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O mais provável é que a alta da moeda esteja relacionada a um processo que faz com que a recompensa pelo criptoativo diminua a cada quatro anos, o que a torna mais escassa e valiosa
Dois dias depois de alcançar o que teria sido a sua maior marca em 2019, o preço do bitcoin subiu ainda mais. Hoje, por volta das 11h26, a cotação do ativo estava na casa dos US$ 8.115,99. Tal valor não era visto desde julho do ano passado.
Assim como expliquei ontem aqui no Seu Dinheiro, o mais provável é que a alta do criptoativo esteja atrelada a um fenômeno conhecido como halving. Isso porque ao criar o bitcoin, Satoshi Nakamoto estipulou que a recompensa pela mineração da moeda diminuiria lentamente ao longo dos anos para controlar o suprimento do ativo.
E a cada quatro anos, o processo de recompensa dado aos mineradores de bitcoin reduz pela metade. Como a última vez que isso ocorreu foi em 2016, a próxima será no ano que vem.
Na visão do professor de mestrado em criptoeconomia da FGV, Luiz Calado, o que se costuma ver é que existe uma possível relação entre os anos anteriores a processos de halving e a alta no preço do bitcoin.
A ideia é que como a moeda pode ficar mais escassa e consequentemente mais valiosa, os investidores acabem buscando se posicionar nela para surfar a sua onda de valorização.
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