Música em 2026: entre algoritmos, experiências e a força do encontro ao vivo
Streaming mais maduro, o retorno simbólico do vinil e um mercado de shows que se reorganiza fora do eixo tradicional mostram como a indústria musical entra em 2026 menos movida por modismos e mais guiada por comportamento, cultura e sustentabilidade econômica.
Entre a praticidade do streaming, o apelo afetivo do disco de vinil e a força econômica do entretenimento ao vivo, a indústria da música entra em 2026 buscando novos equilíbrios. Em um cenário de crescimento contínuo, mas também de pressão por modelos mais sustentáveis para artistas, selos e produtores, o setor passa por ajustes finos que vão além da tecnologia: envolvem comportamento do público, percepção de valor e experiência.
Para entender como esses três pilares devem moldar os rumos do mercado no próximo ano, esta reportagem ouviu Pedro Kurtz, diretor de Operações nas Américas da Deezer, Bruno Vieira, CEO da gravadora Rocinante, e Luiz Guilherme Niemeyer, CEO da produtora Bonus Track, vozes que ajudam a traduzir o presente e antecipar o que vem pela frente.
Um mercado local forte, diverso e cada vez mais estratégico
No Brasil, o streaming se consolidou como principal porta de entrada para o consumo musical, mas com características muito próprias. Segundo Pedro Kurtz, diretor de Operações nas Américas da Deezer, cerca de 70% dos streams gerados no país são de artistas nacionais, um índice acima da média global.
“Consumimos mais música nacional do que qualquer outro grande mercado”, afirma. Esse dado ajuda a explicar por que estratégias importadas de outros mercados nem sempre funcionam por aqui.
“O consumo varia expressivamente por região”, acrescenta. Para plataformas, selos e artistas, isso significa olhar além do eixo Rio–São Paulo e entender a diversidade cultural como ativo central do mercado brasileiro. “Para ter sucesso no Brasil, é preciso olhar também para fora desse eixo”, resume.
Essa lógica local, no entanto, começa a dialogar com um movimento mais amplo na América Latina. Kurtz observa um crescimento do sentimento de pertencimento latino entre os brasileiros, algo que se reflete diretamente nas colaborações musicais e na abertura do público a artistas de outros países da região. “Vejo que cada vez mais nos enxergamos enquanto latinos, culturalmente falando”, diz.
A presença inédita de Bad Bunny nos charts brasileiros e o sucesso de Ca7riel & Paco Amoroso no chamado midstream, com fãs cantando letras em espanhol, são exemplos de um mercado que começa a se enxergar menos isolado e mais integrado culturalmente.
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Para o executivo, a barreira linguística deixou de ser um obstáculo relevante. “Apesar da diferença linguística, que na música não é necessariamente um problema, chegou a hora de nos abrirmos de vez”, afirma.
América Latina, consumo intenso e desafios estruturais
Apesar do enorme apetite por música, o crescimento sustentável do streaming na América Latina enfrenta entraves estruturais. Kurtz aponta que a região carrega marcas históricas de instabilidade econômica e política, além de uma cultura de escassez que dificulta algo essencial para o desenvolvimento de negócios: previsibilidade.
“Nossa região sofre com a falta de previsibilidade, o que torna muito difícil planejar com confiança”, explica. Ainda assim, ele ressalta o paradoxo latino. “Ninguém no mundo consome música como nós”, diz, citando recordes de público em eventos ao vivo, alto engajamento nas redes sociais e o hábito diário de ouvir música.

“Respiramos música todos os dias”, completa. O desafio, portanto, não está na demanda, mas na criação de estratégias específicas para mercados em desenvolvimento. “É preciso pensar soluções próprias para a América Latina”, defende.
Alta fidelidade, alta demanda
Quando o tema é inovação, nem todas as tendências globais se aplicam igualmente à região. A demanda por áudio de alta fidelidade, por exemplo, cresce em mercados mais maduros, mas segue pouco relevante na América Latina.
“O Hi-Fi é uma demanda crescente, mas pouco relevante para a nossa região”, avalia Kurtz. O motivo é prático: o formato exige equipamentos caros para que a diferença de qualidade seja percebida, o que restringe seu alcance.
“Esse tipo de áudio requer hardwares de alto custo”, explica. Nesse contexto, investir em melhorias de experiência que dialoguem com a realidade econômica do público tende a ser mais eficaz do que apostar em soluções premium de nicho.
Streaming, tecnologia e adaptação como motores de crescimento
Do ponto de vista de investidores, Kurtz avalia que o streaming continua sendo um setor a ser observado com atenção até 2026.
“O streaming definitivamente é uma área para se olhar com atenção”, afirma. O mercado está em processo de amadurecimento, com espaço para crescimento tanto em base de usuários quanto em modelos de monetização. Embora a Deezer não detalhe estratégias específicas, o executivo afirma que a empresa acompanha de perto formatos híbridos, como assinaturas combinadas com publicidade, além de experiências exclusivas e novas formas de relacionamento com fãs. “Estamos sempre atentos às movimentações do mercado”, diz.
A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, terá papel cada vez mais central nesse processo. Kurtz lembra que a IA já faz parte do streaming há anos, sobretudo por meio de sistemas de aprendizado de máquina usados para entender o comportamento dos usuários.
“Do ponto de vista das plataformas, a inteligência artificial não é exatamente uma novidade”, afirma. Em 2026, a tendência é de aprofundamento dessa lógica, com recomendações mais precisas, personalização refinada e maior relevância no conteúdo entregue. O especialista explica que na Deezer, esse trabalho não acontece de forma automática. Um time editorial humano define parâmetros, treina sistemas e garante que a curadoria mantenha coerência e confiança.
“Esses profissionais são essenciais para garantir que as recomendações sejam realmente relevantes”, explica. “Investir em talentos que compreendam profundamente esses sistemas é absolutamente estratégico”, reforça.
Modelos sob medida
Olhando para o futuro, Kurtz acredita que uma das mudanças menos discutidas, e potencialmente mais transformadoras, está justamente na criação de modelos pensados sob medida para mercados emergentes, como América Latina e África.
“O mercado poderia se beneficiar imensamente de estratégias feitas sob medida para regiões em desenvolvimento”, afirma. Em vez de replicar soluções globais, o streaming pode avançar ao reconhecer as particularidades econômicas, culturais e de consumo dessas regiões. Para 2026, o recado é claro: o crescimento virá menos da padronização e mais da capacidade de adaptação.
Vinil como valor de longo prazo, não como moda
Ao falar de 2026, Bruno Vieira, CEO da gravadora Rocinante, faz questão de afastar a ideia de modismo. Para ele, a estratégia do selo não é reagir a tendências passageiras, mas investir na música brasileira com valor artístico duradouro.
“Nunca trabalhamos com a lógica de moda”, afirma. O catálogo da Rocinante reflete essa visão: nomes consagrados como Hermeto Pascoal, Jards Macalé e João Donato convivem com artistas da nova geração, como a violonista Gabriele Leite, cujo próximo álbum deve ganhar desdobramentos ao longo de 2026. “A gente sempre focou muito na qualidade artística como gravadora”, resume.
Essa visão também explica a origem da Rocinante como gravadora e fábrica de discos. Todos os títulos lançados pelo selo são gravados internamente, reforçando um modelo em que o fonograma é tratado como obra, e não apenas como conteúdo.
“O fonograma precisa ser entendido como obra”, diz Bruno. O vinil, nesse contexto, não surge apenas como formato comercial, mas como uma forma de reconectar o público à escuta atenta, à materialidade e à experiência completa do álbum.

Desconectar para ouvir: música física como antídoto ao excesso digital
Bruno observa um cansaço crescente em relação ao fluxo incessante de informações do ambiente digital, especialmente entre os mais jovens. “Existe um desgaste claro com esse excesso de estímulos”, avalia.
A escuta fragmentada, marcada por pulos de 30 segundos e consumo mediado por redes sociais, contrasta com a proposta do vinil: ouvir um lado inteiro, manusear o encarte, ler textos, prestar atenção.
“O vinil convida à escuta inteira”, afirma. Essa ideia virou conceito central de uma das frentes recentes da empresa, o Clube Três Selos Rocinante, lançado há poucos meses sob o tema disconecte-se, um convite à desconexão digital por meio da música.
Esse movimento também se reflete nos lançamentos. Além do LP, a Rocinante passou a investir no compacto de vinil, resgatando um formato historicamente ligado à divulgação musical.
“O compacto sempre foi uma ferramenta importante de circulação”, diz Bruno. O primeiro foi lançado recentemente, com duas faixas inéditas da cantora Ilessi, acompanhadas de um minidocumentário. Para ele, o compacto abre novas possibilidades.
“Projetos que nascem no digital podem ganhar uma vida física”, afirma, ampliando o vínculo com o público e criando novos objetos de desejo para colecionadores.
Superfãs, experiências físicas e a economia do afeto
O crescimento do vinil também está diretamente ligado ao comportamento do chamado superfã, um grupo pequeno, mas altamente engajado, responsável por parcela significativa da receita dos artistas. Bruno cita como exemplo um lançamento recente de Liniker, no qual muitos compradores adquiriram o vinil não para ouvir, mas como objeto de coleção.
“Muita gente compra como memorabilia”, observa. Quando uma nova edição, com outra cor, foi lançada, os mesmos fãs compraram novamente.
Esse comportamento não se restringe à música. Ele aparece também em outras áreas culturais, como a fotografia, com jovens redescobrindo câmeras digitais antigas.
“Existe um desejo claro por experiências fora da tela do celular”, diz Bruno. O vinil, nesse cenário, funciona como símbolo, um objeto físico que representa pertencimento, memória e identidade.
Presencial que importa
Além do disco, a Rocinante passou a investir em experiências presenciais. Lançamentos abertos ao público, pockets shows e exibições de minidocumentários gravados durante o processo de produção dos álbuns têm ocorrido na sede da gravadora, no Rio de Janeiro.
“A ideia é tirar o artista do ambiente exclusivamente virtual”, afirma, e criar momentos reais de encontro com o público.
Essas iniciativas também dialogam com o crescimento de espaços como os listening bars, locais onde a música, muitas vezes tocada em vinil, é o centro da experiência social. Para Bruno, esse movimento reforça a ideia de que o consumo musical físico não é nostalgia, mas uma resposta contemporânea ao excesso de estímulos digitais.
No varejo, o cenário é desafiador, mas promissor. Embora a cadeia de lojas físicas seja hoje mais fragmentada, com predominância de lojas independentes e e-commerce, a demanda por vinil cresce mês a mês. A Três Selos Rocinante lança de quatro a cinco títulos mensais e vê o número de lojistas interessados aumentar continuamente.
A distribuição ainda é concentrada no Sudeste, especialmente em São Paulo, mas o interesse se espalha por outras regiões do país.
Para Bruno, trata-se de um mercado em reconstrução, adaptado a uma nova realidade logística, com centros de distribuição e vendas online substituindo as grandes redes do passado. “Existe um futuro positivo pela frente”, afirma.
Contraste com o streaming
Quando o assunto é remuneração, o contraste com o streaming é direto. Embora a escala seja menor, o retorno financeiro do vinil pode ser significativamente mais vantajoso para determinados artistas e nichos. “Às vezes, vender algumas centenas de discos gera mais receita do que milhões de streams”, explica.
Por isso, a Rocinante trabalha com a meta de ter todo o seu catálogo disponível em vinil, incluindo LPs e compactos. O CD, por outro lado, não está no radar no Brasil, onde a demanda permanece baixa. Em mercados como o Japão, porém, o formato ainda é relevante, e os títulos da gravadora são licenciados para lançamento em CD, respeitando as particularidades locais.
Bruno inclusive destaca o crescimento do interesse internacional pela música brasileira, especialmente por obras dos anos 1960 e 1970, que dialogam com a produção contemporânea. “Há uma demanda crescente lá fora por esse repertório”, afirma. Selos estrangeiros têm buscado títulos do catálogo da Rocinante para distribuição fora do país, como no caso de Orlandivo, cuja obra despertou interesse nos Estados Unidos.
Esse movimento se reflete também nos festivais, dentro e fora do Brasil, onde artistas ligados à gravadora têm circulado ao lado de nomes consagrados. Para Bruno, a convivência entre gerações, clássicos e novos artistas, cria um ecossistema saudável, em que um público abre espaço para o outro. “
“Não é música para durar 30 segundos no TikTok”, resume. “É música para daqui a 50 anos”.
Um calendário mais distribuído e fora do eixo tradicional
Para Luiz Guilherme Niemeyer, CEO da produtora Bonus Track, o mercado brasileiro de shows e festivais chega a 2026 não em retração, mas em fase de maturação.
“Acredito que em 2026 teremos um calendário tão intenso quanto o dos últimos anos”, afirma. A intensidade do calendário deve se manter semelhante à observada no período pós-pandemia, mas com uma transformação importante: “o que estamos vendo é uma melhor distribuição dos eventos ao longo do ano e, principalmente, fora do eixo Rio–São Paulo”.

Essa descentralização amplia o acesso do público a grandes espetáculos e cria novas oportunidades para as próprias produtoras. Ao levar eventos para outras cidades, o setor contribui diretamente para o fortalecimento da indústria local de entretenimento, estimulando a formação de profissionais qualificados, o investimento em equipamentos técnicos e o desenvolvimento de uma cadeia que vai além da música.
“Em todas as cidades onde o entretenimento se fortalece, o efeito chega a outros segmentos, como o turismo e toda a sua cadeia”, observa.
Custos globais, planejamento local e o papel das marcas
A instabilidade econômica, a flutuação do dólar e o aumento dos cachês internacionais seguem como desafios estruturais para o setor no Brasil, um cenário que, segundo Niemeyer, não é novidade para as produtoras. “Este é um contexto que todas as produtoras brasileiras vivem há muitos anos”, afirma. Esses fatores fogem ao controle local, mas fazem parte de um planejamento constante para evitar que inviabilizem grandes eventos ou pressionem excessivamente o preço final dos ingressos.
Nesse contexto, a relação com marcas torna-se estratégica. Parcerias de longo prazo com empresas que acreditam no potencial da indústria criativa são fundamentais para viabilizar projetos ambiciosos. O Todo Mundo no Rio é citado como exemplo emblemático: um evento gratuito, sem retorno de bilheteria, mas com produção de alto investimento.
“É um show com zero retorno de venda de ingresso, mas de altíssimo custo de produção”, explica. A iniciativa firmou parceria com Corona e Santander por quatro anos, tendo sua primeira edição em 2025, com Lady Gaga. “Ao pensar uma produção, precisamos avaliar todas as possibilidades de viabilização, não apenas a venda de ingressos”, reforça.
Conteúdo, transmissão e experiências como novas receitas
Além da bilheteria tradicional, Niemeyer aponta que os novos caminhos de monetização passam pelo conteúdo e pela experiência.
“Os caminhos são conteúdo e experiências”, diz. Festivais de grande porte podem explorar receitas por meio de transmissões em diferentes plataformas de streaming, venda de ingressos para coberturas digitais e formatos híbridos que ampliem o alcance do evento para além do público presencial.
Outro eixo de crescimento está nos pacotes de experiências, que oferecem benefícios exclusivos aos fãs, como acessos facilitados, áreas diferenciadas e, em alguns casos, encontros com artistas.
“É possível criar novas linhas de receita com pacotes especiais, em que o fã tem facilidades no acesso e vivências únicas”, afirma. Esses modelos atendem a um público disposto a pagar mais por experiências exclusivas, ao mesmo tempo em que diversificam as fontes de receita e reduzem a dependência exclusiva da bilheteria.
Experiência não como diferencial, mas como ponto de partida
Com um público cada vez mais atento a conforto, tecnologia e curadoria, investir em experiência deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um requisito básico. Para a Bonus Track, essa lógica está no centro de todos os projetos. “A experiência não é diferencial, é a base de todos os nossos projetos”, afirma Niemeyer.
Esse cuidado começa muito antes do palco ser montado. A relação com o público se constrói desde a confirmação do evento, passa pela comunicação nas redes sociais, pelo processo de compra do ingresso e pela logística de chegada e saída.
“O show começa na expectativa da chegada da data”, resume. A vivência completa molda a memória que o espectador levará daquele show ou festival, e é essa lembrança que determina se ele volta, recomenda e cria vínculo com o evento.
2026 com música no radar: grandes eventos e continuidade de projetos
Olhando para o futuro próximo, Niemeyer antecipa que o Todo Mundo no Rio já tem mais três edições confirmadas, mantendo a proposta de atrair artistas capazes de impactar não apenas a cidade, mas o mundo. “Buscamos atrações que encantem o mundo, não apenas o Rio”, afirma, citando exemplos como Madonna e Lady Gaga.
Além disso, a Bonus Track anunciou recentemente a edição 2026 do Primavera Sound, marcando o retorno do festival ao Brasil. O movimento reforça a leitura de que, mesmo diante de desafios econômicos, o entretenimento ao vivo segue como um dos pilares mais dinâmicos da indústria musical no país, combinando escala, experiência e impacto cultural.
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