Menu
2019-05-03T06:57:16+00:00
risco de colapso

Economia anuncia remanejamento de R$ 3,6 bi para atender 5 ministérios

Medida visa atender a demandas vistas como mais urgentes de cinco pastas que haviam sido afetadas pelo corte de quase R$ 30 bilhões no Orçamento

3 de maio de 2019
6:57
02/05/2019 Abertura oficial do 37º Encontro Internacional de Mi
Medida ocorre após o governo iniciar um mapeamento para identificar quais áreas enfrentarão primeiro o risco de um colapso - Imagem: Alan Santos/PR

Sob a ameaça de paralisia na máquina pública, o governo fez nesta quinta-feira, 2, um remanejamento de R$ 3,6 bilhões para atender a demandas mais urgentes de cinco ministérios que haviam sido afetados pelo corte de quase R$ 30 bilhões no Orçamento.

A realocação dos recursos foi feita a partir de um bloqueio adicional no mesmo valor sobre os gastos de 13 órgãos e ministérios. O mais afetado pelo novo aperto foi o Ministério da Educação. Os gastos com saúde, por sua vez, já estão muito próximos do mínimo constitucional e foram preservados.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

A medida ocorre após o governo iniciar um mapeamento para identificar quais áreas enfrentarão primeiro o risco de um colapso, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, no início da semana. O bloqueio no Orçamento, feito para assegurar o cumprimento da meta, que permite déficit de até R$ 139 bilhões, já impõe uma espécie de "shutdown branco" aos ministérios.

A situação ainda pode piorar e afetar áreas mais sensíveis para a população nos próximos meses porque, até o momento, a área econômica não vê sinal de melhora na arrecadação, algo essencial para dar um "fôlego de sobrevivência" aos órgãos.

O tema tem sido debatido desde a semana passada pelo governo, quando reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) - formada pelo Ministério da Economia e pela Casa Civil - começou a mapear as necessidades mais prementes por recursos.

A portaria editada nesta quinta-feira (2) libera R$ 2 bilhões para a Infraestrutura, após uma promessa do governo a caminhoneiros de que garantiria verba para a reparação de estradas; e R$ 800 milhões para o Desenvolvimento Regional, que pediu o dinheiro para assegurar as despesas do programa habitacional Minha Casa Minha Vida até o meio do ano.

Outros R$ 500 milhões foram destinados ao Ministério da Cidadania. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, que em recente audiência pública na Câmara disse que a área havia ficado "com a corda no pescoço" após o bloqueio de R$ 2,1 bilhões no fim de março, recebeu de volta R$ 300 milhões. Já a pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu R$ 3 milhões.

Para conseguir fazer esse remanejamento, o governo precisou apertar ainda mais o cinto em outras áreas. O principal alvo foi o Ministério da Educação, que sofreu um contingenciamento adicional de R$ 1,59 bilhão, elevando o bloqueio total a R$ 7,4 bilhões.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a anunciar que o corte seria aplicado a universidades federais que promovessem "balbúrdia", mas depois recuou e disse que a contenção dos gastos será linear a todas as instituições de ensino.

Outras áreas que sofreram cortes adicionais foram Defesa (R$ 725,4 milhões), Economia (R$ 487,2 milhões), Justiça (R$ 267,5 milhões) e Agricultura (R$ 145,6 milhões).

O governo poderia ter evitado o novo bloqueio e usado a reserva de contingência de R$ 5,4 bilhões para fazer a liberação do dinheiro. Mas, como antecipou o Broadcast, a avaliação da área econômica é que ainda é cedo para recorrer a esse "seguro", uma vez que novas avaliações do Orçamento podem indicar mais frustração nas receitas para 2019.

Um dos riscos é se o Brasil crescer menos que os 2,2% esperados pelo governo. As projeções de mercado estão derretendo a cada semana e já estão na média de 1,7%. Quando o País cresce menos, isso acaba tendo reflexos na arrecadação de tributos.

Em nota, a Secretaria Especial de Fazenda esclareceu que o quadro fiscal ainda não foi reavaliado desde a publicação do decreto do fim de março, por isso a necessidade da portaria que remaneja os recursos. "No final de maio haverá nova reavaliação das receitas e despesas primárias, quando se poderá verificar a situação fiscal de forma geral", informou o órgão.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Setor de aviação comercial

Joint-venture entre Embraer e Boeing se chamará Boeing Brasil – Commercial

Venda de 80% da divisão de aviação comercial da fabricante brasileira de aviões para a americana foi fechada no começo de julho do ano passado

Tá complicado!

Funcionários da Avianca anunciam nova greve para esta sexta-feira

Paralisação vai atingir os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro

De olho no gráfico

Como comprar bitcoin com outras criptomoedas – e é uma boa comprar?

Coluna traz vídeos sobre análise gráfica e dicas de investimentos. O tema é o mercado de ações e criptomoedas.

Agora vai?

EUA modificam posição e formalizam apoio à entrada do Brasil na OCDE

Sem dar detalhes, secretário-geral da OCDE, José Ángel Gurría, confirmou a informação de que o grupo tem uma posição diferente sobre o Brasil

Reformas

Presidente e relator da Previdência jogam ‘policial bom, policial ruim’ nas suas declarações

Depois de aceno conciliador dado por Samuel Moreira na segunda-feira, Marcelo Ramos sobe à tribuna, critica o governo e pergunta: “Vamos transformar isso aqui em uma Venezuela?”

Enfim, passou!

Câmara conclui votação da MP dos ministérios e medida segue para análise do Senado

Senado tem até a próxima semana para votar a medida, antes que ela perca sua validade, em 3 de junho

Private equity

Para fundos que compram empresas, momento é bom para fazer negócio

Fundos que investem em participações em companhias para vendê-las com lucro posteriormente fecharam o ano passado com R$ 39,3 bilhões disponíveis para investir no Brasil

Um polvo da construção

Duratex anuncia a compra da Cecrisa por R$ 1 bilhão e amplia ainda mais seu espaço no mercado

Anúncio feito nesta quinta-feira está em linha com o modelo de negócio da companhia, que espera estabelecer um sistema “one stop shop” no setor de materiais de construção

Gigantes do mundo da beleza

Avon e Natura devem manter marcas e estrutura comercial independente após fusão

Após a união de Avon e Natura, as empresas manterão duas sedes e devem buscar sinergia operacionais, com produção e distribuição de cosméticos

Transação bilionária

A Natura finalmente comprou a Avon. Ainda dá tempo de entrar nas ações?

Analistas se debruçaram sobre a estrutura da compra da Avon pela Natura — e, em linhas gerais, gostaram do que viram. Mas, considerando o rali recente das ações da empresa brasileira, a postura dos especialistas é cautelosa

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements