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O MELHOR ESTÁ POR VIR?

A maré virou para Mark Zuckerberg — Meta sobe quase 15% e analista diz: “agora a empresa tem uma história para contar” 

O banco norte-americano Wells Fargo elevou o preço-alvo da dona do Instagram, do Whatsapp e do Facebook, e dá dois sinais de que a de maré baixa pode ter passado

Meta
Imagem: Shutterstock/rafapress

Assim como o mar que passa horas recuando para depois voltar com força total, as ações da Meta viviam uma espécie de maré baixa havia um ano. Mas, nesta segunda-feira (21), a virada chegou com tudo: os papéis saltaram quase 15% depois que o Wells Fargo elevou o preço-alvo da dona do Instagram, do Whatsapp e do Facebook de US$ 640 para US$ 796. 

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Por trás da mudança de tom está o analista Ken Gawrelski, que citou o sucesso recente dos lançamentos de inteligência artificial (IA) da empresa — incluindo o novo modelo Muse Spark e o assistente Muse — como prova de que a Meta "agora tem uma história para contar" no campo da IA. 

O que estava errado até pouco tempo 

Não é exagero falar em reviravolta. Nos últimos 12 meses, a ação da Meta patinou: caiu cerca de 5%, enquanto rivais de peso navegaram em direção oposta.  

A Amazon subiu 38% no período, a Alphabet (dona do Google) avançou 11% e até a Microsoft, que também recuou, ficou atrás da Meta, com queda de 4%. 

O motivo do mau humor do mercado era conhecido: atrasos nos modelos de IA da empresa e desconfiança sobre os bilhões de dólares que a Meta vinha despejando na construção de infraestrutura de inteligência artificial sem que os investidores enxergassem retorno claro. 

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Dois sinais de que a maré virou 

Foi diante desse cenário que o CEO Mark Zuckerberg decidiu reconstruir o laboratório de IA da empresa, trazendo Alexandr Wang, cofundador e CEO da Scale.AI, para o cargo de diretor de inteligência artificial.  

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Hoje a Meta já opera com vários modelos dentro da família Muse — e é justamente esse arsenal que passou a convencer o mercado. 

Dois fatores reforçam a mudança de humor dos investidores. O primeiro deles é que o app Meta Muse AI, agente de inteligência artificial da empresa, chegou ao topo da App Store da Apple.  

O segundo é que o salto no preço-alvo vem justamente às vésperas do Meta Connect, conferência anual da empresa marcada para quarta-feira 23), quando Zuckerberg deve apresentar os planos da companhia para IA e para os dispositivos vestíveis — óculos e afins). 

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E o mercado já vinha sentindo o clima mudar antes mesmo do relatório do Wells Fargo. Nos últimos três meses, a ação da Meta disparou 30%, atrás apenas da Microsoft, que subiu 35% no mesmo período. 

O que o investidor precisa saber 

Para quem tem ações da Meta na carteira, ou pensa em ter, o recado do Wells Fargo é claro: o mercado está recalibrando a aposta na empresa, saindo do ceticismo sobre os gastos bilionários em IA para acreditar que esse investimento finalmente começa a se traduzir em produto — e em resultado.  

A conferência de quarta-feira (23) deve ser o próximo teste real dessa nova narrativa: se Zuckerberg confirmar avanços concretos em IA e wearables, a maré pode continuar subindo. Se decepcionar, o mercado tem histórico recente de reverter o humor rapidamente. 

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