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Presidente do BNDES diz que orçamento do Tesouro Nacional não abre espaço para cobrir "subsídios pesados"

O próximo presidente da república herdará um Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) menor e menos capaz de bancar subsídios pesados. Isso é o que disse o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, ao Estado de S. Paulo.
Segundo Oliveira, a reorientação política do banco, conduzida durante o governo do presidente Michel Temer, "veio para ficar" e afirmou que não há espaço no orçamento do Tesouro Nacional para uma mudança na Taxa de Longo Prazo (TLP), que substitui a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).
"Uma coisa é subsidiar com uma taxa de juros de 15% e aí dar subsídio para baixar para 9%, 7% ou como se chegou a fazer a 2,5%. Outra coisa é fazer com taxa de 6,5%. Vai baixar para zero?", pondera. Segundo ele, um projeto que não é viável com uma taxa de 6,5% precisa ser melhor avaliado.
Anteriormente com empréstimos equivalentes a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), o BNDES deve fechar o ano com esse valor chegando a 1%. A reorientação também alterou o perfil de empresas financiadas. A previsão é que ao final de 2018 os desembolsos para as micro e pequenas empresas feche em 49% do volume de financiamento do banco e 41% para infraestrutura.
No auge, entre 2012 e 2013, o financiamento para as micro e pequenas empresas não passava de 20% e só começou a subir em 2016 com a nova orientação. Esse é o perfil que o banco dever seguir para frente, na avaliação de Oliveira.
O presidente do BNDES lembra que antes havia uma concentração de recursos em grandes projetos e aplicações em empresas que tinham acesso ao mercado de capitais e que acabavam fazendo "arbitragem" no mercado com o dinheiro do BNDES: "Pegava o dinheiro barato e aplicava no mercado ganhando com a diferença de mercado."
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A estimativa de orçamento do banco é de chegar a R$ 1 trilhão em investimentos entre 2018 e 2021, valor que não tinha sido alcançado desde 2014. Ele admite que a baixa demanda, após quatro anos de recessão, é o grande nó do banco. Ele avalia que após as eleições o investimento volta se houver uma agenda econômica que alimente a confiança.
*Com Estadão Conteúdo
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