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Conheça a criptomoeda totalmente controlada pelo JP Morgan, que terá como missão ajudar na transferência de recursos internacionais do banco
“Está longe de cumprir a promessa de criar um ecossistema pelo qual todos os participantes possam utilizar uma moeda digital universalmente aceita e resgatável.” Will Martino, ex-funcionário do J.P. Morgan e fundador da Kadena, sobre a JPM coin.
O trecho acima se refere à mais nova ideia “inovadora” que o J.P. Morgan anunciou nesta semana.
Uma criptomoeda totalmente controlada pelo banco que vai ajudar na transferência de recursos internacionais.
E como vemos esse movimento?
Bem assim:
Primeiro, eles riram daqueles que cogitavam falar que bitcoin era uma moeda.
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Depois, tentaram separar duas coisas indissociáveis: criptomoeda e blockchain.
Agora, eles copiaram.
Nada mais que o curso natural da inovação e da disrupção.
Acostumar-se a ser apontado como errado para um dia ser ovacionado é o ciclo vivido por aqueles que se arriscam.
Foi assim com a energia elétrica, o avião e a internet.
Em 1995, todo aquele papo de que a internet mudaria a forma como as empresas trabalhavam era tido apenas como papo dos mais jovens e otimistas com o mundo.
Hoje, todas as mais mirabolantes ideias pensadas antes dos anos 2000 não apenas são verdades como também não dá para viver sem elas.
Não existe mais a ideia de estar ou não conectado. Simplesmente estar online é tão intrínseco ao mundo em que vivemos como respirar.
E grande parte do poder que a internet tem se centra no seu poder de rede, a famosa lei de Metcalfe.
Quanto maior a rede, maior o seu valor.
E, veja, na JPM Coin, a primeira falha, e a mais crucial para seu futuro, é exatamente a limitação do crescimento da sua rede.
Provavelmente não será uma rede que o banco vai permitir que qualquer pessoa acesse.
Para facilitar ao leitor menos técnico, a situação é similar ao que existe entre a internet e a intranet.
Não existe uma competição entre o que é melhor hoje em dia – a internet, global e distribuída, ou a intranet da sua empresa, centralizada e lenta.
A primeira é incomparavelmente mais rápida, completa e evolui naturalmente.
No entanto, se voltássemos algumas décadas, elas apresentariam desempenhos semelhantes nos anos 1990.
É por isso que hoje é possível comparar a JPM coin e o bitcoin e arrancar suspiros da plateia menos entendida.
Mas o bitcoin é diferente da moeda do banco e, no futuro, essa discrepância de potencial e resultado vai ficar cada vez mais clara.
Long bitcoin, short JPM coin.
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