Menu
2019-04-04T14:01:09-03:00
Estadão Conteúdo
Delação dos Batista

A CVM não quis saber de negociação com a JBS

Comissão rejeitou a proposta de Wesley e Joesley Batista para colocar fim a três processos contra JBS, Seara, Eldorado, J&F Investimentos e sete conselheiros

26 de setembro de 2018
15:16 - atualizado às 14:01
Joesley Batista é do grupo de acionistas controladores da JBS
CVM avaliou que os três casos devem ir a julgamento devido à gravidade das condutas e aos impactos causados - Imagem: Lula Marques/Agência PT

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou na terça-feira, 25, a proposta de termo de compromisso dos controladores da JBS Wesley e Joesley Batista. Junto com a empresa, a holding FB Participações, as controladas Seara, Eldorado e J&F Investimentos e sete conselheiros e executivos das empresas, eles haviam proposto pagar R$ 184 milhões para encerrar três processos sancionadores ligados a fatos levantados após a delação premiada dos dois irmãos se tornar pública.

A diretoria colegiada avaliou que os três casos devem ir a julgamento devido à gravidade das condutas e ao dolo e impactos causados.

Aceitou, porém, o pagamento de R$ 1,250 milhão por Wesley, pelo diretor de Relações com Investidores da JBS, Jeremiah Alphonsus O'Callaghan, e por seis conselheiros da empresa acusados de não divulgar tempestivamente fato relevante sobre os planos de reorganização societária da JBS nos Estados Unidos.

Os três processos que tiveram o termo de compromisso negado apuram a negociação de ações da JBS de posse de informações privilegiadas (PAS 19957.005390/2017-90) e a compra de derivativos de dólar com uso de práticas não equitativas (PAS 19957.005388/2017-11).

Foram negócios realizados no período em que a delação premiada dos dois irmãos no âmbito da operação Lava-Jato se tornou pública. Apura ainda o descumprimento do dever fiduciário dos administradores entre 2013 e 2017 (PA 19957.001225/2018-40), a partir de informações levantadas no processo de apuração dos outros casos.

O colegiado acompanhou o entendimento do Comitê de Termo de Compromisso (CTC), órgão responsável por negociar os acordos.

No parecer, o CTC afirma que o dano e o impacto das condutas "transcenderam o âmbito do mercado de capitais". Já no caso em que aprovou o acordo, o comitê entendeu que não tinha relação direta com a delação celebrada pelos irmãos Batista.

Agora, os casos serão levados a julgamento.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

FALTA DE PATRIOTISMO?

O Brasil é mesmo o pior país emergente para se investir?

A Bolsa russa cai 15% no ano, a mexicana 29% e a brasileira cai impressionantes 39%, todos em dólares.

Em 2009

Carlos Bolsonaro comprou imóvel por preço 70% abaixo do fixado pela prefeitura

A prática não é ilegal, mas costuma despertar suspeitas – por possibilitar, em tese, pagamentos “por fora”, sem registros oficiais.

Em expansão

E-commerce, mercado financeiro e delivery puxam contratações de executivos

Segundo dados do LinkedIn, houve 1.269 movimentações para cargos executivos entre março e agosto, 80% delas foram para esses setores.

Judiciário

Celso de Mello antecipa saída e acelera sucessão no STF

Com saída, abre-se a primeira vaga para indicação do presidente Jair Bolsonaro.

Mais lidas

MAIS LIDAS: De bolso cheio para brigar contra todos

Na semana em que o Seu Dinheiro completou dois anos no ar, refleti sobre quanta água rolou em tão pouco tempo. Foram muitos acontecimentos relevantes para os mercados, como eleição presidencial, guerra comercial de China e Estados Unidos, aprovação da Reforma da Previdência e a chegada do coronavírus. A Julia Wiltgen levantou o ranking de […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements