O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Especialista dá dicas para estrear nos 42 km com segurança e fôlego extra

“Corrida é mais do que um esporte, é um estilo de vida”. Apesar do clichê, a frase vai de encontro com 77% de brasileiros que concordam com a afirmação. É o que mostra a pesquisa Por Dentro do Corre, realizada pela Olympikus em parceria com a Box1824, que levantou que o esporte já conquista 13 milhões de brasileiros, movimentando um mercado estimado em R$ 1,1 bilhão.
Os números levantados apenas confirmam um certo fenômeno que acompanhamos, há algum tempo, nas redes sociais. Você provavelmente segue ou conhece alguém que aderiu à corrida de rua no último ano, compartilhando rotas, paces e quilômetros alcançados. Novos grupos de corrida, o aumento na oferta de tênis e o boom de apps como o Gymrats, por exemplo, confirmam essa impressão.
Para o Relatório de Tendências Esportivas do aplicativo Strava, a corrida é a atividade física mais praticada no mundo, incluindo o Brasil. E o hobby está ficando sério: em 2025, 45% dos inscritos em provas de corrida participaram de seu primeiro evento, número que em 2024 havia sido de 35%, levantou a pesquisa Perfil do Atleta Brasileiro 25/26, da Ticket Sports.
Para quem decidiu que 2026 é o ano de encarar os 42 km, conversamos com Silvio Prado, personal trainer e fundador da Vibe Sport Concept Lab, que conta o caminho para cruzar a linha de chegada com segurança ainda este ano.

Antes de amarrar os tênis e sair acumulando quilômetros, porém, a primeira parada não é a pista. Segundo Silvio Prado, o entusiasmo deve ser acompanhado de uma boa análise clínica. Antes de começar, portanto, é preciso passar por um checkup que une exames cardiológicos, ortopédicos e uma análise do histórico de lesões.
O uso de tecnologia, como a bioimpedância, ajuda a entender o que o especialista chama de lastro do atleta. “Esse exame consegue identificar diversos aspectos de saúde”, explica Prado, que também monitora a qualidade do sono e a fadiga acumulada para garantir que o corpo suporte o aumento de carga. Para ele, a liberação médica é o que dá segurança para o corredor evoluir sem riscos.
Com o calendário de provas em vista, a organização dos treinos vem em seguida. Para um iniciante, o foco inicial deve ser a resistência aeróbia, com volume moderado e intensidade baixa. Silvio Prado explica que a pressa é inimiga da adaptação: o ideal é introduzir variações de ritmo e terreno aos poucos, sempre respeitando os períodos de descanso.
Leia Também
O segredo está em encontrar o equilíbrio entre o desafio e o limite do próprio corpo. “Nunca se pode exigir mais do que cada indivíduo é capaz de aguentar, mas é preciso ir superando os desafios pouco a pouco”, afirma o treinador. Nesse processo, ferramentas como a frequência cardíaca e a percepção de esforço ajudam o corredor a entender se está no caminho certo ou se precisa de uma pausa extra.
Embora a corrida seja grande objetivo, o trabalho de força é o que mantém o maratonista inteiro até a linha de chegada. Em vez de focar apenas na estética, o fortalecimento deve ser voltado para a estabilidade do core, quadril e tornozelos. Segundo Prado, o objetivo é melhorar a eficiência de cada passada e reduzir o impacto nas articulações, prevenindo as dores mais comuns em quem está estreando na distância.

E a rotina não precisa ser pesada, já que duas a três sessões por semana costumam ser suficientes, conta o profissional. A dica é que esses treinos aconteçam em dias alternados aos estímulos mais intensos para que a musculatura ganhe a resistência necessária para suportar a sobrecarga dos quilômetros acumulados.
Participar de provas menores é o melhor jeito de testar se tudo está funcionando. Silvio Prado sugere que o corredor participe de dois ou três eventos de 10 km ao longo do caminho para sentir o ritmo e controlar o nervosismo.
Mas o ensaio mais importante acontece mesmo na meia maratona, cerca de dois meses antes dos 42 km. É o momento de ver se a alimentação cai bem e se a estratégia de velocidade faz sentido. “É a hora de validar o ritmo e a recuperação”, diz Silvio. Essas provas menores dão a segurança que o corredor precisa para não chegar no dia da maratona ansioso.
A definição do ritmo da corrida é uma escolha que varia conforme o objetivo. Segundo Silvio, a decisão muda se a meta for apenas concluir a prova ou alcançar um tempo determinado. Na primeira opção, o ritmo deve ser bem conservador, correndo de um jeito confortável e sem pressa. Já para quem quer performance, o cálculo é feito em cima de testes de esforço e treinos de velocidade.
Independente da meta, o corredor precisa estar preparado para o cansaço extremo que costuma aparecer depois do quilômetro 30. Para superar esse desafio, Silvio indica o controle da hidratação e táticas mentais. Dividir o percurso em trechos pequenos e manter o foco na respiração ajuda a vencer o bloqueio e chegar na linha de chegada. “A constância e o controle do ritmo desde a largada são fundamentais”, reforça o especialista.
Saber a diferença entre o cansaço do treino e uma dor de lesão é o mais importante para não interromper o ciclo. O cansaço normal costuma ser uma dor difusa que melhora depois que o corpo aquece, enquanto a dor que preocupa é aquela bem localizada e que não passa.
“Dores de lesão costumam ser persistentes e podem até mudar o jeito de você correr”, explica Silvio. Sinais como inchaço ou pontadas fortes merecem atenção. Aprender a ler esses sinais ajuda a ajustar o treino antes que o problema piore e te tire da prova, garantindo que sua corrida seja sustentável a longo prazo.

Os dados da pesquisa realizada pela Olympikus com a Box1824 mostram o perfil de quem está ocupando as ruas: 58% são homens e 42% são mulheres. A diversidade também aparece na renda, com uma base sólida na Classe B (49%) e Classe C (36%). Além disso, a ideia de que existe um jeito certo de correr está ficando para trás, já que 64% concordam que cada pessoa tem seu próprio estilo.
Confira outros destaques da pesquisa que explicam o boom da corrida de rua:
BASQUETE EM ALTA
CIÊNCIA ALÉM DO LIKE
NO PACE DE NY
PAUSA COM LUXO
MARKETING OU CIÊNCIA?
CONFORTO NA FONTE
REFÚGIOS LUXUOSOS
PICKLEBALL EM CASA
LAS VUELTAS FINALES
NFL EM SÃO PAULO
PRÉ-JOGO
FUTEBOL AMERICANO
WELLNESS TECH
VUELTA POR CIMA
BTG PACTUAL BIKE SERIES
SUA 'MAGRELA'
CHEGADA EMBLEMÁTICA
SOBRE DUAS RODAS