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Fabricada na Argentina e com preços competitivos para o segmento, a nova Ram Dakota chega para disputar diretamente com Hilux, Ranger e S10 em um dos segmentos mais rentáveis do país. Mas será que ela tá com tudo mesmo?
A Ram Dakota está de volta ao mercado brasileiro após 25 anos de ausência, e seu retorno marca muito mais do que uma jogada nostálgica da Stellantis. O lançamento representa uma investida calculada em um dos segmentos mais competitivos e lucrativos do setor automotivo nacional: o das picapes médias.
Com produção na Argentina, tecnologia de ponta e preços estrategicamente posicionados, a Dakota chega para desafiar gigantes consolidadas. Caso de Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10, por exemplo.
Para entender a magnitude deste movimento, é preciso olhar além do produto em si. Vale analisar o contexto de mercado, a estratégia industrial da Stellantis e as perspectivas de crescimento da marca Ram no Brasil, que tem apresentado números expressivos ano após ano.

Entre 1998 e 2001, a Dakota teve produção no Brasil sob a bandeira Dodge, na fábrica de Campo Largo, no Paraná. Naquele período, registrou-se o comércio de cerca de 40 mil unidades, estabelecendo a picape como uma opção pioneira de porte médio-superior com motorizações potentes.

O modelo conquistou um público fiel, mas sua trajetória interrompeu-se prematuramente não por falta de apelo do produto, mas por uma conjuntura macroeconômica desfavorável.
A crise cambial de 1999, com a desvalorização abrupta do real, elevou drasticamente os custos de componentes importados, tornando a operação insustentável. Paralelamente, a fusão da Chrysler com a Daimler trouxe reestruturações globais que selaram o destino da Dakota brasileira.
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Agora, mais de duas décadas depois, o cenário é radicalmente diferente. A Stellantis, conglomerado que abriga marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Ram, possui uma estrutura industrial robusta na América Latina. A nova Dakota será produzida na planta de Córdoba, na Argentina. Faz sentido, para o país que se especializou no segmento: de lá vêm Hilux, Ranger, Titano, Amarok e agora a Dakota.
A estratégia de compartilhamento de plataforma com a Fiat Titano, aliás, permite otimização de custos e escala produtiva. São elementos cruciais, inclusive para viabilizar a competitividade em um mercado cada vez mais acirrado.
A relação entre a Ram Dakota e a Fiat Titano é um dos pontos centrais para compreender a estratégia da Stellantis.
Ambas são produzidas na mesma fábrica argentina e compartilham a base técnica, o que traz eficiência industrial e redução de custos de desenvolvimento. No entanto, a diferenciação entre os modelos foi cuidadosamente trabalhada.
Enquanto a Titano se posiciona como uma opção mais acessível e voltada para o público que busca funcionalidade, a Dakota se apresenta como um produto premium. A seu favor, possui tecnologia embarcada, acabamento refinado e o prestígio da marca Ram.

Trata-se de uma estratégia bem-sucedida em outros mercados: oferecer produtos tecnicamente similares, mas com propostas de valor distintas, ampliando o alcance sem canibalizar vendas.
A Dakota se beneficia da identidade visual e dos sistemas de interface herdados dos modelos maiores da Ram, como a 1500 e a 3500, ou seja, cria um efeito de transferência de prestígio.
Para o consumidor que deseja o status de uma picape Ram, mas não necessita da capacidade de carga extrema das versões heavy-duty, a Dakota surge como a porta de entrada ideal para o ecossistema da marca.

Sob o capô, a Ram Dakota traz o já conhecido motor 2.2 turbodiesel que entrega 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque. Números, portanto, que a colocam em paridade direta com as principais concorrentes do segmento.
A transmissão automática de oito marchas e o sistema de tração 4x4 com acionamento eletrônico rotativo reforçam o foco na suavidade de operação e versatilidade de uso.

A capacidade de carga de 1.020 kg e a capacidade de reboque de 3.500 kg atendem tanto às demandas do agronegócio quanto do uso recreativo. A caçamba de 1.210 litros, equipada com iluminação led e capota marítima, inclusive, demonstra atenção aos detalhes práticos que o usuário brasileiro valoriza.

Mas é no pacote tecnológico que a Dakota busca se diferenciar. O sistema de câmeras 360 graus, que permite visualizar o terreno sob o veículo, é um recurso raro no segmento e extremamente útil em trilhas e situações off-road. A central multimídia de 12,3 polegadas com navegação embarcada, espelhamento sem fio e páginas específicas para uso fora de estrada eleva o padrão de conectividade.
Assistentes de condução avançados, como piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres, assistente de manutenção em faixa e inclusive alerta de tráfego traseiro cruzado, trazem recursos de segurança ativa que até recentemente eram exclusividade de sedãs e SUVs premium. Em um mercado onde os compradores estão cada vez mais informados e exigentes, esses itens deixam de ser diferenciais para se tornarem pré-requisitos.

O mercado brasileiro de picapes médias é um dos mais competitivos e rentáveis do mundo. Com ticket médio superior a R$ 250 mil, fidelidade elevada e volume expressivo, o segmento movimenta bilhões de reais anualmente. Assim, conquistou importância estratégica entre todas as montadoras.
A Toyota Hilux lidera historicamente as vendas, consolidando-se como referência em durabilidade e valor de revenda. A Ford Ranger, após renovação recente, conquistou espaço com tecnologia e design arrojado. A Chevrolet S10, em nova geração, mantém forte presença regional. Esses três modelos concentram a maior parte do mercado e estabelecem, portanto, o padrão que qualquer novo entrante precisa superar.
Recentemente, aliás, marcas chinesas trouxeram propostas disruptivas. Caso da BYD, com a Shark híbrida plug-in, e da GWM, com a Poer turbodiesel, por exemplo. A aposta é em eletrificação e preços competitivos. A JAC Hunter e a Foton Tunland inclusive marcam presença, ampliando o leque de opções. Esse movimento pressiona as marcas tradicionais a acelerar, assim, a renovação tecnológica e aprimorar o custo-benefício.
A Ram Dakota se insere neste cenário não como uma aposta em volume imediato, mas como um movimento estratégico de longo prazo. A oferta inicial controlada de 750 unidades em pré-reserva, divididas entre as versões Warlock e Laramie, funciona como termômetro de demanda e ferramenta de manutenção de valor residual. A Stellantis não quer saturar o mercado, mas sim construir percepção de exclusividade.

A análise de posicionamento da Dakota revela que o ataque será mais direto às versões de topo das concorrentes tradicionais. Com preços entre R$ 289.990 (Warlock) e R$ 309.990 (Laramie), a picape mira o comprador que valoriza tecnologia, conforto e prestígio de marca, mas não quer pagar o prêmio das Ram 1500 (começa em R$ 585 mil), 2500 (R$ 560 mil) e 3500 (parte de R$ 620 mil).
A Chevrolet S10, especialmente nas versões High Country, deve sentir pressão. Apesar da tradição e da rede de concessionárias Chevrolet, a S10 enfrenta o desafio de competir em percepção de luxo com uma marca que nasceu para ser premium. O mesmo raciocínio vale para as versões topo de linha da Hilux e da Ranger, que terão de justificar seus preços diante de uma Dakota equipada de série com recursos que, nessas concorrentes, ainda são opcionais ou restritos a pacotes específicos.

Pegue a versão Warlock, com visual escurecido e apelo aventureiro, por exemplo. Ela compete diretamente com edições especiais de Ranger e Hilux voltadas para o público off-road.
Já a Laramie tem acabamentos em couro marrom, detalhes cromados e foco em requinte. Ela busca o cliente que utiliza a picape como veículo principal, não apenas como ferramenta de trabalho.

A grande vantagem competitiva da Dakota está na integração tecnológica de fábrica e na experiência de pós-venda da rede Ram. Enquanto marcas generalistas atendem desde carros populares até picapes, as concessionárias Ram são especializadas em veículos de alto valor agregado e oferecem um nível de serviço diferenciado que o público premium reconhece e valoriza.
A trajetória da Ram no mercado brasileiro é uma história de crescimento consistente. Desde sua entrada como marca independente, a montadora vem conquistando espaço ano após ano, consolidando-se como sinônimo de picapes premium.
Os números, aliás, refletem essa trajetória: a marca tem apresentado crescimento de dois dígitos em volume de vendas e expandido sua rede de concessionárias pelo País.
A chegada da Rampage, picape de porte médio com proposta mais urbana, em meados de 2023, foi determinante para ampliar o volume de vendas e tornar a marca mais acessível.
Agora com a Dakota, a Stellantis completa o portfólio. A nova oferta adiciona uma opção intermediária entre a Rampage e as grandes 1500, 2500 e 3500.

Essa estratégia permite atender diferentes perfis de consumidores sem deixar lacunas para a concorrência explorar.
O momento da Stellantis no Brasil também favorece o lançamento. Atualmente, o grupo investe na modernização de suas plantas, na eletrificação do portfólio e na expansão da capacidade produtiva. A sinergia entre as marcas do grupo, com compartilhamento de plataformas e tecnologias, cria eficiência de escala que se traduz, assim, em competitividade de preços sem sacrificar margens.
Para o investidor e para quem acompanha o setor automotivo, porém, a mensagem é clara: a Ram veio para ficar e crescer. Diferentemente do que aconteceu nos anos 1990, quando decisões corporativas globais ditavam os rumos sem considerar as especificidades locais, a Stellantis demonstra comprometimento de longo prazo com o mercado latino-americano.
A produção na Argentina, dentro do Mercosul, garante vantagens tributárias e logísticas que tornam a operação sustentável mesmo em cenários econômicos adversos.
Apesar do cenário favorável, contudo, a Dakota enfrenta desafios. O principal deles é construir diferenciação real em relação à Fiat Titano aos olhos do consumidor. Ambas compartilham mecânica e arquitetura, e a comunicação precisará ser cirúrgica para justificar a diferença de preço através de acabamento, tecnologia e experiência de marca.
Outro ponto de atenção é a vulnerabilidade cambial. Produzir na Argentina significa exposição às flutuações do peso argentino e às políticas econômicas do país vizinho, historicamente marcado por instabilidade. No entanto, a integração produtiva do Mercosul e a possibilidade de ajustes na taxa de nacionalização de componentes funcionam como mecanismos de mitigação de risco.
A concorrência também não ficará parada. É esperado que Toyota, Ford e Chevrolet reajam ao lançamento da Dakota com atualizações de pacotes de equipamentos, edições especiais e condições de financiamento mais agressivas.
O mercado de picapes médias é estratégico demais para que as líderes assistam passivamente à entrada de um novo player premium.
Por outro lado, as oportunidades são vastas. O Brasil é um mercado continental, com demandas regionais específicas. A capilaridade da rede Stellantis, que inclui concessionárias Fiat, Jeep e Ram, permite uma cobertura geográfica que poucas montadoras conseguem igualar.
O agronegócio, setor em franca expansão e grande comprador de picapes, representa um público-alvo natural para a Dakota, que une, por exemplo, capacidade de trabalho com conforto para longas viagens entre propriedades rurais.
O mercado de lifestyle, formado por consumidores urbanos que valorizam o visual e o status da picape para uso recreativo, também é promissor. A versão Warlock, com sua estética agressiva e apelo aventureiro, dialoga diretamente com esse público que busca diferenciação e personalidade.

A chegada da Ram Dakota ao Brasil marca o início de um ciclo que pode redefinir o equilíbrio de forças no segmento de picapes médias. Não é para se esperar volume imediato ou uma tentativa de destronar a Hilux da liderança de vendas em curto prazo.
A estratégia da Stellantis é mais sofisticada: construir uma presença sólida, conquistar o respeito do mercado e, ao longo dos anos, consolidar a Dakota como sinônimo de tecnologia e luxo acessível.
Para o consumidor brasileiro, o lançamento representa mais opções em um segmento que, apesar de competitivo, ainda é dominado por poucos nomes. A entrada de um player premium com proposta bem definida eleva o padrão de equipamentos de série e pressiona as concorrentes a oferecerem mais pelo mesmo preço.
Do ponto de vista financeiro, a Dakota se apresenta como um ativo que busca mitigar a depreciação através da exclusividade de marca e da qualidade de acabamento. O valor residual de uma picape Ram tende a ser superior ao de marcas generalistas, especialmente se a montadora conseguir manter a percepção de produto diferenciado.
A sustentabilidade do projeto no longo prazo dependerá de três fatores: manutenção da qualidade percebida, diferenciação clara em relação aos modelos que compartilham plataforma e gestão cuidadosa da oferta para evitar desvalorização prematura. Se a Stellantis acertar nesses pontos, a Dakota tem potencial para se tornar um dos principais nomes do segmento nos próximos anos.
O retorno da Ram Dakota ao Brasil representa um movimento estratégico que reflete a maturação do mercado de picapes médias no país. A categoria deixou de ser nicho para se tornar mainstream entre consumidores de alta renda, e a Stellantis percebeu a oportunidade de posicionar uma marca premium onde antes só havia opções generalistas.
A produção na Argentina, o compartilhamento de plataforma com a Titano e a estratégia de lançamento controlado demonstram aprendizado corporativo com os erros do passado. Desta vez, a base industrial é robusta, a estrutura financeira do grupo é sólida e o timing de mercado é favorável.
A chegada da Dakota eleva o nível de exigência, acelera a renovação tecnológica dos concorrentes e, acima de tudo, oferece ao consumidor uma alternativa genuinamente premium em uma faixa de preço que antes carecia de opções sofisticadas.
O tabuleiro foi mexido e as peças agora estão dispostas para favorecer quem consegue equilibrar herança emocional, eficiência operacional e visão de longo prazo.
Ao retornar ao Brasil, a Ram Dakota ao invés de ser uma sobrevivente do passado, é uma séria candidata ao protagonismo no presente e no futuro das picapes médias brasileiras.
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