O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Alta de custos, queda na qualidade e mudanças climáticas redesenham a indústria do chocolate e desafiam produtores
Já imaginou ficar sem o tão amado chocolate da sobremesa? Então se prepare, pois essa pode ser uma realidade em poucas décadas. A combinação de mudanças climáticas, queda na produção de cacau e desequilíbrios no mercado global está pressionando os preços e levantando dúvidas sobre o futuro de um dos doces mais consumidos — e apreciados — do mundo.
A principal matéria-prima do chocolate, o cacau, é frágil e depende de condições climáticas muito específicas para se desenvolver. A planta cresce em regiões tropicais, próximas à linha do Equador, com temperaturas estáveis e alta umidade.
No entanto, esse equilíbrio vem sendo afetado pelo aumento do calor e pela irregularidade das chuvas.
Mais de 60% da produção global de cacau vem de quatro países da África Ocidental: Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões. Essas regiões têm enfrentado secas mais longas e temperaturas mais elevadas, o que prejudica diretamente as safras.
Em 2024, considerado o ano mais quente já registrado até hoje, a produção de cacau caiu e o preço disparou. Como consequência, a indústria do chocolate repassou os custos ao consumidor.
O resultado? Chocolate mais caro no supermercado e, em alguns casos, com qualidade inferior, já que fabricantes ajustaram receitas para conter despesas.
Leia Também
No Brasil, o cenário do chocolate também é desafiador. Após o pico em 2024, quando preços do cacau subiram de uma média de US$ 2.500 por tonelada para mais de US$ 11.000 por tonelada, o valor do grão recuou cerca de 70%, o que desestimulou novos investimentos no setor.
Com o cacau sendo negociado atualmente por cerca de US$ 3.000 por tonelada, fazendeiros e analistas disseram à agência de notícias Reuters que até metade dos projetos de cultivo em larga escala pode ser cancelada.
Ao mesmo tempo, a produção africana se recuperou e outras regiões, como o Equador, aumentaram a produção, pressionando ainda mais os produtores brasileiros.
A insatisfação levou a protestos: no mês passado, produtores bloquearam uma estrada que dá acesso ao porto de Ilhéus (BA) contra a importação de cacau africano.
Após o episódio, o governo brasileiro suspendeu as compras de cacau da Costa do Marfim.
No curto prazo, o chocolate enfrenta um problema de preço. No longo, a questão é mais profunda: a própria sobrevivência da cadeia produtiva.
O cacau só se desenvolve em uma faixa estreita do planeta, onde temperatura, umidade e regime de chuvas permanecem relativamente estáveis — um equilíbrio cada vez mais raro.
Um estudo da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) projeta que, até 2050, as principais regiões produtoras podem registrar aumento médio de 2,1°C na temperatura, além de uma redução significativa das áreas aptas ao cultivo.
“O perigo para o chocolate reside no aumento da evapotranspiração, especialmente porque as temperaturas mais elevadas projetadas para a África Ocidental até 2050 provavelmente não serão acompanhadas por um aumento nas chuvas”, aponta o levantamento.
Diante desse cenário, uma das alternativas seria deslocar as plantações para áreas mais altas, onde as condições climáticas ainda sejam favoráveis.
Mas há também uma aposta no avanço científico: técnicas de edição genética vêm sendo estudadas para tornar o cacaueiro mais resistente ao calor e à seca, o que poderia permitir a continuidade da produção nas regiões atuais.
O estudo da NOAA cita também como alternativa a técnica conhecida no Brasil como “cabruca”, que envolve a preservação ou o replantio de outras árvores da floresta tropical, fornecendo sombra aos cacaueiros.
*Com informações da Reuters e G1
A estratégia inicial, segundo a Abrava, é promover uma paralisação voluntária, com caminhoneiros deixando de aceitar cargas
Imprevisibilidade da guerra impõe novos desafios ao Banco Central, que se vê diante de um corte já antecipado ou uma manutenção pelo novo risco inflacionário
Fraudes e golpes em concursos públicos acontecem com certa frequência; veja como se proteger
Anvisa recolhe produtos de beleza devido a presença de substância proibida e irregularidades
Os repasses do Bolsa Família seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600
Intenção cai em relação a 2025, quando 72% das empresas investiram
Anvisa proíbe a venda de azeite da marca San Olivetto devido a irregularidades apontadas nas ações da distribuidora e da fabricante
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (16). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.
Rodolfo Amstalden, CEO da casa de análise, criou um serviço para facilitar o investimento em renda fixa e variável, além de ajudar no acesso à educação financeira
Comunicado oficial alerta candidatos, mas expectativa por novo concurso cresce — mesmo sem previsão confirmada pelo banco
Estudo do Insper indica que bolsa do Pé-de-Meia reduz abandono escolar entre jovens de famílias mais vulneráveis
Após quatro anos sem concorrência, a Starlink, projeto da SpaceX de Elon Musk, ganha um forte concorrente no mercado brasileiro
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com os maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (16); confira os valores em disputa.
Ganhos na bolsa e na renda fixa garantiram superávit bilionário ao fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil
O atraso nas regras do IR 2026, um prêmio milionário na Lotofácil e a disputa entre Casas Bahia e Pão de Açúcar estão entre as notícias mais lidas da semana no Seu Dinheiro
Receita Federal divulga detalhes do IRPF 2026 em coletiva às 10h; atraso no anúncio pode reduzir a janela de envio da declaração neste ano
Bilhetes simples cravaram as 15 dezenas e renderam mais de R$ 1 milhão para cada vencedor; Mega-Sena, Quina e +Milionária seguem travadas
Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto; hoje são contemplados os nascidos em fevereiro.
Preso em Brasília, Vorcaro escolhe José Luís de Oliveira Lima para liderar a defesa; advogado já atuou em casos como Mensalão e julgamento de Braga Netto
Entre as 70 atrações do Cacau Park, o destaque é a mais alta e mais rápida montanha-russa da América Latina