🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Crédito subsidiado

Sabe quanto o ‘bolsa empresário’ contribuiu para o investimento no país? Zero

A conclusão é de um estudo publicado pelo Ipea. A estimativa é que o custo de programas como o PSI supere os R$ 300 bilhões. Isso considerando só o dinheiro que saiu dos nossos impostos para bancar as taxas de juros camaradas às empresas

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
24 de outubro de 2018
12:27 - atualizado às 14:13
BNDES
Subsídios dos empréstimos concedidos pelo BNDES serão pagos por nós até 2060Imagem: Shutterstock

Para um programa batizado oficialmente de Programa de Sustentação do Investimento (PSI), o mínimo que se esperava era que pelo menos ele cumprisse esse objetivo. Mas a política de concessão de empréstimos pelo BNDES a taxas subsidiadas - mais conhecida como “bolsa empresário” - não só não contribuiu para a taxa de investimentos da economia brasileira como pode até ter atrapalhado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A conclusão é de um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A estimativa é que o custo de programas como o PSI seja da ordem de R$ 300 bilhões. Isso considerando só o dinheiro que saiu dos nossos impostos para bancar as taxas de juros camaradas aos empresários. Essa conta, que equivale a dez vezes o orçamento anual do Bolsa Família, ainda está em aberto e só será quitada definitivamente em 2060.

Os efeitos do uso do BNDES e dos demais bancos públicos para estimular a economia são amplamente debatidos entre os economistas. Como repórter que cobre o mercado de capitais, acompanhei esse tema de perto. Ate porque me cansei de assistir a empresas com plenas condições de captar recursos de investidores recorrerem às linhas mais baratas do BNDES.

Isso é ruim por dois motivos. Pelo mau uso do dinheiro público, que poderia ser empregado em áreas mais carentes, como saúde e educação, e por reduzir as opções de investimento disponíveis no mercado. No lugar de pegar dinheiro no BNDES, uma empresa poderia, por exemplo, obter os mesmos recursos com uma emissão de debêntures no mercado.

Com a demanda das empresas suprida pelo dinheiro de investidores como eu e você, o banco de fomento poderia atuar em projetos necessários para o país, mas que não encontram demanda no mercado. Foi isso que aconteceu, aliás, neste ano, quando as captações de recursos no mercado de capitais atingiram R$ 169 bilhões, uma alta de 24%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobe e desce

Os defensores do bolsa empresário defendem que os empréstimos baratos concedidos pelo BNDES estimularam a geração de empregos e os investimentos na economia. Então, vamos à história. O PSI foi criado em julho de 2009, ainda no meio da hecatombe provocada pela crise financeira internacional. Mas o que deveria ser apenas uma saída emergencial até o restabelecimento do canal do crédito na economia durou até o fim de 2015.

Leia Também

No período em que vigorou o programa, o BNDES manteve uma média de R$ 234 bilhões em empréstimos ao ano, em valores corrigidos pela inflação. O início do PSI coincidiu com um forte aumento no nível de investimentos em relação ao PIB, o que deu a sensação de sucesso da política.

Mas essa recuperação que ocorreu em 2010 pouco ou nada tem a ver com a atuação do BNDES, segundo Roberto Ellery, professor da Universidade de Brasília (UnB) e um dos autores do estudo, ao lado de Antônio Nascimento Junior e Adolfo Sachsida.

“A taxa de investimentos provavelmente aumentaria nessa época mesmo se não existisse o PSI”, diz Ellery.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam a taxa de investimentos no Brasil com outros 23 mercados emergentes logo após a crise de 2008. E constataram que, na média, houve um desempenho semelhante ao do país. Ou seja, outros países também apresentaram uma recuperação dos investimentos depois da freada na crise financeira.

A principal diferença no comportamento da taxa de investimentos brasileira em relação à média dos outros países foi que, depois da retomada inicial, houve uma forte queda nos anos seguintes, mesmo com o PSI a pleno vapor até 2015.

Os pesquisadores também fizeram um exercício sobre como se comportaria a taxa de investimentos do país sem o bolsa empresário. E concluíram que a trajetória do indicador seria semelhante, e com uma queda até menor nos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para onde foi o dinheiro?

Mas se o bolsa empresário não ajudou a estimular e nem mesmo a sustentar os investimentos, onde todo o dinheiro do programa foi empregado?

O mais provável é que os recursos tenham sido destinados a investimentos que seriam feitos de qualquer jeito, segundo Ellery. Ou seja, a existência ou não do programa não estimulou as empresas a investirem mais.

“O empresário provavelmente apenas substituiu uma fonte de financiamento mais cara por uma mais barata para um investimento que já estava planejado”, diz.

Para o professor da UnB, o programa de empréstimos baratos do BNDES não só não ajudou a fazer o investimento aumentar como pode ser o responsável pela queda verificada nos últimos anos. Isso porque pode ter estimulado uma antecipação de investimentos pelas empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Um empresário do setor de transportes que esperava substituir a frota dentro de cinco anos pode ter antecipado a decisão para se aproveitar das condições favoráveis do financiamento.”

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
POLUIÇÃO SONORA

Cidade brasileira está entre as mais barulhentas do mundo, mas há outras piores; confira ranking

19 de janeiro de 2026 - 7:05

Spoiler: o lugar mais barulhento do mundo não é Nova Iorque nem Tóquio.

COMEÇA HOJE

Caixa inicia hoje o pagamento do Bolsa Família de janeiro; confira o calendário completo

19 de janeiro de 2026 - 5:41

Os repasses seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600, com acréscimos para famílias com crianças, gestantes e adolescentes

ASSINATURA

Ganhos para indústria e suco de laranja, cooperação tecnológica e criação de empregos: quais os impactos do acordo UE-Mercosul

18 de janeiro de 2026 - 16:27

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024. […]

ALGO NÃO CHEIRA BEM

Delegados da PF estão ‘perplexos’ e apontam cenário ‘atípico’ em inquérito do STF sobre Master

18 de janeiro de 2026 - 14:14

Em nota divulgada neste sábado (17), a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”

ENVOLVIMENTO PESSOAL

Caso Master: Transparência Internacional diz que PGR deveria pedir impedimento de Toffoli

18 de janeiro de 2026 - 13:07

O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro é o dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná

FLORESTA NO DESERTO?

A Grande Muralha Verde: China planta floresta em um dos desertos mais inóspitos do planeta

18 de janeiro de 2026 - 12:12

China combate a desertificação do Deserto de Taklamakan com uma mistura improvável de árvores, ciência e megaprojetos de energia solar

COMPRA DA ILHA

Tarifaço pela Groenlândia: Trump anuncia tarifas de 25% para oito países europeus

18 de janeiro de 2026 - 11:02

O presidente norte-americano tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la

MERCADO DE TRABALHO

Quando o anúncio de uma vaga de trabalho é uma roubada? Esses sinais servem de alerta

18 de janeiro de 2026 - 10:15

Antes de se inscrever para centenas de processos seletivos, conheça quais pontos de atenção que podem evitar problemas no futuro

OS DESTAQUES DA SEMANA

Vamos (VAMO3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Hapvida (HAPV3) é a ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

17 de janeiro de 2026 - 17:23

Os investidores acompanharam os novos desdobramentos do caso Master, as atualizações da corrida eleitoral e as publicações de indicadores econômicos

O SOM DO SILÊNCIO

Silêncio! O show está prestes a começar: Cidade do interior de São Paulo é a mais silenciosa do Brasil

17 de janeiro de 2026 - 16:02

Município com pouco menos de 15 mil habitantes segue à risca o limite de 55 decibéis, estabelecido por lei

26 ANOS DE NEGOCIAÇÕES

Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial sem a presença de Lula; entenda o que falta para o tratado valer na prática

17 de janeiro de 2026 - 12:04

A assinatura, no entanto, não faz o acordo valer imediatamente. Após o evento, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país do Mercosul

DINHEIRO DE VOLTA

FGC vai começar a pagar CDBs do Master na próxima semana; veja como solicitar os valores e evitar golpes

17 de janeiro de 2026 - 11:12

Para fugir de criminosos, o FGC alerta que não solicita o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores

LOTERIAS

Máquina de milionários emperrada? Mega-Sena 2960 acumula e prêmio sobe para R$ 41 milhões; confira os sorteios do fim de semana

17 de janeiro de 2026 - 10:03

Enquanto os apostadores se preparam para o sorteio da Mega-Sena, outras quatro loterias também voltam a correr neste sábado

ENTRE POLÊMICAS, RUMORES E INVESTIGAÇÕES

Caso Master: o mapa das conexões entre Nelson Tanure e o banco de Daniel Vorcaro — e o que o empresário nega

16 de janeiro de 2026 - 12:50

Entenda os pontos sob investigação e o que o empresário diz sobre sua relação com o banco

SURPRESA

IBC-Br: Prévia do PIB brasileiro interrompe queda e sobe 0,70% em novembro, acima da expectativa

16 de janeiro de 2026 - 10:19

O indicador da atividade industrial foi um dos que registrou as maiores altas; veja como a divulgação movimenta o mercado hoje

CIÊNCIA

O “sol artificial” da China ajuda a responder uma antiga questão: afinal, entre fusão e fissão nuclear, qual é mais segura?

16 de janeiro de 2026 - 9:49

Entenda como a China está mudando a percepção sobre energia nuclear e explorando novas tecnologias com seu ‘sol artificial’

ONDA DE CALOR

Para fugir do calor: Esses destinos de viagem proporcionam um clima mais ameno, mesmo durante o verão, sem precisar sair do Brasil

16 de janeiro de 2026 - 9:15

Confira os 6 melhores locais para se refugiar das altas temperaturas da estação mais quente do ano

MÁQUINA EMPERRADA

Loterias em manutenção: Lotofácil, Quina, Mega-Sena e demais modalidades emperram; prêmios sobem

16 de janeiro de 2026 - 7:07

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela segunda vez na semana. Com isso, a Quina promete o maior prêmio desta sexta-feira (16).

FORA DO IBOVESPA

IA, robôs, biotecnologia e energia nuclear: como investir nas teses que definirão a economia e o futuro a partir de 2026

15 de janeiro de 2026 - 12:04

Relatório da Global X compilou as tendências globais dos próximos anos e fala como os ETFs podem viabilizar a participação nesses investimentos

LEGADO

Otto Baumgart, o herdeiro discreto que deixou uma cidade como legado na Zona Norte de São Paulo

15 de janeiro de 2026 - 10:55

Avesso aos holofotes, o empresário morreu aos 45 anos após lutar contra um câncer e deixou como último grande projeto a Cidade Center Norte 

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar