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Tesouro divulgou o relatório da Dívida Pública Federal, que mostra aumento da participação dos títulos prefixados na composição da dívida brasileira
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 3,22% em novembro e fechou o mês em R$ 4,788 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 23, pelo Tesouro Nacional. Em outubro, o estoque estava em R$ 4,638 trilhões.
A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 9,94 bilhões no mês passado, enquanto houve emissão líquida de R$ 139,67 bilhões.
A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 3,79% em novembro e fechou o mês em R$ 4,553 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 6,77% menor no mês, somando R$ 234,57 bilhões ao fim de novembro.
A parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal (DPF) foi a única a subir em novembro na comparação com o mês anterior, para 34,16%. Em outubro, estava em 32,80%. Já os papéis atrelados à Selic tiveram a participação reduzida, de 36,30% para 35,57%.
Os títulos remunerados pela inflação caíram para 25,10% do estoque da DPF em novembro, ante 25,16% em outubro. Os papéis cambiais tiveram queda na participação na DPF de 5,74% em outubro para 5,17% em novembro.
Com o resultado de hoje, o segmento de títulos prefixados ficou um pouco acima das metas do Plano Anual de Financiamento para o fim deste ano, que ia de 30% a 34%. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos atrelados à taxa básica de juros em 2020 vai de 36% a 40%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 23% a 27% e, no de câmbio, de 3% a 7%.
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O Tesouro informou ainda que a parcela da DPF a vencer em 12 meses subiu de 27,59% em outubro para 28,11% em novembro. O prazo médio da dívida passou de 3,77 anos em outubro para 3,66 anos no mês passado. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF diminuiu de 9,04% ao ano em outubro para 8,40% ao ano em novembro.
Após crescimento em outubro, a participação dos investidores estrangeiros no total da Dívida Pública recuou em novembro. A parcela dos investidores não residentes no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) passou de 9,79% em outubro para 9,47% no mês passado. No fim de 2019, a fatia estava em 10,43%.
Em valores nominais, o estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 431,28 bilhões em novembro, ante R$ 429,35 bilhões em outubro.
A maior participação no estoque da DPMFi continua a ser das instituições financeiras, cuja fatia passou de 28,10% em outubro para 29,51% em novembro. Já os fundos de investimento representaram 25,50% da dívida em novembro, ante 25,82% de outubro.
O grupo Previdência passou de uma participação de 23,40% para 22,74% de um mês para o outro. Já a fatia das seguradoras passou de 3,90% para 3,79% no período.
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