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O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 19, estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,83%, acima da previsão da semana passada, de 0,81%. Para 2020, a estimativa dos economistas passou de 2,10% para 2,20%.
No fim de junho, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%.
No Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,19% para 0,15%. Há um mês, estava em 0,66%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,75% para 2,50%, ante 3,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,50%. Há um mês, estava em 56,10%. Para 2020, a expectativa foi de 58,63% para 58,53%, ante 58,30% de um mês atrás.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 em 5%. A projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,50%. Em 2021 e no ano seguinte as projeções ficaram em 7% ao ano.
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A previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2019 este ano desacelerou de alta de 3,76% para elevação de 3,71%. Há um mês, estava em 3,78%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,90%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% e 3,65%, respectivamente.
A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%).
Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).
As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020. Elas constaram na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), realizado no fim de julho. Na ocasião, o colegiado reduziu a Selic (a taxa básica de juros) de 6,50% para 6,00% ao ano.
*Com Estadão Conteúdo
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