Menu
2019-05-24T09:47:36+00:00
Paciência zero

Maia diz que não aceitará ataques do executivo contra legislativo

Maia teve acesso a um material compartilhado pelo líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo, em um grupo do Whatsapp. A charge compartilhada associava a negociação do governo com o Congresso a sacos de dinheiro

22 de maio de 2019
7:15 - atualizado às 9:47
Rodrigo Maia – DEM RJ
Rodrigo Maia (DEM-RJ). - Imagem: J.Batista/Câmara dos Deputados

Após ter rompido publicamente com o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), por críticas que teriam sido feitas por ele ao Congresso, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não irá mais aceitar um tratamento desrespeitoso por parte de representantes do governo em relação ao Legislativo. Maia evitou responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro pelo comportamento, mas disse que ele dá "sinais trocados".

Sobre o episódio com o líder do governo, Maia afirmou não ter ficado "zangado com ninguém", mas voltou a dizer que uma charge compartilhada por Vitor Hugo há cerca de dois meses no grupo de Whatsapp do PSL, atacou a Câmara institucionalmente e foi "desrespeitosa". A mensagem associava a negociação do governo com o Congresso a sacos de dinheiro. Maia teve acesso à sátira.

"A publicação é desrespeitosa, mas não foi só ele. Tem secretários de alguns ministérios que também postaram e nós não vamos aceitar esse tipo de tratamento de alguns membros do poder Executivo e seus representantes em relação ao poder Legislativo", disse.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Vitor Hugo, porém, afirmou que a intenção da charge não era ser um ataque ao Parlamento, mas sim, uma forma de chamar atenção sobre a percepção que a sociedade tem do deputados e senadores. "A minha exortação no grupo do PSL era para que a gente conseguisse mudar a percepção da sociedade em torno de nós parlamentares. Parte da população brasileira só acredita que há diálogo com emendas ou dinheiro envolvido. A existência da charge expressa o que uma parte da população pensa sobre o Congresso", explicou.

Maia, porém, afirmou não estar preocupado com o líder do governo e nem com o governo. "Estamos preocupados com o povo brasileiro", disse. Ele ressaltou que a Câmara dará demonstração de responsabilidade quando aprovar a reforma da Previdência em junho ou julho. "Conheço a pauta da Câmara, tenho diálogo com todos os líderes. Quem escolhe o líder do governo é o presidente, não estou aqui para discutir líder do governo", disse.

O presidente da Câmara disse ainda nunca ter tido uma relação com Vitor Hugo, mas ressaltou que ele poderá continuar indo às reuniões de líderes realizadas tanto na Câmara quanto na residência oficial. "Continuei sem ter [relação com Vitor Hugo] a partir de março depois que eu vi qual é a opinião que um deputado tem do próprio Parlamento. Mas ele participa das reuniões de líderes aqui, quando tiver reuniões maiores na minha residência, ele pode participar, já participou de reuniões que eu não convidei e eu nunca expulsei ninguém, não tem problema nenhum", disse.

Vitor Hugo, por outro lado, afirmou que sempre buscou estabelecer pontes com o presidente da Casa, mas sempre sentiu um certo distanciamento. O deputado disse também que as críticas foram feitas à forma como Maia estava conduzindo as decisões sobre a pauta da Casa, em reuniões com um pequeno grupo de líderes apenas.

Apesar de Maia ter dito que não haveria mais diálogo com ele, Vitor Hugo acredita que o rompimento não é completo. "Acho que só foi evidenciado o que já acontecia. Não é bom para ninguém que o presidente da Câmara e o líder do governo não compartilhem ideias, não cheguem a um meio termo que seja ideal para a pauta da Câmara", disse e completou afirmando que irá "esperar a poeira baixar" para procurar Maia para uma conversa.

Ataques

Questionado sobre se os ataques partiam de Bolsonaro ou se eram endossadas por ele, Maia afirmou que o presidente dá sinais trocados em relação ao Congresso. O deputado, no entanto, afirmou ser positivo quando o presidente apoia publicamente a reforma da Previdência.

Sem citar episódios específicos, ele disse também que a reforma da Previdência só vai garantir investimentos do setor privado se "vivermos em uma democracia". "Se não estivermos vivendo em uma democracia, vai acontecer como na Venezuela, em que os empresários foram embora", disse.

Manifestação

Sobre as manifestações convocadas para o próximo domingo em favor do governo e de Bolsonaro, Maia afirmou que manifestações e críticas "são sempre muito bem-vindas quando respeitam o Estado Democrático de Direito".

"Quando elas passam desse tom, não estou dizendo que essas vão passar, aí passa a ser uma manifestação com um objetivo ruim para a democracia brasileira e a relação entre os Poderes", disse. "Manifestações podem criticar o Parlamento sem nenhum problema, contanto que respeite o estado democrático de Direito, nossas instituições para que o Brasil continue sendo uma democracia", completou.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Objetivo muito distante

Maia diz ser ‘temerário’ falar em privatização da Petrobras até 2022

Presidente da Câmara ressaltou que, por ser a Petrobras uma empresa de capital aberto, o assunto da venda fica mais delicado

Mas e o prazo?

Jereissati diz que relatório da reforma da Previdência não será mais entregue nesta sexta-feira

Pelo cronograma inicial, o relatório seria lido na comissão na próxima quarta-feira, 28

Seu Dinheiro na sua noite

Quem manda é o lucro

Vermelho ou verde? Para facilitar a vida de míope mal curado, deixo sempre as duas cores bem berrantes na tela de cotações que fica a meu lado para saber rapidamente quando a bolsa e as principais ações do Ibovespa estão em alta ou em queda. Hoje foi o típico dia em que um único ponto […]

Ninguém segura!

Azul fecha acordo com aérea regional Asta e amplia operações em Mato Grosso

Focada em viagens ligadas ao agronegócio, a ASTA existe desde 1995 e, atualmente, opera onze voos diários no Mato Grosso

Falta gás

Apesar de espera positiva por FGTS, mercado de trabalho ainda trava ímpeto de compra

Analistas da FGV afirmam que o saldo positivo do Índice de Confiança do Consumidor em agosto deve ser encarado com certa cautela

Ninguém mexe!

Governo não cogita alterar meta fiscal, diz Ministério da Economia

Meta limita o déficit primário do governo para este ano a R$ 139 bilhões

Se deu bem

Conselho da Anatel aprova termo que troca multas contra a TIM por iniciativas de melhora de atendimento

Acordo prevê a troca de R$ 627 milhões em sanções por uma série de iniciativas que a companhia deverá assumir e colocar em prática

Em debate no Congresso

Campos Neto diz estar seguro que PL da autonomia do BC blindará a instituição e a UIF, ex-Coaf

Declarações foram feitas nesta manhã durante a posse do novo presidente da UIF, Ricardo Liáo

Tá difícil de acreditar

Confiança de micro e pequeno empresário cai 7,6% nos primeiros sete meses do ano

Para 53% dos pessimistas com a economia, são as incertezas políticas que justificam sentimento negativo

No meio do caminho tinha uma pedra

Relator da Previdência no Senado diz que indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada atrapalha tramitação da reforma

Indicação ainda não foi oficializada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, pai do deputado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements