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Pesquisa FipeZap mostra que o metro quadrado dos imóveis em São José dos Campos teve valorização de 9,6% mais em um ano
O metro quadrado mais caro do interior de São Paulo não está em uma cidade turística nem em um reduto exclusivo. Ele está em São José dos Campos, de acordo com a pesquisa mais recente do FipeZap.
O preço médio do metro quadrado do imóvel em dezembro de 2024 era de R$ 8.233. Já em dezembro de 2025, o preço subiu para R$ 9.024. No estado, é o quarto maior valor, atrás de São Paulo, Barueri e São Caetano do Sul.
À primeira vista, o dado chama atenção, mas passa a fazer sentido quando se observa o contexto com mais cuidado.
São José se transformou em um raro ponto de equilíbrio. Mantém o perfil de cidade do interior, conta com infraestrutura de metrópole e tem uma localização que permite chegar rapidamente à serra ou ao litoral, sem se afastar do eixo Rio–São Paulo.
Antes de se tornar referência como polo tecnológico e de aparecer no topo dos rankings imobiliários do interior, São José dos Campos era uma típica cidade do Vale do Paraíba.
Fundada oficialmente em 1767, então chamada Vila de São José do Paraíba, surgiu às margens do rio Paraíba do Sul, em uma região marcada pela agropecuária e pela ligação entre o litoral e o interior.
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Ao longo do século XIX, o município acompanhou o ciclo econômico regional, impulsionado pelo café, que trouxe riqueza e expansão urbana.
Como ocorreu em grande parte do Vale, o declínio da cafeicultura no início do século XX provocou estagnação e obrigou a cidade a buscar novos rumos.
A mudança estrutural começa nas décadas de 1940 e 1950, quando o governo federal decidiu instalar em São José dos Campos centros estratégicos voltados à ciência e à defesa.
Em 1950 foi criado o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), seguido pelo Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) — hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial — e, mais tarde, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Esse conjunto de decisões alterou o destino da cidade. A partir do fim dos anos 1960, São José passou a abrigar a Embraer (EMBJ3), quase um símbolo da indústria de alta tecnologia em um Brasil ainda majoritariamente agrário. Atualmente, a empresa vale cerca de R$ 70 bilhões na bolsa.
Com isso, São José dos Campos deixou para trás o perfil agrícola e se consolidou como um polo nacional de engenharia, ciência e inovação.
A menos de 90 km da capital paulista, às margens da Via Dutra, São José dos Campos ocupa uma posição estratégica entre dois dos principais polos econômicos do país. Em pouco mais de uma hora, chega-se a São Paulo; em cerca de 275 km, ao Rio de Janeiro.
Ao mesmo tempo, a cidade integra o Circuito da Serra da Mantiqueira e fica relativamente próxima do Litoral Norte, formando um leque incomum de opções para escapadas de fim de semana: Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, Santos e Paraty para quem prefere o mar; Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal ou o sul de Minas Gerais para quem busca a serra.
Esse fator geográfico pesa — e muito — no valor do metro quadrado.

Diferentemente de outros polos industriais, São José dos Campos conseguiu preservar áreas verdes e investir em lazer.
O Parque da Cidade, com mais de 1 milhão de metros quadrados, é o principal exemplo. Além da extensa área verde, abriga a Residência de Olivo Gomes, com paisagismo assinado por Roberto Burle Marx, um marco da arquitetura moderna brasileira.
Outros espaços ajudam a explicar a qualidade de vida local:
A cena cultural acompanha esse movimento, com museus, teatros, unidades do Sesc e o Memorial Aeroespacial Brasileiro, além de uma programação constante de exposições e espetáculos.
O investimento em esporte também se destaca. A prefeitura de São José dos Campos está entre as poucas do país que mantêm um programa permanente de incentivo a atletas de alto rendimento. Não por acaso, a cidade sustenta equipes competitivas em torneios nacionais de futsal, vôlei e basquete, além de atletas de ponta em modalidades olímpicas.

Com renda mais elevada e uma população diversa, a cidade viu crescer uma cena gastronômica e noturna que vai além do básico.
Cervejarias artesanais, bares, cafés, restaurantes e casas de show se espalham pelos bairros, reforçando a sensação de que não é preciso ir à capital para encontrar opções de lazer.

Outro fator decisivo, embora menos visível, é o funcionamento dos serviços públicos.
A mais recente pesquisa do Indsat (Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos) aponta São José dos Campos como líder em satisfação na área da saúde, com cerca de 70% de aprovação dos moradores.
Uma cidade com saúde, mobilidade e serviços funcionando se torna um ativo escasso — e ativos escassos tendem a ficar caros.
O alto valor do metro quadrado no interior paulista não é fruto do acaso. Ele reflete a combinação de vários fatores:
No fim das contas, o preço do metro quadrado em São José dos Campos fala menos apenas de imóveis e mais de uma escolha de estilo de vida: morar fora da capital sem abrir mão do que ela oferece — e, em muitos casos, com menos estresse no pacote.
É caro? Sim. Mas, para muita gente, faz sentido.
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