Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Dívida Pública

Estrangeiro voltou, mas sem muito entusiasmo

Depois de dois meses de saques, não residente retomou a compra de dívida pública

Eduardo Campos
Eduardo Campos
26 de novembro de 2018
11:45
Coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital, comenda os dados da dívida pública - Imagem: Gustavo Raniere/MF

O investidor estrangeiro foi comprador líquido de dívida pública brasileira no mês de outubro, algo que não acontecia desde julho. No entanto, o montante foi tímido, na casa dos R$ 10 bilhões, ante uma saída de quase R$ 30 bilhões nos últimos dois meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com essa compra, a fatia do não residente na dívida pública subiu de 11,7% para 12%, ou o equivalente a R$ 433 bilhões. O percentual, no entanto, segue oscilando entre os menores desde 2011.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital, o mês de outubro foi de aversão a risco para mercados emergentes, mas o Brasil se destacou por uma performance melhor que a apresentada pelos seus pares.

“Aqui houve redução das incertezas eleitorais e isso provocou redução das taxas longas”, disse Vital.

Segundo Vital, é natural que haja fluxo de não residente para o país quando há redução na percepção de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia Também

Olhando o comportamento dos demais detentores, todas as principais categorias reduziram participação. Os fundos de investimento de 26,14%, para 25,99%, ou R$ 941 bilhões. As instituições de previdência diminuíram de 25,35%, para 25,29%, ou R$ 916 bilhões. E as instituições financeiras reduziram a fatia de 22,79%, para 22,66%, o que equivale a R$ 820 bilhões.

Na passagem de setembro para outubro a dívida pública mobiliária federal interna caiu 0,17%, para R$ 3,622 trilhões. A dívida pública total, que inclui a parcela externa, cedeu 0,44%, a R$ 3,763 trilhões. Pela meta do Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida deve encerrar 2018 oscilando entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões.

Ganhos no Tesouro Direto

A melhora na percepção de risco dos investidores resultou em uma queda de 150 pontos-base na curva de juros, movimento muito forte segundo Vital. E esse fechamento da curva proporcionou forte rentabilidade nos títulos do Tesouro Direto, com a maioria dos ativos apresentando rentabilidade superior a 10%. Papéis mais longo chegaram a ter retornos próximos de 20%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda no Tesouro Direto, Vital destacou as compras de até R$ 5 mil, que responderam por 75,2% do total, mostrando a popularização do programa entre pequenos investidores.

 

Estratégia

Agora em novembro, diz Vital, o cenário para emergentes ainda mostra que várias incertezas persistem e reduzem a atratividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Mas de forma geral, no mercado doméstico, não estamos sendo afetados por isso, tanto que a curva de juros tem queda marginalmente”, diz Vital.

Com esse quadro, o Tesouro tem conseguido manter a sua estratégia de emitir prefixados e reduzir a emissão de ativos com taxas flutuantes. Segundo Vital, o Tesouro respeita as condições de mercado.

Outro ponto destaco por Vital é a queda nas taxas dos títulos prefixados. A NTN-F como vencimento em 2019, por exemplo, caiu de 11,79% no fim de setembro para 10,54% no fim de outubro. E na semana passada, a taxa já tinha caído a 9,99%.

“Os prefixados estão abaixo de 10%, algo que não víamos desde abril/maio deste ano”, disse Vital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Emissão externa

Questionado sobre a possibilidade de o Tesouro fazer operação no mercado internacional, Vital explicou que a principal condição é a existência de um mercado bastante favorável para emissão.

O Tesouro faz emissões de caráter qualitativo, ou seja, para ajudar a dar referência de preços ao setor privado nas suas eventuais emissões.

“No cenário emergente, de forma geral, não vemos melhora compatível com uma emissão qualitativa”, disse Vital.

Composição

Dentro da dívida interna, os papéis com taxa flutuante, notadamente as LFTs, indexadas à Selic, ganharam participação, saindo de 35,5% para 36,27%. Já os ativos prefixados, como as LTNs, recuaram de 35% para 33,48%. Os papéis indexados aos índices de preços subiram marginalmente, de 29% para 29,42% no mês passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Carregando a montanha

O Tesouro também atualiza mensalmente o custo de carregar esses trilhões de dívida. O custo médio acumulado em 12 meses foi de 9,74% em outubro recuando de 9,78% em setembro.

A inflação é um dos principais indexadores da dívida pública, assim como a taxa Selic. Então, quanto maior a inflação e maior o juro, mais “cara” a dívida brasileira. Para dar uma ideia, o custo da dívida chegou a ultrapassar 16% no fim de 2015 e começo de 2016. Aqui as taxas de juros reais também importam.

O custo médio de emissão em mercado caiu pelo 25º mês consecutivo e marcou 7,85% no mês passado, menor valor da série histórica iniciada em 2010. O custo de emitir uma NTN-B fechou o mês em 9,6%, acima dos 9,3% de setembro. Mas esse custo já chegou a passar dos 17% no fim de 2015. Já o custo de emissão de uma LFT caiu de 6,67% para 6,56%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

FUSO HORÁRIO COMPLICADO

Esquece o feriado! Por que seu chefe dificilmente vai te dar uma folga nos dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026

27 de março de 2026 - 14:03

Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo

A HISTÓRIA SE REPETE

Lotofácil 3646 paga prêmio milionário no meio da selva (de pedra); Mega-Sena puxa de novo a fila das loterias acumuladas, agora com R$ 40 milhões em jogo

27 de março de 2026 - 6:51

Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

DANOS SOB CONTROLE

De vilão a herói: juros altos devem reduzir o impacto do preço do petróleo na inflação do Brasil, diz Galípolo

26 de março de 2026 - 14:29

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã

PESQUISA ATLASINTEL/BLOOMBERG

STF, Congresso e governo Lula estão envolvidos com o escândalo do Banco Master? Mais da metade dos brasileiros acredita que sim

26 de março de 2026 - 13:43

Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Selic com freio de mão puxado? A mensagem do IPCA-15 e das projeções de inflação do BC sobre o corte de juros

26 de março de 2026 - 13:04

O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira

IMPARÁVEL

Ninguém segura a Lotofácil: concurso 3645 faz mais um milionário; Mega-Sena 2989 retoma o topo do pódio dos prêmios mais altos do dia

26 de março de 2026 - 6:55

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

RALI COM CONTORNO ESTRUTURAL

Após a disparada do petróleo, as commodities agrícolas são o próximo front da guerra — saiba como surfar o novo ciclo

25 de março de 2026 - 19:36

Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento

Mudanças na CNH

CNH se adapta à era dos carros elétricos: projeto de lei autoriza habilitados na categoria B a conduzirem automóveis mais pesados do que antes

25 de março de 2026 - 15:20

Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH

ISSO NUNCA ACONTECEU

‘Pix suspenso’ é fake news; o que acontece quando você não consegue transferir ou pagar pelo seu banco

25 de março de 2026 - 15:05

Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso

TOUROS E URSOS #264

Tinha uma guerra no meio do caminho: é hora de adequar a carteira ao ciclo de queda da Selic?

25 de março de 2026 - 14:30

Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais

DINHEIRO PARA EXPORTAR

R$ 15 bilhões na mesa: governo reforça crédito para empresas exportadoras em meio à tensão global e guerra no Irã

25 de março de 2026 - 11:28

Nova etapa do Plano Brasil Soberano tem um impacto potencial sobre indústria e pequenas e médias empresas (PMEs)

NA MIRA

Fraudes de até R$ 500 milhões: PF mira CEO da Fictor em operação contra esquemas milionários — e ligação com Comando Vermelho entra no radar

25 de março de 2026 - 10:33

Investigação aponta uso de empresas de fachada, funcionários de bancos e conversão em criptoativos para ocultar recursos

PRESSÃO DE LULA?

Petrobras (PETR4; PETR3) avalia recomprar refinaria de Mataripe do fundo árabe Mubadala; entenda o que está em jogo

25 de março de 2026 - 10:13

A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3644 paga prêmio milionário na unidade da federação de maior renda do país; Mega-Sena puxa a fila das loterias acumuladas

25 de março de 2026 - 6:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira (24). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 32 milhões hoje.

POLÍTICA MONETÁRIA

Sinal verde para a Selic: o segredo escondido na ata do Copom que abre as portas para cortes de 0,50 pp nos juros

24 de março de 2026 - 13:30

A guerra no Oriente Médio é a principal pedra no caminho de uma política monetária mais flexível daqui para a frente

Remédio no carrinho

Nimesulida, dipirona, tadalafila e outros remédios ao lado do leite, da carne e do café? Campeões de vendas nas farmácias agora chegam aos supermercados, mas com regras claras

24 de março de 2026 - 13:27

Consumidor poderá comprar medicamentos no supermercado, desde que os remédios estejam dentro de farmácias estruturadas no estabelecimento

COPOM

Não é só inflação: veja por que o BC continua cauteloso com os juros e para onde olhará agora

24 de março de 2026 - 10:42

Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia