O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Ao contrário do que se esperava, BB e Caixa chegarão em 2019 sem precisar de dinheiro do Tesouro. Mas o futuro dos bancos depende de quem sentará na cadeira de presidente da República a partir de 2019
Quando vejo candidatos à Presidência defenderem o uso de bancos públicos para forçar uma redução dos juros no crédito, uma imagem me vem imediatamente à cabeça: a da ex-presidente Dilma Rousseff. Mais precisamente o pronunciamento dela na TV no feriado do Dia do Trabalho de 2012.
Para quem não se lembra (se estiver com saudades pode procurar no YouTube), Dilma estava no auge da popularidade e usou parte do tempo em cadeia nacional para atacar os juros cobrados pelos grandes bancos privados. E ainda deu uma de garota-propaganda do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que haviam baixado suas taxas por livre e espontânea pressão.
O assunto na redação do jornal não foi outro na volta daquele feriado. E devo reconhecer que, naquela época, não só eu como vários colegas encararam com certa simpatia a atitude da ex-presidente. Afinal, os juros bancários sempre foram altos (e continuam ainda hoje). Então parecia haver certa lógica em estimular a competição para forçar os bancos privados a repassar a queda da taxa básica de juros (Selic) para os financiamentos.
Como se sabe, a estratégia não funcionou. Em vez de reduzir as taxas, os bancos privados preferiram não correr o risco de emprestar com margens menores e pisaram no freio do crédito. Tudo isso sem abrir mão dos lucros bilionários, é claro.
Nesse meio tempo, a Selic voltou a subir, a crise econômica se agravou e os bancos públicos foram pegos no contrapé. O aumento dos calotes dentro de uma carteira de crédito com juros mais baixos - ou seja, com menos gordura que a concorrência - derrubou a rentabilidade e comprometeu a situação de capital de BB e Caixa.
O retorno do BB, por exemplo, caiu de 21,7% em 2011 para apenas 8,8% cinco anos mais tarde. No linguajar do mercado, o banco “destruiu valor” ao entregar um resultado menor que a taxa básica de juros (Selic).
Leia Também
A piora nos resultados se refletiu nas ações listadas na bolsa, a ponto de o BB chegar a valer menos que a BB Seguridade, a empresa que reúne as participações do banco em seguros.
Diante do estrago, havia dúvidas sobre a capacidade de recuperação dos bancos públicos mesmo depois da mudança na gestão. Tanto que a necessidade de um aporte de dinheiro do contribuinte (o meu, o seu, o nosso) era dada como certa. Mas a melhora não só aconteceu como veio bem mais rápido do que o esperado.
Ambos os bancos implementaram planos rigorosos de redução de custos, com o fechamento de agências e programas de demissão e aposentadoria voluntária. Mas a maior parte do ajuste veio de uma combinação de maior controle na concessão de crédito e aumento dos spreads.
Em resumo, a política do governo Dilma levou a mais juros e menos crédito, justamente o contrário do pretendido. E com o agravante de ter acontecido no meio da maior recessão econômica da história brasileira.
A analista Ceres Lisboa, da agência de classificação de risco Moody’s, acompanhou de perto os bancos públicos em ambas as fases. Ela esteve na Caixa uma semana antes da manhã em que fui até o escritório da agência para entrevistá-la, no fim de agosto.
“Pela primeira vez em muitos anos saí do banco sem notícias ruins”, ela me disse.
De fato, a visita ao banco havia acontecido logo depois da divulgação do balanço do primeiro semestre. E um desavisado que fizesse a comparação com os números de três anos antes poderia pensar que se tratava de outro banco. Basta olhar para o lucro, que bateu o recorde de R$ 6,7 bilhões.
Graças à melhora nos resultados e à moderação na hora de conceder novos empréstimos, a Caixa - que ao contrário do BB é 100% controlada pelo Tesouro - chegará a 2019 sem precisar de dinheiro público para recompor o capital. Nada mal para um banco que chegou a amargar prejuízo operacional no último trimestre de 2015.
Com o BB não foi diferente. Quem apostou na volta da credibilidade sobre a gestão se deu bem. Nos últimos três anos, as ações praticamente dobraram de valor e hoje valem R$ 30 bilhões a mais que a holding de seguros.
Parte importante da melhora nos resultados veio da renovação de financiamentos concedidos com taxas de juros mais baixas na época do programa “Bom pra todos”. O retorno ainda não chegou aos níveis de 2011, mas vem melhorando trimestre a trimestre e atingiu 13,8% na divulgação mais recente.
“Gestões políticas ruins podem ter um poder destrutivo enorme, mas os resultados recentes mostraram que os bancos públicos também têm capacidade de se recuperar rapidamente”, me disse um analista que acompanha as empresas financeiras na bolsa.
Mesmo com o avanço das ações na bolsa, o BB ainda é avaliado muito abaixo dos principais concorrentes privados. A diferença, como quase sempre, é justificada por fatores “extracampo”. No caso, a indefinição sobre quem vai dar as cartas no país a partir de 1º de janeiro de 2019.
Um sinal claro da desconfiança nesse sentido é o fato de o BB ser negociado na bolsa abaixo do valor de seu patrimônio líquido. Para efeito de comparação, as ações do Itaú Unibanco valem o dobro do patrimônio.
Isso significa que as ações do BB têm um grande potencial de alta se um candidato “pró-mercado” vencer as eleições. Pelo menos para quem investe nas ações, o melhor dos cenários seria o de uma privatização - isso sem entrar no mérito da medida em si, que seria assunto para outra reportagem.
Também do ponto de vista do investidor, o grande risco é se o oposto acontecer, com a volta do uso dos bancos públicos para fins políticos. Existem de fato razões para se preocupar. A recuperação recente deixou os bancos em ponto de bala para serem usados em uma nova versão da cruzada contra os juros altos.
Para quem quiser mais sobre o que os candidatos pensam sobre os bancos públicos e o sistema financeiro, eu recomendo esta reportagem da série que o Eduardo Campos preparou sobre as propostas dos presidenciáveis.
Tanto BB e Caixa conseguiram reforçar o capital nos últimos anos, a ponto de contarem hoje com uma posição melhor do que concorrentes como Bradesco e Santander. Isso significa que ambos podem voltar a acelerar no crédito sem a necessidade de recorrer a recursos públicos no curto prazo.
Algumas medidas foram tomadas nesse meio tempo para evitar a repetição do filme. A principal delas foi a aprovação da Lei das Estatais, em 2016. A regra diminuiu a margem de manobra, mas nem de longe blindou os bancos e as outras estatais do uso político. Haja vista a brecha na lei aberta na Câmara neste ano e que pode liberar a volta das indicações políticas para a administração das empresas.
“A nova administração vai ser um teste de fogo para os bancos”, resumiu a analista da Moody’s, ao comentar por que pretende esperar o resultado das eleições e a postura do novo governo antes de se decidir por uma melhora na classificação de risco.
Em evento do BTG Pactual, o chairman e sócio sênior do banco indicou quais os melhores ativos para investir neste ano; confira
Durante evento do BTG Pactual, Marco Freire afirmou que a inteligência artificial deve transformar empregos e investimentos no longo prazo, mas descarta ruptura imediata
Após DNA negativo, defesa recorre à tese em disputa bilionária pela herança de João Carlos Di Genio; veja os detalhes
Penalidade é aplicada automaticamente e pode chegar ao valor de R$ 1.467,35
Ao contrário: em um ano de juros muito altos, avanço machuca bastante o varejo e a indústria de transformação, disse economista-chefe do BTG.
Prazo termina hoje para concorrer a uma das 60 vagas com remuneração equivalente a cerca de 14 salários mínimos
Estudo do LinkedIn aponta competências técnicas e comportamentais em alta, destacando IA, gestão de projetos e comunicação estratégica em diferentes áreas
Aeronaves ficam isentas; 25% das vendas ao país terão taxa de 10%
Há processos e investigações envolvendo a Ambipar, Banco de Santa Catarina, Reag Investimentos, Reag Trust e outras empresas conectadas ao caso
Enquanto a Lotofácil tem vencedores praticamente todos os dias, a Mega-Sena pagou o prêmio principal apenas uma vez este ano desde a Mega da Virada.
Cidade do interior de Minas Gerais ficou conhecida por ser o ‘Vale da Eletrônica’ no Brasil
Autores de um novo estudo dizem que as bulas das estatinas deveriam ser alteradas para refletir a conclusão
Expectativa com o lançamento do GTA 6 reacende debate sobre reprecificação no mercado de games; produtora ainda não divulgou o preço oficial.
Confira como os rendimentos variam entre os estados e onde estão as melhores e piores remunerações do país
Lotofácil não foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira, mas foi a que deixou os sortudos mais próximos da marca de R$ 1 milhão.
Ranking avalia desempenho ajustado ao risco em três anos e mostra preferência crescente do investidor por estratégias mais previsíveis
Certame oferece oportunidades para níveis fundamental, médio e superior; provas estão previstas para abril
Crianças da Lapônia, região situada no Círculo Polar Ártico, salvam a língua sámi de Inari da extinção
Bolada da Mega-Sena que será sorteada nesta terça-feira (24) teria potencial de gerar ganhos milionários mesmo em investimentos conservadores
Mpox registrou 1.056 casos confirmados e dois óbitos relacionados à doença no Brasil em 2025