês e entre as maiores do ano.
Na ponta de venda estão os bancos e investidores institucionais (fundos de investimento). Os bancos estão vendidos em US$ 16,9 bilhões, e os fundos em US$ 23,6 bilhões.
Ao longo do mês os bancos vêm reduzindo o tamanho da posição vendida, que tinha encerrado setembro acima de US$ 22 bilhões. Já os fundos chegaram a registrar uma posição de US$ 12 bilhões no começo do mês.
No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%
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