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Dados divulgados nesta segunda-feira

Exportações e importações sobem forte e balança comercial fecha com superávit de US$ 4,062 bilhões em novembro

Saldo é 14,7% maior do que o registrado em novembro do ano passado

No acumulado do ano, o superávit comercial soma US$ 51,698 bilhõesImagem: Shutterstock

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,062 bilhões em novembro, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, 3, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

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O valor é 14,7% maior do que o registrado em novembro do ano passado. Na quinta semana de novembro (26 a 30), o saldo comercial foi de um superávit de US$ 688 milhões.

No mês passado, as exportações somaram US$ 20,922 bilhões, uma alta de 25,4% ante novembro de 2017. Já as importações chegaram a US$ 16,860 bilhões, um salto também de 28,3% na mesma comparação.

No mês, houve um aumento nas vendas de produtos básicos (+40%), manufaturados (+25%), e de semimanufaturados (4,5%).

Pelo lado das importações, houve alta de combustíveis e lubrificantes (+12,6%), bens intermediários (+11,2%), bens de capital (+170,2%) e bens de consumo (-7,1%).

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De janeiro a novembro, o superávit comercial soma US$ 51,698 bilhões, saldo 14,6% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. A previsão do governo para 2018 é que o saldo da balança comercial ficaria em um superávit pouco acima de US$ 50 bilhões.

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A trégua na guerra comercial entre China e Estados Unidos, selada no fim de semana passado, foi bem recebida pelo comando do MDIC. Segundo o secretário de Comércio Exterior do ministério, Abrão Neto, as conversas entre os gigantes econômicos devem trazer um cenário mais previsível no comércio internacional.

Apesar do otimismo, Neto afirmou que a trégua ainda não mostrou efeitos no curto prazo para o Brasil. "Hoje, as exportações brasileiras continuam no mesmo cenário, com possibilidades de aproveitar oportunidades específicas, mas ainda com uma preocupação em relação à sustentabilidade".

O secretário do MDIC disse que os embates no comércio internacional são mais prejudiciais que positivos para o mundo e para o Brasil, apesar de haver oportunidades em setores específicos, como soja e carne suína.

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*Com Estadão Conteúdo.

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