Esse conteúdo é exclusivo para o
Seu Dinheiro Premium.
Seja Premium
Quero ser Premium Já sou Premium
O que você vai receber
Conteúdos exclusivos
Indicações de investimento
Convites para eventos
Menu
2019-10-07T07:31:20-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula da Semana

A Bula da Semana: Desaceleração, recessão ou o quê?

Cresce preocupação com ritmo da economia global após dados fracos de atividade nos EUA

7 de outubro de 2019
4:55 - atualizado às 7:31
hj

O risco de recessão nos Estados Unidos está, por ora, afastado, mas ainda é cedo para dizer que o cenário econômico global está definido. A grande dúvida, no momento, é se o país está vivendo uma desaceleração pontual, depois de leituras fracas dos índices ISM sobre a atividade, ou se já está em um estágio final de ciclo, após uma robusta expansão.

A resposta terá grandes implicações nos mercados. Afinal, os ativos globais não “precificam” uma recessão na maior economia do mundo. Então, se uma queda abrupta da atividade nos EUA acontecer, se irá, certamente, ferir os negócios pelo mundo. O problema é que ainda vai levar algum tempo para responder a essa questão com convicção.

Ao que tudo indica, a perda de tração da atividade por causa da guerra comercial, visível há alguns meses na Europa e na Ásia, começa a impactar os EUA. Por isso, os investidores clamam por um acordo da Casa Branca com a China, de modo a mitigar uma disseminação mais acentuada dos efeitos do conflito.

Nesta semana, acontece a décima terceira rodada de negociações em Washington e, apesar das esperanças de um desfecho favorável, o que se viu até agora foi uma piora nas relações sino-americanas. E Pequim não parece disposto em negociar vários pontos. Se não houver progresso nas tratativas, um novo aumento de tarifas dos EUA contra produtos chineses é esperado a partir do dia 15 deste mês.

Também é importante observar a evolução dos indicadores econômicos pelo mundo. Nesta semana, porém, prevalece a divulgação de dados de inflação ao consumidor, no Brasil (IPCA) e nos EUA (CPI), na quarta e quinta-feira, respectivamente. Os números tendem a calibrar as apostas em relação ao rumo dos juros, mas investidores dão como certa uma queda adicional por parte do Fed e do Copom, na mesma dose, neste mês.

Já os indicadores domésticos sobre a atividade, no comércio e no setor de serviços, na quinta e sexta-feira, devem manter o debate sobre a aceleração da economia em um ritmo mais intenso que o esperado após a virada para o segundo semestre e a necessidade de a Selic cair abaixo de 5% antes do fim do ano. A queda do dólar na semana passada, aproximando-se da faixa de R$ 4,05, adiciona ingredientes a essa discussão.

Ainda por aqui, o mercado aguarda a conclusão da votação da reforma da Previdência no Senado, prevista para acontecer até o fim do mês. Os investidores também esperam que outras pautas relevantes para o crescimento econômico do país entrem na agenda do Congresso, como a reforma tributária, o pacto federativo e as privatizações e concessões.

Confiança nos BCs

Recessão ou não, os investidores alimentam a perspectiva de que os principais bancos centrais terão ferramentas suficientes para evitar um colapso da economia global, lançando mão de estímulos para impulsionar a atividade, em meio ao cenário benigno da inflação. Para o mercado, só uma postura suave (“dovish”) na condução da política monetária pode contrabalançar os riscos que podem se materializar no horizonte à frente.

Porém, se a economia dos EUA continuar a perder ritmo, a percepção dos investidores em relação às condições de risco pode piorar. Ou seja, diante de uma recessão global ou falta de instrumentos de política monetária para estimular a economia mundial, a aversão aos ativos mais arriscados pode ser uma importante restrição à melhora dos mercados, em especial de países emergentes.

Esses sinais de arrefecimento mais acentuado nos EUA tornam mais relevante a participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em diversos eventos no início desta semana. Também merece atenção a ata da reunião de setembro do Fed, quando o colegiado reforçou justamente a importância de acompanhar o contágio da atividade internacional na economia norte-americana. O documento sai na quarta-feira.

A ver, então, o que dizem os próximos indicadores econômicos e as autoridades monetárias ao longo desta semana, o que tende a deixar os negócios oscilando ao sabor dessas divulgações, sem uma direção definida. Ainda mais porque a semana termina com um feriado no Brasil, no sábado, e a próxima já começa com um feriado nos EUA, na segunda-feira que vem. Ao menos a China volta da longa pausa nacional.

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia:

Segunda-feira: A semana começa com as tradicionais publicações domésticas do dia: relatório de mercado Focus (8h25) e dados semanais da balança comercial (15h). No exterior, o calendário está mais fraco, mas merece atenção o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell. O feriado na China termina hoje e, no fim do dia, sai o índice do gerente de compras (PMI) no setor de serviços do país em setembro, medido pelo Caixin.

Terça-feira: A agenda doméstica traz o resultado de setembro do IGP-DI e os dados regionais da produção industrial em agosto. Já nos EUA, é a vez do índice de preços ao produtor (PPI) no mês passado. O presidente do Fed volta a discursar hoje, em outro evento. É esperada a divulgação dos dados da balança comercial chinesa no mês passado.

Quarta-feira: O resultado da inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA) no mês passado é o destaque nacional. No exterior, as atenções se dividem entre mais um discurso de Powell e a ata da última reunião do Fed. Também saem os estoques no atacado norte-americano em agosto.

Quinta-feira: O desempenho das vendas no varejo brasileiro em agosto e a estimativa para a safra agrícola neste ano recheiam a agenda doméstica do dia, que traz também a primeira prévia deste mês do IGP-M. Nos Estados Unidos, é a vez do índice de preços ao consumidor (CPI).

Sexta-feira: A semana chega ao fim com os números do setor de serviços no país em agosto. No exterior, merece atenção a leitura preliminar do índice de confiança do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

OLHO NO RATING

Mansueto evita dizer que agências de rating estão atrasadas, mas cita indicadores

Ele lembrou que a única agência que divulgou relatório mais recentemente foi a Fitch, que trabalhava com déficit nominal de 7% do PIB e déficit primário de 1,9%.

EUA X China

EUA e China seguem em negociação comercial, mas ainda há discordâncias

O governo dos EUA quer que Pequim declare publicamente seus planos de compra, e não os condicione às circunstâncias do mercado ou às obrigações comerciais da China, disseram fontes familiarizadas com as discussões

Otimismo na bolsa

Firme e forte: Ibovespa engata a quarta alta seguida e chega a mais um recorde

O Ibovespa aproveitou-se da ausência de fatores negativos e do bom desempenho das ações da Petrobras para fechar em alta e cravar mais um recorde

DE OLHO NO GRÁFICO

Bitcoin indica alta e 12 criptomoedas alternativas para ficar de olho

Fausto Botelho fala sobre a alta recente do S&P, que está em sinal amarelo, sobre a tendência de alta do bitcoin e outras 12 altcoins para ficar de olho

Ganhando tração

Conversas sobre potencial venda da rede móvel da Oi estão acelerando, diz presidente da Tim

Segundo Labriola, uma eventual avaliação da compra da Oi só vai ocorrer caso o ativo seja formalmente colocado à venda, o que ainda não ocorreu

Novo recorde

O maior IPO da história: a Saudi Aramco vai levantar US$ 25,6 bilhões com sua abertura de capital

A petroleira Saudi Aramco, considerada uma das companhias mais rentáveis do mundo, divulgou há pouco os detalhes finais de sua oferta pública inicial de ações. E, pelos números reportados pela estatal saudita, não estamos falando de um IPO qualquer: trata-se da maior operação do tipo já feita na história. As ações da Aramco foram precificadas […]

Oferta da XP

CVM diz que fundo brasileiro pode captar recursos para investir em IPO nos EUA

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou hoje que fundos de investimento podem captar recursos de investidores brasileiros para investir em ofertas de ações fora do país. “Em tese, não há restrição para que um ‘fundo brasileiro capte recursos de investidores brasileiros para investir em ofertas públicas no exterior’”, disse a CVM, em nota. Eu […]

OLHO NA CONSTRUÇÃO

PIB da construção deve crescer 2% em 2019 e 3% em 2020, dizem Sinduscon-SP e FGV

O avanço do PIB da construção neste ano está sendo puxado, essencialmente, pelo consumo das famílias, enquanto as atividades empresariais ficaram em segundo plano

Fundos de investimento

Fundos de small caps são os mais rentáveis do ano; saiba quanto rendeu cada tipo de fundo até o fim de novembro

Fundos de ações tiveram o melhor desempenho do ano até agora; fundos que investem em títulos públicos de longo prazo também têm se saído bem

Gestoras

Dólar a R$ 4 ou R$ 4,50 pode impedir um rali na Bovespa?

Para gestora Persevera não haverá mais o “kit Brasil”, ou seja, os ativos brasileiros não necessariamente andarão todos na mesma direção

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements